26 de nov. de 2013

Axis Fracture Repair with Locking Plate in Dog

Acta Scientiae Veterinariae, 2013. 41(Suppl 1): 28.

http://www.ufrgs.br/actavet/41-suple-1/CR_28.pdf

Autores: Paulo Vinícius Tertuliano Marinho, , Rodrigo de Souza Mendes,  Juliana Molina Martins, Renato Otaviano do Rego,  Erica Emerenciano Albuquerque,  & Carolina Camargo Zani


Background: Cervical fractures in dogs occur most commonly in the cranial region, mostly requiring surgery. Various types of implants are being used while fixation using plate is poorly described in the literature. The plate and screw types are a limiting factor since they can lead to loss of stability due to loosening of the screws. The use of locking plates has been advocated, which does not allow movement between the screw-plate-bone, providing extreme stability and rigidity to the system. This study describes the use of locking bone plate to stabilize axis fracture in a dog and the results obtained with this technique. 
Case: A 9-month-old male Poodle presented due to a history of trauma to the cervical spine caused by a fall of an object. Upon physical examination, the patient was alert and physiological parameters within the normal reference limits. However, neurological examination showed tetraplegia, hyperreflexia, preserved nociception and much cervical pain. There were no changes in the cranial nerves test. Cranial cervical lesion was initially suspected and the patient was rigidly fixed on a flat surface. The radiographic examination showed a fracture of the second cervical vertebra (axis) with anatomical axis deviation, and the patient was referred for surgery. After anesthesia, the dog was positioned dorsal decubitus and rigidly fixed on the operating table with the thoracic limbs pulled caudally. The surgical approach of the cranial cervical spine started through the ventral access until complete visualization of the fracture line and the caudal portion of the axis body. After perfect apposition and alignment of the bone fragments, rigid stabilization was performed using locking plate and screws. The patient had a favorable neurological recovery, and five days after the surgery, no change was observed in locomotion and postural reactions, besides the absence of neck pain. 
Discussion: The implant used in this study was small and displayed a good fi t along the body axis. The locked system allowed the bolt head to lock in the hole of the plate, forming a bone-screw-plate unit that prevents its failure. In our case, the tip of the caudal screws protruded approximately two millimeters within the spinal canal, without any apparent effect on the outcome. In a previous study, in which plates were used for ventral fixation and stabilization of the atlantoaxial joint, the screws also protruded into the vertebral canal without causing any problems, presumably because the cervical vertebral canal is wider than the diameter of the spinal cord at this location. Failure rate of up to 44% has been reported for all the processes of atlantoaxial ventral fixation if the surgery is deemed successful when resolution of neurological signs occurs, and there is no need for further surgery. According to this, the present case can be considered successful
taking into account the clinical outcome after surgery, the rapid reduction of pain, return to ambulation and the absence of neurological deficits. We conclude that the locking plate was a viable alternative to other fixation techniques for fractures involving the second cervical vertebra in small animals since it allowed relative stability of the fracture and an excellent neurological recovery of the patient.



31 de out. de 2013

AVALIAÇÕES PRÉNATAL ULTRASSONOGRÁFICA E RADIOGRÁFICA NO DIAGNÓSTICO DE ANENCEFALIA EM CÃO - RELATO DE CASO


da Veiga C.C.P., de Souza B.G. &Vieira S.L

Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 35(2):101-104, 2013


A anencefalia é uma malformação da cabeça e está entre as malformações que envolvem defeitos no tubo neural do embrião. Em humanos os defeitos do tubo neural são malformações comuns, entretanto em medicina veterinária estas malformações são consideradas raras. O exame ultrassonográfico é muito utilizado na rotina clínica veterinária no que diz respeito à gestação. Anomalias do concepto detectadas pelo exame ultrassonográfico pré-natal tem sido descritas em cães. O objetivo deste trabalho é descrever o resultado ultrassonográfico realizado na avaliação pré-natal e os achados radiográficos de um feto, onde foi possível diagnosticar anencefalia. Conclui-se com o presente estudo que a ultrassonografia torna-se útil na avaliação gestacional e quando associada com a radiográfica permitiram identificar anencefalia. Neste caso, demonstrou-se a enfermidade debilitante em um cão e assinala a importância de estudos com malformações embrionárias nesta espécie para que se possa determinar a real importância destas malformações e se há fatores desencadeantes com o intuito de minimizar problemas financeiros e emocionais com a perda de conceptos.

4 de set. de 2013

Tratamento cirúrgico de condroma extradural lombar em cão - relato de caso

Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 34, n. 4, p. 1835-1840, jul./ago. 2013

Paulo Vinícius Tertuliano Marinho,  Paulo César Jark,  Michelle Lopes Avante1, Julio Carlos Canola, Andrigo Barboza De Nardi,  Bruno Watanabe Minto

Surgical treatment of lumbar extradural chondroma in a dog - case report

link: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/13194/pdf

Resumo

As neoplasias com origem no canal medular são infrequentes na clínica veterinária de pequenos animais, porém quando presentes podem causar sinais neurológicos importantes. Anatomicamente estas neoplasias podem ser classificadas em extradural, intradural-extramedular e medular. As neoplasias extradurais estão localizadas fora da dura-máter, porém podem causar compressão da medula. Os condromas são neoplasias benignas, caracterizadas pela formação de tecido cartilaginoso sendo rara a sua localização no canal medular tanto em medicina humana como na medicina veterinária. O objetivo deste trabalho é descrever um caso de condroma extradural lombar em cão em que a descompressão cirúrgica e retirada da massa permitiu a resolução dos sinais clínicos de paralisia com retorno da função dos membros pélvicos do paciente.
Abstract
Neoplasms originating in the spinal canal are uncommon in small animal veterinary clinic, but when present can cause significant neurological signs. Anatomically, these neoplasms can be classified as extradural, intradural-extramedullary and medullary. Extradural neoplasms are located outside the dura mater, but they can cause compression of the spinal cord. The chondromas are benign neoplasms characterized by the formation of cartilage and is rarely located in the spinal canal in both human and veterinary medicine. We describe a case of lumbar extradural chondroma in a dog that surgical decompression and removal of the mass allowed the resolution of clinical signs of paralysis with return of function of the hind limbs of the patient.

27 de ago. de 2013

Estudo prospectivo de traumatismo cranioencefálico em 32 cães

Vianna C.G. & Bahr Arias M.V.

Rev. Bras. Med. Vet., 35(1):93-99, jan/mar 2013

Link: http://www.rbmv.com.br/pdf_artigos/21-08-2013_11-47RBMV%20015.pdf

O traumatismo cranioencefálico (TCE) em cães é causa comum de disfunção neurológica na rotina clínica veterinária. O objetivo deste trabalho foi avaliar os casos de traumatismo cranioencefélico em cães atendidos entre 2008 a 2010, com foco nos sinais clínicos e neurológicos, dosagem da glicemia  imediatamente após o trauma e nos dias subsequentes, as lesões concomitantes, o tratamento instituído,  a evolução do caso e avaliação da utilidade da Escala de Coma de Glasgow Modificada (ECGM) no  prognóstico destes pacientes. Para isso foram acompanhados 32 cães com trauma cranioencefálico em diferentes graus de severidade. A causa mais comum  de TCE foi o atropelamento e a maioria dos animais  acometidos pesava menos de 5 kg. Os fatores peso,  tempo entre ocorrência do trauma e atendimento,  presença de lesões associadas em outros sistemas,  medicação administrada previamente ao atendimento, local do sistema nervoso central comprometido,  presença de hiperglicemia no atendimento inicial e  uso de manitol não interferiram na sobrevivência  dos pacientes. A pontuação ECGM no atendimento inicial interferiu significativamente na evolução  dos pacientes, pois entre os animais sobreviventes,  a maioria chegou ao hospital com pontuação boa a  moderada e no grupo dos não sobreviventes metade apresentou pontuação grave no atendimento inicial. Entretanto, sobrevivência e boa pontuação final  na ECGM não significaram capacidade funcional  como animais de estimação, pois vários pacientes  apresentaram sequelas neurológicas importantes.

Prospective study of 32 dogs with traumatic brain injury

Traumatic brain injury (TBI) in dogs and cats is a common cause of neurologic dysfunction in the veterinary clinic’s routine. The aim of this study was to access the head trauma cases in dogs treated from 2008 to 2010, focusing on the clinical and neurologic signs. We also evaluated the glucose blood levels immediately after the trauma and in the following days, the presence of concomitant injuries, the efficacy of treatment instituted, the evolution of the case and the utility of the Glasgow Coma Scale Modified (ECGM) on the prognosis of these patients. To accomplish that, 32 dogs with head trauma in several degrees were evaluated. The most common cause of brain injury was being hit by a car and most of affected animals weighted less than 5 kg. The factors as weight, time between the occurrence of trauma and treatment, presence of associated injuries in other systems, medication administered prior to treatment, location of the lesion in the central nervous system, the presence of hyperglycemia in the initial care and use of mannitol did not predict survival of patients. The Modified Glasgow Coma Scale score (MGCS) in the initial care significantly interfered with the patient outcome, because among the group of survivors most come with a good score in the initial care, and in the group of no survivors, half presented serious score in the initial care. However, survival and good final score in ECGM did not meant functional capacity as pets, since many patients had significant neurological sequelae

24 de ago. de 2013

Choroid plexus papilloma in a Rottweiler: computed tomographic, gross morfological and histological features

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.65 no.3 Belo Horizonte June 2013

A.C.B.C. Fonseca Pinto; L.A. Villamizar; C.O. Ghirelli; T.R.C. Silva; C.O. Baroni; G.P.R. Banon; J.M. Guerra; C.T. Amaral; L.N. Torres
Universidade de São Paulo - São Paulo, SP


ABSTRACT
Among the tumors affecting the choroid plexus in dogs, the papilloma ranks second place in incidence after cell carcinoma tumors. Presumptive diagnosis can be made through imaging methods, such as computed tomography and magnetic resonance images. Definitive diagnosis of plexus choroid tumor is based on histopathological findings. This report presented the tomographic features of the brain in a 6-year-old intact female Rottweiler with choroid plexus papilloma. The computed tomography showed right lateral ventricle enlargement, midline deviation and an enhanced mass into the postcontrast phase. At necropsy, a mass on the floor of the right lateral ventricle was observed, associated with important ventricle dilatation. The histopathological analysis demonstrated the presence of neoplastic cell forms with papillary projections. The computed tomography proved to be an effective tool in the presumptive diagnosis of this kind of cerebral disorder.

Papiloma do plexo coroide em um cão da raça Rottweiler: aspectos tomográficos, macroscópicos e histológicos

RESUMO
Dentre os tumores que afetam o plexo coroide em cães, o papiloma figura como o segundo tipo de maior incidência, antecedido apenas pelo carcinoma. O diagnóstico presuntivo pode ser elaborado por meio de métodos de imagem, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. O diagnóstico definitivo de tumor do plexo coroide é estabelecido com base nos achados histopatológicos. Relatamos os aspectos tomográficos do crânio em uma fêmea de 6 anos, inteira, da raça Rottweiler, com papiloma do plexo coroide. A tomografia computadorizada revelou dilatação do ventrículo lateral direito, desvio da linha média e a presença de uma massa, que sofreu realce na fase pós-contraste. À necropsia, foi observada uma massa sobre o assoalho do ventrículo lateral direito, associada à importante dilatação ventricular. A análise histopatológica demonstrou a presença de células poligonais neoplásicas, arranjadas em papilas longas. A tomografia computadorizada apresentou-se como uma ferramenta eficaz no diagnóstico presuntivo desse tipo de alteração cerebral.

22 de ago. de 2013

Tomografia computadorizada do encéfalo do cão: aspectos da normalidade e correlação anatômica

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.65 no.3 Belo Horizonte June 2013

C.A.B. LorigadosI; A.C.B.F. PintoII
IFaculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU) ‒ São Paulo, SP
IIFaculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia ‒ Universidade de São Paulo (USP) ‒ São Paulo, SP


RESUMO
Obtiveram-se imagens tomográficas sem alterações da cabeça de cães, visando à familiarização com os aspectos normais do encéfalo e correlacionaram-se os achados com a respectiva anatomia da região estudada. Várias estruturas anatômicas foram identificadas, tais como o parênquima dos lobos frontal, parietal, temporal e occipital, a fissura longitudinal, o sistema ventricular, o cerebelo, o bulbo olfatório, o corpo caloso, o diencéfalo, a ponte, a medula oblonga e o sulco quiasmático, de forma direta ou relacionando-as com estruturas vizinhas que auxiliaram na sua identificação.

Computed tomography of the dog's brain: normal aspects and anatomical correlation


ABSTRACT
Normal tomographic images of dog's heads were obtained, aimed to familiarize them with the normal aspects of the brain and correlate these findings with the relevant anatomy of the region studied. Several anatomical structures, such as the parenchyma of the frontal, parietal, temporal and occipital lobes, the longitudinal fissure, the ventricular system, the cerebellum, the olfactory bulb, the corpus callosum, diencephalon, the pons, the medulla oblongata and the chiasmatic sulcus were directly identified or were related to neighboring structures which helped in their identification.

20 de ago. de 2013

Lesão iatrogênica meningomedular em um cão submetido à espondilectomia ventral para tratamento de extrusão crônica de disco intervertebral cervical

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.65 no.3 Belo Horizonte June 2013


B.M. AraújoI; M.L. FigueiredoI; A.C. SilvaI; T.H.T. FernandesI; M.A. BonelliI; E.A. TuduryII
IAluno de pós-graduação – Universidade Federal Rural de Pernambuco - Recife, PE
IIUniversidade Federal Rural de Pernambuco - Recife, PE

RESUMO
Objetivou-se descrever a ocorrência de lesão iatrogênica meningomedular em um cão da raça Dachshund, macho, oito anos de idade, apresentando tetraparesia flácida há dois meses, que foi submetido à espondilectomia ventral para tratamento de extrusão crônica de disco intervertebral cervical. Durante remoção do material de disco herniado com removedores de tártaro e pinça hemostática, observou-se severa hemorragia dos seios venosos, descolamento meníngeo com laceração medular e imediata queda dos parâmetros cardiovasculorrespiratório, com evolução para a morte ante a ausência de respostas às medidas de ressuscitação cardiopulmonar.

ABSTRACT
Our objective was to describe the occurrence of an iatrogenic meningo-medullary lesion and the trans-surgical complications in an eight-year-old male Daschund, which presented flacid tetraparesis for two months, and underwent ventral spondylectomy to treat a chronic cervical intervertebral disc extrusion. During the removal of the herniated disc with dental picks and hemostatic forceps, we observed meningeal dislocation with medullary laceration and an immediate reduction in cardiovasculatory and respiratory parameters, which progressed to a cardiorespiratory arrest that was non-responsive to medication and finally led to the death of the patient.

10 de jun. de 2013

Mielopatia compressiva por lipoma de células fusiformes infiltrativo em cão

Link: http://www.scielo.br/pdf/cr/v43n5/a14413cr6002.pdf

Ciência Rural, Santa Maria, v.43, n.5, p.861-864, mai, 2013

Autores: Rosmarini Passos dos Santos;  Glaucia Denise Kommers; Ricardo Barbosa Lucena; Diego Vilibaldo Beckmann;  Graciane Aiello;  Cristiano Gomes;  Angel Ripplinger; Alexandre Mazzanti

RESUMO
Relata-se um caso de lipoma de células fusiformes infiltrativo diagnosticado em cadela com sinais neurológicos de ataxia proprioceptiva, reação postural ausente no membro pélvico direito, paraparesia fracamente ambulatória e dor à palpação sobre as vértebras torácicas craniais. A mielografia demonstrou compressão extradural do lado direito sobre a quinta vértebra torácica. À necropsia foi observado neoplasma que invadia o canal vertebral na quarta e quinta vértebras torácicas com compressão acentuada da medula espinhal. Microscopicamente, foram observados adipócitos neoplásicos bem diferenciados,com áreas de células fusiformes, diagnosticado como lipoma de células fusiformes infiltrativo. A avaliação por imuno-histoquímica, com anticorpo anti-CD34, revelou positividade principalmente nas áreas fusiformes do lipoma. 

Compressive myelopathy by infiltrative spindle cell lipoma in a dog
ABSTRACT
A female dog was referred presenting neurological  signs of proprioceptive ataxy, proprioceptive deficit in the right  pelvic limb, mild ambulatory paresis and spinal pain during the palpation in thoracic vertebrae. It was observed a right extradural  compression of spinal cord over fourth and fifth thoracic vertebrae  by spinal myelography. During necropsy evaluation, it was observed  a neoplasm which infi ltrated in the spinal canal in the fourth and fi fth thoracic vertebrae with marked compression of the spinal cord.  Microscopically there were well differentiated neoplasic adipocytes, with areas of spindle cells, diagnosed as infiltrative spindle cell lipoma. The immunohistochemical staining revealed positive CD34 cells mainly in the areas of spindle cells lipoma

21 de mai. de 2013

Infartos em região encefálica caudal em gata filhote – relato de caso

Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 34, n. 2, p. 817-822, mar./abr. 2013


Lucas Alécio Gomes; Giórgio Queiroz Pereira,
Vítor Solano de Melo,
 Selwyn Arlington Headley



Link:
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/12782/pdf

Resumo: Em animais é baixa a incidência de arterosclerose e hipertensão primária. Devido a tal característica,  infarto cerebral é incomum nos mesmos. Entretanto, com o avanço das modalidades de imagem, doença  vascular está sendo reconhecida com maior frequência na medicina veterinária. Doença cerebrovascular pode ser subdividida em infarto e hemorragia, embora as duas categorias se interponham no caso de  infartos hemorrágicos. Assim sendo, o objetivo deste artigo é descrever as manifestações neurológicas associadas a acidente vascular (infartos) em uma gata de dois meses de idade, sem raça definida e  domiciliada. Na avaliação neurológica observou-se inclinação de cabeça, tetraparesia, déficits proprioceptivos nos quatro membros e diminuição do reflexo pupilar a luz. Além disso, os problemas  neurológicos foram agudos e progressivos. Na necropsia macroscopicamente detectou-se hemorragia  e necrose no mesencéfalo e cerebelo. No exame histopatológico confirmou-se a presença de necrose  liquefativa no mesencéfalo e cerebelo. Os sinais neurológicos associados com os achados patológicos  são sugestivos de infarto levando a anóxia provavelmente devido à oclusão vascular.

Caudal brain infarctions in a kitten – case report

Abstract:: Stroke is uncommon in animals compared with humans because of the lower incidence of atherosclerosis  and primary hypertension. However with advanced imaging, vascular disease is being recognized with  increasing frequency in veterinary medicine. Cerebrovascular disease can be subdivided into infarction  and hemorrhage, although the two categories overlap in the case of hemorrhagic infarcts. The aim of this article is to report the neurological manifestations associated with stroke (infarctions) in at two-month old, domestic shorthair cat. Neurological evaluation revealed head tilt, tetraparesis, proprioceptive  deficits in all four limbs, and decreased pupillary light reflex. Further, manifestations of neurological  dysfunctions were acute and progressive. At the necropsy, grossly there were hemorrhage and necrosis  at mid-brain and cerebellum. Histopathology confirmed liquefactive necrosis at the mid-brain and  cerebellum. The neurological manifestations associated with the pathological findings are suggestive of  an anoxic infarction probably due to vascular occlusion.


14 de mai. de 2013

Uso terapêutico da associação do omeprazol com corticóide em um cão com hidrocefalia não-responsiva ao tratamento convencional


Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 34, n. 2, p. 805-810, mar./abr. 2013

Alexandre Mendes Amude; Rosana Zanatta, Raquel de Souza Lemos,  Lidiane Pelegrini,  Katiuzi Quadros Alba, Fernanda Viccini,  Amauri Alcindo Alfieri

Link: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/10667/pdf

Resumo: O tratamento médico para a hidrocefalia inclui a administração de medicamentos para limitar a produção  do fluido cerebroespinhal (FCE), resultando em redução da pressão intracraniana (PIC). Este trabalho  descreve os achados clínicos em um cão com hidrocefalia congênita não responsiva ao tratamento médico convencional com esteróides, mas que apresentou boa resposta à associação omeprazolesteróides. O omeprazol pode diminuir a produção de FCE em cerca de 26% de acordo com estudos  experimentais realizados com cães saudáveis. Porém, o uso do omeprazol em ensaios clínicos com cães  enfermos, como os animais hidrocefálicos, não é descrito. Os resultados deste trabalho sugerem que  o omeprazol pode ser empregado em associação ao corticóide para melhorar o estado neurológico em  cães com aumento da PIC devido à hidrocefalia.

Therapeutic usage of omeprazole and corticoid in a dog with  hydrocephalus unresponsive to conventional therapy

Abstract: Medical therapy for hydrocephalus includes the administration of medications to limit the production of  the cerebrospinal fluid (CSF) resulting in reduced intracranial pressure (ICP). This report describes the  clinical findings in one dog with congenital hydrocephalus that was unresponsive to conventional medical  treatment with steroids, but demonstrated good response to omeprazole when this drug was added to  the steroid. Omeprazole might decrease the CSF production by about 26% according to experimental  studies with healthy dogs, but the usage of the omeprazole in clinical trials with affected dogs such as  hydrocephalic animals is lacking. The results of this report might suggest that omeprazole can be used  added to steroids to ameliorate the neurological status in dogs with increased ICP by hydrocephalus.




6 de mai. de 2013

TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO EM PEQUENOS ANIMAIS


Vet. e Zootec. 2013; 20 (Edição Comemorativa): 112-123
http://www.fmvz.unesp.br/rvz/index.php/rvz/article/view/656/449



Emerson Gonçalves Martins Siqueira, Sheila Canevese Rahal, Flávia Gardilin Vassalo, Fábio André Pinheiro de Araújo, Felipe Stefan Agostinho
RESUMO: Devido à importância do trauma cranioencefálico (TCE) em pequenos animais, o presente 

trabalho teve por objetivos discorrer sobre a fisiopatologia da afecção, os procedimentos  terapêuticos pré-hospitalares e hospitalares, além de considerações relacionadas aos cuidados  no transporte e manejo inicial do paciente imediatamente após o trauma. O profissional deve  identificar o TCE pré-hospitalar e tratar o paciente como um indivíduo politraumatizado,  incluindo os cuidados com a imobilização. Na terapia hospitalar os procedimentos de  craniotomia são importantes, sobretudo para retirada de coágulos. Além disso, o uso de  glicocorticóides precisa ser evitado devido aos efeitos secundários. Por outro lado, 
associações terapêuticas como a do manitol com a furosemida aumentam as perspectivas de  sucesso.



TRAUMATIC BRAIN INJURY IN SMALL ANIMALS 
ABSTRACT  Due to the importance of traumatic brain injury (TBI) in small animals, the aim of this review 
was to discuss the pathophysiology of the disease, the pre-hospital and hospital therapeutic  procedures, as well as considerations related to transport and initial care of the patient  immediately after trauma. The professional must identify the pre-hospital TBI and treat the  victim as a polytraumatized patient, including immobilization. In hospital therapy the  procedures of craniotomy are important, especially to remove blood clots. In addition, the use of glucocorticoids must be avoided because of side effects, but combination therapies such as  mannitol with furosemide increase the probability of success.

29 de abr. de 2013

Clinical and Pathological Findings of Necrotizing Meningoencephalitis in a Maltese Dog

Brazilian Journal of Veterinary Pathology, Vol. 6, n. 1 - March 2013, p.31-36


Rodrigo M. Couto, Silvia A. França, Marina A. Rios, Isabel R. Rosado, Paula M. Costa, Roselene Ecco - UFMG

Abstract: A 2-year-old, intact female Maltese dog was presented to the veterinarian with a history of acute neurological signs. On neurological examination the dog showed deficit of mental status (apathy and depression), seizures, constant howling, head turn and compulsive circling to the right side and falls to the left side. The treatment protocol using prednisolone (for seizures remission) and cyclosporine (initiated in the chronic stage) did not stop the progression of the disease and euthanasia was elected 65 days later. Necropsy revealed mild cerebral asymmetry, and in the frontal (more affected) parietal and occipital lobes of the right hemisphere there were friable, depressed and yellowish areas characterizing malacia. The left contralateral frontal lobe was edematous and slightly yellowish. At histopathology, the lesions were characterized by marked, multifocal to coalescing necrotizing meningoencephalitis, characterized by focally extensive areas of malacia, especially in the cortex of the frontal and right parietal lobes. Extension of lesions to white matter was observed only in the caudal region of the right frontal lobe. Plasma cells and lymphocytes infiltration was observed around vessels, leptomeninges and in the neuroparenchyma. In addition, the non-cavitation areas were also characterized by neuropil vacuolization, neuronal necrosis, neuronophagia, astroglyosis with various gemistocytes, endothelial hyperplasia and hypertrophy. The immunohistochemical analysis showed predominance of CD3 positive T lymphocytes in proportion to CD79 positive cells. Clinical signs, character and distribution of neurological lesions were compatible with necrotizing meningoencephalitis (NME). This condition, initially reported only in Pugs, currently affects other breeds and attention should be given to the differential diagnosis with other neuropathies in dogs.

21 de abr. de 2013

Aspectos epidemiológicos, clínicos e anatomopatológicos da infecção por Gurltia paralysans em gatos


Pesq. Vet. Bras. 33(3):363-371, março 2013 
 http://www.pvb.com.br/pdf_artigos/13-04-2013_17-08Vet%201395_3097%20PA.pdf

Monique Togni,  Welden Panziera, Tatiana M. Souza,  José C. Oliveira Filho, lexandre Mazzanti,  Claudio S.L. Barros  e Rafael A. Fighera

Abstract: In the last 20 years, an unknown neurological disease affected cat populations in the  Western Border Region of the State of Rio Grande do Sul, Brazil. The onset of the disease  was characterized by tail paralysis, followed by progressive paraparesis in the pelvic limbs,  difficulty in ambulation and proprioceptive ataxia. After long prolonged clinical courses  (12-24 months), when then affected cats became severely paraparetic and start to develop pressure sores do to decubitus, they were destroyed by the owners. At necropsy there  were variable degrees of skeletal muscle atrophy of the pelvic muscles and some degree of  reddening of the meninges at the level of T10-L7, due to the presence of a myriad of small  blood vessels, as a typical varicose lesion that resembled a vascular hamartoma. Histologically, such lesions consisted of distension of the subarachnoid space due to a collection of  dilated, blood-filled, tortuous blood vessels the lumina of which were  occasionally partially  or completely occluded by thrombi. Those varices were randomly surrounded by a lymphocytic or granulomatous inflammatory infiltrate with small foci of mature eosinophils. 
In the lumina of these varicose venules cross and longitudinal sections of nematode parasites could be observed. Based on the morphology of these parasites, in their anatomical  localization (meningeal blood vessels) and in the species (cat) affected the nematode was  identified as Gurltia paralysans. This paper describes detailed aspects of the epidemiology,  clinical disease and pathology of this intriguing feline myelopathy and the definitive diagnosis of the condition: Feline crural parasitic paraplegia, a disease first described in Chile  in the 1930’s and now, for the first time, in Brazil.

Resumo: Nos últimos 20 anos, uma doença neurológica  desconhecida acometeu populações de gatos da Região da  Campanha do RS e tornou-se um desafio diagnóstico para os  veterinários locais. Os gatos afetados desenvolviam inicialmente paralisia da cauda, seguida de paraparesia progressiva nos membros pélvicos, alteração da marcha, posição  plantígrada e ataxia proprioceptiva. Após longos períodos  de evolução clínica (12-24 meses), quando se tornavam  marcadamente paraparéticos e começavam a apresentar  escaras de decúbito, eram sacrificados pelos proprietários.  Na necropsia, demonstravam graus variados de atrofia dos  músculos pélvicos e algum grau de avermelhamento das  meninges entre T10 e L7, devido à presença de miríades de pequenos vasos sanguíneos, uma típica lesão varicosa,  semelhante a um hamartoma vascular. Histologicamente,  tais lesões consistiam de distensão do espaço subaracnóideo por vasos sanguíneos dilatados e tortuosos, repletos de  sangue e, ocasionalmente, de trombos, que ocluíam parcial  ou totalmente seus lúmens. Essas varizes venulares eram  aleatoriamente circundadas por infiltrado inflamatório  granulomatoso ou linfocítico com pequenos focos de eosinófilos maduros. No lúmen das vênulas varicosas havia secções transversais e longitudinais de parasitos. Com base na morfologia desses parasitos, em sua localização anatômica  (vasos sanguíneos meníngeos) e na espécie afetada (gato),  o nematódeo foi identificado como Gurltia paralysans. O  objetivo desse trabalho é apresentar em detalhes os aspectos epidemiológicos, clínicos e anatomopatológicos dessa  intrigante mielopatia de gatos e estabelecer definitivamente seu diagnóstico definitivo: paraplegia crural parasitária  felina, uma doença descoberta no Chile, na década de 1930,  e agora, pela primeira vez, descrita no Brasil.

27 de mar. de 2013

Mielomalácia hemorrágica progressiva em 14 cães

Pesq. Vet. Bras. 33(2):219-228, fevereiro 2013
Autores: Débora de M. Zilio e Mônica V. Bahr Arias
RESUMO: A mielomalácia hemorrágica progressiva (MHP) é uma afecção rara e fatal, em que ocorre necrose aguda isquêmica e progressiva do parênquima da medula espinhal levando à liquefação da mesma. Pode ocorrer após extrusão do disco intervertebral, trauma medular ou embolismo fibrocartilaginoso. Este estudo teve como objetivo avaliar casos de mielomalácia hemorrágica progressiva em cães atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina entre os anos 2000 e 2011, realizando-se a análise dos prontuários de atendimento e acompanhamento dos casos. Os animais do presente estudo atendiam a alguns critérios de inclusão, como histórico de paraplegia com sinais de neurônio motor superior, piora dos sinais progredindo para tetraplegia flácida, alterações clínicas progressivas e/ou alterações nos exames complementares. Foram analisados os aspectos epidemiológicos (raça, idade e sexo), clínicos  (evolução dos sinais clínicos e neurológicos), laboratoriais (análise do líquido cefalorraquidiano), Radiográficos (radiografias simples e contrastadas) e o tempo decorrido desde o início dos sinais clínicos até óbito ou eutanásia. A raça Teckel foi a mais acometida (43%), a média de idade foi de 5,04 anos e no atendimento inicial a síndrome toracolombar grau V foi a alteração mais encontrada, além de hiperpatia  e progressão cranial da diminuição do reflexo cutâneo do tronco. Em sete cães a causa da MHP foi a doença do disco intervertebral toracolombar, em um cão a causa foi o trauma medular, em dois cães a MHP foi decorrente de linfoma e em quatro cães a causa provável foi doença de disco intervertebral. Alterações na análise do líquido cerebroespinhal, na mielografia e na evolução dos sinais clínicos e neurológicos foram extremamente importantes para diagnosticar a MHP. Seis animais progrediram para tetraplegia e quatro cães já apresentavam tetraplegia flácida no atendimento inicial. Em  outros quatro pacientes, a identificação de sinais sugestivos de MHP antes desta progressão levou à indicação de eutanásia. Como o prognóstico é ruim e ocasiona sofrimento ao animal, o clínico deve estar atento ao histórico de paraplegia com posterior mudança da síndrome de neurônio motor superior para neurônio motor inferior, diminuição do reflexo cutâneo do tronco cranialmente e presença de respiração  abdominal, sendo que algumas alterações em exames complementares encontradas neste trabalho também podem auxiliar no diagnóstico precoce da MHP, como o líquido cerebroespinhal xantocrômico com aumento de proteínas, hemácias e pleocitose. Na mielografia o edema medular e a presença de contraste no interior do tecido nervoso, frente às alterações clínicas e liquóricas, são sugestivas de MHP.

Progressive hemorrhagic myelomalacia in 14 dogs
Progressive hemorrhagic myelomalacia (PHM) is a rare and fatal disorder which is characterized by acute and progressive ischemic necrosis of the parenchyma of the spinal cord,  leading to its liquefaction. It may occur after intervertebral disc extrusion, spinal trauma  or fibrocartilaginous embolism. The aim of this study was to evaluate cases of progressive  hemorrhagic myelomalacia in dogs in the Veterinary Hospital of Universidade Estadual de  Londrina between 2000 and 2011, through the analysis of medical records and following  of cases. There were certain criteria to include a patient in this study, such a history of  paraplegia with upper motor neuron signs, worse of signs progressing to flaccid tetraplegia, progressive clinical changes and/or changes in complementary exams. There were  analyzed several aspects, such as epidemiological (breed, age and sex), clinical (progress  of clinical and neurological signs), laboratory (cerebrospinal fluid analysis - CSF), radiographic (conventional radiography and contrasted) and elapsed time since the onset of clinical  signs until death or euthanasia. The most affected breed was Teckel (43%), the average age  was 5.04 years and the neurological syndrome observed initially was the thoracolumbar  syndrome grade V. Another commons signs observed were hyperpathia and cranial progression of decreased cutaneous trunci reflex. In seven dogs the cause of the PHM was the  thoracolumbar intervertebral disc disease, in a dog the cause was spinal cord trauma, in  two dogs PHM was due to lymphoma and in four dogs the likely cause was intervertebral  disc disease. CSF analysis, myelography changes and progress of clinical and neurological examinations were extremely important to diagnose PHM. Six animals progressed to  tetraplegia and four dogs had already flaccid tetraplegia at the initial care. In four other  patients, the identification of signs suggestive of PHM before this progression has led to indication for euthanasia. The prognosis is poor and causes animal suffering, so the clinician  should be aware of the history of paraplegia with subsequent change of upper motor neuron syndrome to lower motor neuron, cranial decreased reflex panniculus and presence of  abdominal breathing. Some alterations in complementary exams found in this study may  also help in early diagnosis, as xanthochromic CSF with increased protein, erythrocytes  and pleocytosis. Spinal cord edema and the presence of contrast within the nervous tissue  together with clinical signs and CSF alterations are suggestive of PHM.

15 de mar. de 2013

Diagnóstico clínico e radiográfico de luxação traumática da articulação atlanto-occipital em dois cães



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ink para a publicação



B.M. Araújo
, M.L. Figueiredo
, A.C. Silva
, T.H.T. Fernandes
, E.A. Tudury


Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.65, n.1, p.133-138, 2013 

RESUMO
A luxação da articulação atlanto-occipital é considerada uma afecção incomum no homem e nos animais. 
Radiografias laterais são recomendadas para o diagnóstico. No entanto, estão sujeitas a erros relacionados 
ao ângulo de radiação, ao alvo da imagem, à distância e à sobreposição óssea. Objetivou-se neste relato 
descrever os achados clínicos e radiográficos de dois cães com luxação traumática da articulação atlantooccipital que apresentavam tetraparesia, dor cervical cranial, incapacidade de elevar a cabeça e déficits de nervos cranianos. No primeiro animal, observaram-se deslocamento craniodorsal do processo articular do atlas em relação a um dos côndilos do occipital, ausência de sobreposição dos forames vertebrais laterais e sobreposição do côndilo do occipital ao processo articular do atlas, no lado direito, caracterizando uma luxação unilateral. No segundo animal, observou-se deslocamento craniodorsal dos processos articulares do atlas em relação aos côndilos do occipital, com sobreposição dos forames vertebrais laterais e ausência de visibilização dos côndilos do occipital em virtude da projeção cranial dos processos articulares do atlas em direção ao crânio, caracterizando luxação bilateral. Conclui-se que o exame radiográfico simples, nas projeções laterolateral e ventrodorsal, apesar da dificuldade de ser interpretado, é eficiente para confirmar o diagnóstico da luxação atlanto-occipital traumática, tanto a simétrica quanto a assimétrica.

ABSTRACT
Atlanto-occipital luxation is considered rare in both humans and animals. Lateral radiographs are recommended for diagnosis, however, errors may occur related to the angle of radiation, image target, distance and overlapping of bone. Our objective is to report the clinical and radiographic findings in two dogs with traumatic atlanto-occipital luxation, which had tetraparesis, cranial neck pain, and inability to raise the head and cranial nerve deficits. The first animal had a cranio-dorsal dislocation of the articular process of the atlas in relation to one of the occipital condoles, with no overlapping of the transverse foramens or overlapping of the occipital condile in relation to the articular process of the atlas, on the right side, which characterizes a unilateral luxation. The second animal presented with a cranio-caudal dislocation of the articular processes of the atlas regarding the occipital condoles, with overlapping of the transverse foramens and inability to visualize the occipital condoles due to the cranial advancement of the articular processes of the atlas towards the skull, which characterizes a bilateral luxation. We conclude that a simple radiographic exam, in lateral and ventrodorsal projections, though difficult to interpret, is efficient in confirming a diagnosis of traumatic atlanto-occipital luxation, both symmetric and asymmetric.

14 de fev. de 2013

Porencephaly and cortical dysplasia as cause of seizures in a dog



BMC Veterinary Research 2012, 8:246

Gisele Fabrino Machado, 
 Maria-Gisela Laranjeira, Augusto Schweigert and Guilherme Dias de Melo



Abstract
Background: Seizures are a common problem in small animal neurology and it may be related to underlying
diseases. Porencephaly is an extremely rare disorder, and in Veterinary Medicine it affects more often ruminants,with only few reports in dogs.
Case presentation: A one-year-old intact male Shih-Tzu dog was referred to Veterinary University Hospital with history of abnormal gait and generalized tonic-clonic seizures. Signs included hypermetria, abnormal nystagmus and increased myotatic reflexes. At necropsy, during the brain analysis, a cleft was observed in the left parietal and occipital lobes, creating a communication between the subarachnoid space and the left lateral ventricle, consistent with porencephaly; and also a focal atrophy of the caudal paravermal and vermal portions of the cerebellum. Furthermore, the histological examination showed cortical and cerebellar neuronal dysplasia.
Conclusions: Reports of seizures due to porencephaly are rare in dogs. In this case, the dog presented a group of brain abnormalities which per se or in assemblage could result in seizure manifestation.
Keywords: Brain, Canine, Central nervous system diseases, Cerebellum, Hippocampus, Neuropathology

http://www.biomedcentral.com/content/pdf/1746-6148-8-246.pdf

11 de fev. de 2013

Transcranial Doppler sonographic findings in granulomatous meningoencephalitis in small breed dogs

Autores: Cibele Figueira Carvalho, Raquel Braga Perez, Maria Cristina Chamas, Paulo Cesar Maiorka

Can Vet J 2012;53:855–859

Abstract — Granulomatous meningoencephalitis (GME) is an acute, progressive, and often fatal inflammatory disease of the central nervous system, affecting mainly small and toy dog breeds. A definitive diagnosis of GME can only be achieved through histopathologic examination of samples collected after death. This retrospective study describes transcranial Doppler ultrasonography (TDS) findings in dogs with confirmed clinical histopathology of GME. Eleven dogs were selected for this study. Sonographic findings in B-mode demonstrated diffuse decreased brain parenchyma echogenicity in 9 dogs, ventriculomegaly in 8 dogs, brain atrophy in 4 dogs, and hyperechoic focal lesions in 6 dogs. Color Doppler imaging revealed more obvious vessels of the arterial circle in 10 dogs. Spectral Doppler examination was performed in 10 dogs to detect the 6 major cerebral arteries of interest. The examination showed normal and high resistive index (RI) values in the outlined arteries. The TDS findings were consistent with pathology found on postmortem examination


http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3398522/pdf/cvj_08_855.pdf

27 de dez. de 2012

Traumatismo da medula espinhal em cães e gatos: estudo prospectivo de 57 casos

Pesq. Vet. Bras. 32(12):1304-13012, dezembro 2012

http://www.pvb.com.br/pdf_artigos/26-12-2012_13-07Vet%201231_2488%20PA.pdf

Autores: Daniela Scapini Mendes e Mônica Vicky Bahr Arias

Abstract: Spinal cord injury is a common cause of neurological dysfunction in dogs and cats. Lesions in these species are due to various types of accident, which can cause sequelae that impair the patient for life as a pet, or cause life-threatening injury. The main purpose of this work was the accompaniment of animals with spinal cord trauma seen from August 2009 to November 2010 at the Veterinary Hospital of Universidade Estadual de Londrina, studying the epidemiology and etiology, risk factors, spinal cord segments most affected, outcome of conservative or surgical treatment, ratio of time of patient care with recovery, efficacy and side effects of neuroprotective drugs, complications, sequels and evolution of patients. During this period we monitored 57 animals (48 dogs and nine cats). We observed a predominance of males (68%) and indoors (79%). The main cause of injury was being hit by a car (66%). The time between injury and first attendance was less than eight hours in 42% of cases and more than a day in 51%. The spinal segment most affected was the thoracolumbar (52%). Twenty animals were euthanized after the initial attendance due to poor prognosis. The conservative treatment  such as rest and/or external immobilization was performed on 29 animals, and a good outcome was seen in 72.4% of this patients: total functional recovery was observed in 17 (58.6%) animals and partial functional recovery was seen in four (13.8%). Four animals did not recover, and four animals died. Surgical treatment was performed in eight patients, and three animals recovered, one patient did not recover and four animals died or were subjected to euthanasia due to complications during intraoperative or postoperative period. Conservative treatment was a viable therapy, mainly in dogs  with cervical spinal cord trauma.

Resumo: O traumatismo da medula espinhal é uma causa comum de disfunção neurológica em cães e gatos. Lesões nestas espécies ocorrem devido a vários tipos de acidentes, podendo ocasionar sequelas que prejudicam o paciente como animais de estimação ou lesões que comprometam a vida. O objetivo principal deste estudo foi a monitoração intensiva de animais com lesão medular atendidos entre 8/2009 e 11/2010 no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina, estudando os fatores epidemiológicos e etiológicos, fatores de risco, segmentos medulares mais afetados, resultados dos tratamentos conservativo ou cirúrgico, relação entre o tempo de atendimento e a recuperação do animal, eficácia e efeitos colaterais do succinato sódico de metilprednisolona, complicações, sequelas e evolução do quadro. Durante este período foram acompanhados 57 animais (48 cães e nove gatos). Observou-se predominância de animais machos (68%) e domiciliados (79%). A principal causa de lesão foi o atropelamento (66%). O tempo entre o trauma e o atendimento foi menos de oito horas em 42% dos casos e mais de um dia em 51%. O segmento medular mais atingido foi o toracolombar (52%). Vinte animais foram submetidos à eutanásia após o atendimento inicial devido ao prognóstico reservado.  O tratamento conservativo com repouso e/ou imobilização externa foi realizado em 29 animais e um bom resultado com esta modalidade foi obtida em 72,4% dos casos: houve recuperação funcional total em 17 (58,6%) animais e parcial em quatro (13,8%). Quatro animais não se recuperaram e quatro animais vieram a óbito. Oito pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico, sendo que três animais recuperaram-se, um paciente não apresentou recuperação e quatro vieram a óbito ou foram submetidos a eutanásia devido a complicações no trans ou pós-operatório. O tratamento conservativo foi viável, principalmente em cães com lesão medular cervical.

5 de dez. de 2012

Clinical syndromes of nervous distemper in dogs initially presented without conventional evidences of CDV infection


Autores: Alexandre Mendes Amude, Amauri Alcindo Alfieri, Mônica Vicky Bahr Arias, Alice Fernandes Alfieri
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 33, n. 6, p. 2347-2358, nov./dez. 2012

Resumo: Apesar da prática de vacinação, o vírus da cinomose canina (CDV) ainda é um  importante gente infeccioso que leva à doença neurológica na população canina em todo o mundo. Infelizmente, o diagnóstico clínico da encefalomielite pela cinomose é difícil nos casos apresentados sem evidências  clínicas convencionais de infecção pelo CDV, tais como sinais sistêmicos e mioclonia. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar os déficits neurológicos e as síndromes clínicas da apresentação  neurológica da cinomose em cães portadores de doença neurológica apresentados na ausência de  evidências convencionais de infecção pelo CDV. Foram prospectivamente acompanhados cães que  apresentaram doença do sistema nervoso central, onde a abordagem diagnóstica ante mortem excluiu  outras afecções que não cinomose (etiologia tóxica, traumática, degenerativa, neoplásica, etc), sendo incluídos neste estudo os animais que vieram a óbito (morte natural ou eutanásia, apesar do tratamento médico) e foram necropsiados. Dez de 35 cães avaliados foram diagnosticados no post-mortem com  encefalomielite pelo CDV pela detecção de RNA viral pelo RT-PCR no tecido nervoso e observação  de lesões neuroparenquimatosas compatíveis com cinomose. De acordo com os sinais neurológicos, a  história clínica e a idade de apresentação, os cães foram agrupados em três síndromes clínicas da forma  neurológica da cinomose: i) encefalite pela cinomose canina em cães imaturos (CDEID) (n = 3); ii) encefalomielite multifocal pela cinomose em cães adultos (MDEMD) (n = 6); e iii) síndrome similar  a encefalite do cão velho (ODE-like) (n = 1). Os respectivos déficits neurológicos esperados para cada  uma das síndromes aqui apresentadas foram discutidos.

Abstract: Despite large vaccination practice, canine distemper virus (CDV) is yet an important infectious agent that leads to nervous disease in canine populations worldwide. Unfortunately, the clinical diagnosis of distemper encephalomyelitis is often difficult in cases presented without conventional evidences of CDV infection such as systemic signs and myoclonus. Therefore, the aim of this study was to evaluate the neurological deficits and the clinical syndromes of nervous distemper in dogs suffering from neurological disease admitted in the absence of the conventional evidences of CDV infection. Dogs presented with central nervous disease in which toxic/traumatic or a CDV-free etiology could be excluded ante mortem were prospectively followed up and which that died (natural death or euthanasia, despite medical treatment) and necropsy was carried out were included in this study. Ten out of 35 evaluated dogs were post mortem diagnosed with CDV encephalomyelitis by both CDV RNA detection through RT-PCR assay in nervous tissue and observation of distemper-compatible neuroparenchymal lesions. According to the nervous signs, clinical history, and the age of presentation, the distemper dogs were grouped in three clinical syndromes of CDV encephalomyelitis: i) canine distemper encephalitis in immature dogs (CDEID) (n=3); ii) multifocal distemper encephalomyelitis in mature dogs (MDEMD) (n=6); and iii) old dog encephalitis (ODE)-like syndrome (n=1). The respective nervous deficits expected from each one of the syndromes herein presented were discussed.

Avaliação de um kit de imunoensaio cromatográfico para detecção do antígeno do vírus da cinomose em cães com sinais sistêmicos ou neurológicos da doença


Autores: Murilo Cézar Curti, Mônica Vicky Bahr Arias, Marcelo de Souza Zanutto

Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 33, n. 6, p. 2383-2390, nov./dez. 2012


A cinomose é uma doença multisistêmica altamente contagiosa, que pode levar a graves sequelas e até  ao óbito. Diferentes tipos de exames podem ser usados para o diagnóstico ante mortem da cinomose,  entretanto, devido ao curso imprevisível da doença, o diagnóstico final permanece incerto em alguns  casos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia do teste comercial de imunoensaio cromatográfico para detecção de antígeno (Ag) da cinomose em 33 cães com suspeita de cinomose canina, comparandose ainda a frequência dos sinais clínicos e neurológicos entre cães positivos e negativos. Em 27/33 o  material foi coletado da mucosa ocular, em 5/33 foi coletado do LCR e em um animal o material foi  coletado da mucosa ocular e do LCR. Em 14/33 cães foi realizada também a técnica da reação em  cadeia da polimerase precedida de transcrição reversa (RT-PCR). O teste do Ag foi positivo em 7/13  casos confirmados, sendo que todos esses apresentavam sinais sistêmicos, porém em nenhum cão que apresentou apenas sinais neurológicos o teste do Ag foi positivo. Em seis cães negativos pelo teste  do antígeno o resultado da RT-PCR foi positivo. Os resultados obtidos neste trabalho evidenciaram  que o teste do Ag não auxiliou no diagnóstico da cinomose em muitos casos com sinais sistêmicos e  neurológicos, permitindo ainda que vários casos apresentassem resultados falso-negativos. 

Evaluation of a commercial kit of chromatographic immunoassay  for detection of canine distemper antigen in dogs with systemic or  neurologic signs of the disease


The canine distemper is a multisystemic disease highly contagious which can lead to serious consequences and even to death. Different types of tests can be used for the ante mortem diagnosis  of canine distemper, however, due to unpredictable course of the disease, the final diagnosis remains  uncertain in some cases. We evaluated in 33 dogs with suspected canine distemper, the effectiveness  of a commercial test for detection of antigen (Ag) of canine distemper, still comparing the frequency  of clinical and neurological signs among positive and negative dogs. In 27/33 dogs the material was  collected from the ocular mucosa, in 5/33 dogs the test was performed with CSF and in one animal  material was collected from the ocular mucosa and CSF. In 14 dogs was performed also the RT-PCR  technique. The Ag test was positive in 7/13 confirmed cases of canine distemper, all of them with  systemic signs, but in dogs that had only neurologic signs, the antigen test was negative. In six dogs the  antigen test was negative, however the RT-PCR was positive. The results of this study showed that the  antigen test did not help for the canine distemper diagnosis in many cases with systemic and neurologic  signs, still allowing that several cases had false-negative results.

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/9624/11699


31 de out. de 2012

Aspectos epidemiológicos e manifestações neuropatológicas associadas à infecção pelo vírus da cinomose canina no Brasil: uma revisão



Epidemiological features and the neuropathological manifestations 
of canine distemper virus-induced infections in Brazil: a review
Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 33, n. 5, p. 1945-1978, set./out. 2012

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/10774/11576

Selwyn Arlington Headley,  Alexandre Mendes Amude; Alice Fernandes Alfieri; Ana Paula F. R. L. Bracarense; Amauri Alcindo Alfieri


Resumo: Esse manuscrito apresenta uma revisão crítica das tendências epidemiológicas associadas a cinomose  canina (CDV) e às síndromes relacionadas à encefalite por cinomose com referência específica à situação  no Brasil. Os dados epidemiológicos relativos às populações de animais suscetíveis, prevalência, sazonalidade e os padrões relacionados à idade foram discutidos. Também é enfocada nessa revisão  a participação de cães de rua na manutenção do CDV nas populações caninas nas áreas rurais e nas  regiões semiurbanas e a sua importância na epidemiologia da cinomose. Foi ainda estimado o impacto  econômico relacionado ao tratamento das manifestações clínicas associadas à cinomose no Brasil. Adicionalmente, as manifestações neurológicas e neuropatológicas da cinomose são discutidas e uma manifestação neuropatológica inédita da infecção é sugerida.


Abstract: This review provides a critical review of current epidemiological trends of canine distemper virus 
(CDV) and syndromes related to canine distemper encephalitis (CDE) with specific reference to the situation in Brazil. Epidemiological data relative to susceptible animal populations, prevalence, seasonal occurrence, and age-related patterns associated with CDV are discussed. The participation of mongrel dogs in maintaining CDV within rural and semi-urban canine populations and their importance in the epidemiology of canine distemper is highlighted. The economic impact of treating the clinical manifestations associated with CDV-induced infections in Brazil is estimated. Additionally, neurological and neuropathological manifestations of CDV in Brazil are discussed, and a novel manifestation of CDE is proposed.


11 de out. de 2012

Sinais neurológicos associados a pacientes caninos com linfoma

http://www.scielo.org.co/pdf/rmv/n23/n23a04.pdf

Rev. Med. Vet.  N.º 23 2012 p. 33-37

Adriana Patricia Suraniti,  Liliana R. Gilardoni, Graciela Mira, Jorge Guerrero,  Marcela Edith Pereira,  María Mercedes Fidanza, Elsa Graciela Maubecin,  Adriana Duchene, Eduardo Alberto Tonelli,  Mary  Marcondes

Sinais neurológicos associados a pacientes caninos com linfoma

Resumo: O câncer altera as estruturas ou as funções de órgãos vizinhos por sua simples presença, com as consequentes manifestações clínicas; mas também produz efeitos nocivos em órgãos distantes. Estas alterações clínicas induzidas pela ação não invasiva do tumor são de grande diversidade clínica e são conhecidas como síndromes paraneoplásicas. No presente trabalho descrevem- se quatro casos de pacientes caninos com alterações neurológicas associadas à linfadenopatia superficial generalizada.

Neurological Symptoms Associated to Canine Patients with Lymphoma

Abstract: Cancer alters the structure or functions of adjacent organs with their sole presence, and subsequent clinical manifestations, but can also cause harmful effects in distant organs. These  clinical changes induced by non-invasive tumor action are of great clinical diversity and are known as paraneoplastic syndromes. This paper describes four cases of canine patients with  neurological disorders associated to generalized superficial lymphadenopathy.

13 de set. de 2012

Afecções neurológicas e abordagens cirúrgicas na coluna vertebral, medula espinhal e raízes nervosas da transição cervicotorácica em cães e gatos

Revista Clínica Veterinária, Ano XVII, N. 100, p. 80-96, 2012

Autores: Murilo Cézar Curti, Mônica Vicky Bahr Arias; DCV/UEL

Resumo: As vértebras cervicais caudais e torácicas craniais, bem como a medula espinhal cervicotorácica e as raízes nervosas do plexo braquial de cães e gatos, estão sujeitas a diversas enfermidades. Em muitos casos é necessária a realização de procedimentos cirúrgicos com o objetivo de diagnosticar ou tratar essas alterações, como, por exemplo, biópsia, cirurgia descompressiva ou estabilização das vértebras acometidas. Entretanto, como esse segmento é afetado por doenças com menos frequência do que as regiões cervical, toracolombar e lombossacral, a literatura é restrita quanto à descrição das técnicas cirúrgicas de acesso a essa região. O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão da anatomia da transição cervicotorácica e das principais doenças que podem acometer essas estruturas em cães e gatos, e descrever as abordagens cirúrgicas que permitam acesso às vértebras, à medula e ao plexo braquial do cão.Unitermos: vértebras cervicais, vértebras torácicas, neurocirurgia

ABSTRACT: The cranial thoracic and caudal cervical vertebras as well as the cervicothoracic spinal and nervous roots from the brachial plexus of cat and dogs are subjected to several diseases. In many cases, surgical procedures such as biopsy descompressive surgery or stabilization of the affected vertebras are necessary in order to diagnose or treat such changes. Nervertheless, since this segment is less frequently affected by diseases than the cervical, thoracolumbar and lumbosacral areas, the literature is quite limited concerning the description of surgical techniques to access this particular area. The objective of this paper is to review the main diseases that might affecte dogs and cats and the description of surgical approaches that allow acess to the vertebras, spinal cord and brachial plexus in the dog. KEYWORDS:cervical vertebrae; thoracic vertebrae, neurosurgery.

5 de set. de 2012

Intoxicação por metronidazol em cão – relato de caso

Marta Cristina Thomas Heckler, Carla Cristina Machado Riani Costa, Hugo Riani Costa, Rogério Martins Amorim

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Botucatu, SP. Brasil

Resumo

O metronidazol é um antibiótico nitronidazólico usado na medicina veterinária para o tratamento de uma variedade de doenças. A causa da neurotoxicidade pelo metronidazol ainda não foi determinada. Relata-se o caso de um cão, fêmea, da raça Teckel, de cinco anos de idade, com histórico de dorsoflexão da cauda, ataxia, rigidez de musculatura, decúbito, nistagmo vertical, apatia e anorexia, que estava sendo medicada há sete dias com metronidazol em dose maior que a máxima recomendada, sendo que os sinais neurológicos iniciaram-se após esse período. As alterações neurológicas foram compatíveis com disfunção vestibular central causada pelo metronidazol, tais como ataxia e nistagmo vertical. Além das alterações neurológicas, o quadro de anorexia e apatia é condizente com a administração de doses excessivas do fármaco. O diagnóstico da intoxicação por metronidazol é baseado na história de administração de doses normais a aumentadas, nos sinais clínicos e na resolução destes após a suspensão da droga. Geralmente, o prognóstico é favorável após a suspensão do medicamento e com o diagnóstico precoce. Alguns cães podem morrer e outros podem se recuperar completamente. O cão apresentou resolução completa do quadro de neurotoxicose após a suspensão da terapia e o tratamento de suporte. Os médicos veterinários devem estar alertas sobre as complicações potenciais associadas ao uso deste medicamento, bem como limitar seu uso crônico ou em altas doses para os casos mais graves, e diagnosticar o problema o mais rápido possível para instituir o tratamento precocemente.

Abstract

Metronidazole is a nitronidazolic antibiotic used in veterinary medicine to the treatment of a variety of diseases. The cause of metronidazole neurotoxicity has not been determined. We report the case of a dog, female, Teckel, five-year-old, with a history of dorsiflexion of the tail, ataxia, muscle stiffness, recumbency, vertical nystagmus, apathy and anorexia, which was being medicated for seven days with metronidazole in a dose higher than the maximum recommended, and the neurological signs began after this period. Neurological signs were consistent with central vestibular dysfunction caused by metronidazole, such as ataxia and vertical nystagmus. In addition to the neurological changes, the clinical signs of anorexia and apathy are consistent with the administration of excessive doses of the medicine. The diagnosis of metronidazole-induced toxicosis is based on the history of normal to increased doses, clinical signs and resolution after discontinuation of the drug. In general, the prognosis is good after drug withdrawal and early diagnosis. Some dogs may die and others may recover completely. The neurotoxicosis has disappeared after the suspension of the medicine and supportive treatment. Veterinarians must be aware of potential complications associated with the use of this medicine, as well as limit their chronic use or high doses for the most severe cases, and diagnose the problem as quickly as possible to institute an early treatment.

30 de jun. de 2012

DISCOESPONDILITE EM CÃES

É a infecção do disco intervertebral e das placas vertebrais terminais dos corpos vertebrais adjacentes. Comumente causada por bactérias e ocasionalmente fungos.

Etiologia: As bactérias se dirigem às vértebras usualmente pela via hematógena, com origem de outras partes do corpo, principalmente vindas do trato urinário, pele, cavidade oral e endocárdio.

Diagnóstico: pela história e sinais clínicos: cães de raças grandes são mais comumente afetados. É raro em gatos, mas pode ocorrer osteomielite vertebral, sem acometimento dos discos, decorrente de ferimentos externos.

Sinais clínicos: depressão, anorexia, febre, a dor intensa é o primeiro sinal. Pode haver emagrecimento progressivo. Dependendo da vértebra afetada pode haver rigidez, tetraparesia ou paresia, paraplegia em casos mais graves ou que tenham sido inadvertidamente tratados com corticóides!!!! No exame clínico procurar sinais clínicos como sopro, pois endocardite pode ser a fonte da infecção. Nos exames laboratoriais pode ocorrer no Hemograma: leucocitose e neutrofilia, a urinálise pode detectar foco de infecção (cistite)

No exame radiográfico realizado até 3 semanas após início dos sinais as radiografias podem estar normais. Os sinais radiológicos são: osteólise e proliferação, esclerose vertebral, encurtamento dos corpos vertebrais, espaço do disco diminuído e mais de um disco pode ser acometido, ou seja, procurar em toda a coluna. os locais mais comuns são L7-S1, T13-L1, L1-L2, C6-C7

Fazer também hemocultura e urocultura e caso o animal tenha sido usado para reprodução uma outra bactéria importante é a Brucelose

TRATAMENTO: envolve a antibioticoterapia agressiva e prolongada baseada nos organismos mais comumente envolvidos ou no resultado das culturas. As cefalosporinas são os antibióticos mais indicados. Ocorre melhora inicial em 48 horas. Se isso não ocorrer, rever o antibiótico. Outras opções são a amicacina, clindamicina e enrofloxacina. É importante manter o paciente em repouso absoluto para evitar fraturas patológicas e caso não haja melhora coletar material para cultura, inclusive fúngica, por cirurgia para então entrar com a medicação mais adequada. Se houve resposta adequada, realizar controle radiográfico a cada 4-6 semanas. O prognóstico é bom para cães com alterações leves e que caminhem, mas deve ser feito descompressão e estabilização nos casos severos com instabilidade vertebral. No caso de Brucella canis, lembrar que é uma zoonose, e o animal deve ser castrado para não ser reservatório da infecção e neste caso o antibiótico indicado é tetraciclina + aminoglicosídeos

Links:

http://rottweilerhealth.org/pdfs/sept_disko_betbeze_02.pdf

http://www.dcvets.org/surgical/Discospondylitis.pdf


22 de jun. de 2012

Acompanhamento dos casos de epilepsia canina atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina

Monitoring of cases of canine epilepsy treated in Veterinary Hospital of Universidade Estadual de Londrina

MEDVEP - Revista Científica de Medicina Veterinária. Pequenos Animais e Animais de Estimação

v. 10, p. 134-140, 2012.

Josefa Gomes de Lima – Bolsista de Iniciação Científica UEL, UEL

Mônica Vicky Bahr Arias – Profa Associada do DCV, UEL

Resumo: O objetivo deste trabalho foi o acompanhamento de 25 cães com epilepsia idiopática ou sintomática, atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina entre outubro de 2008 e agosto de 2010. Os animais foram submetidos a exame clínico e neurológico periodicamente, e à coleta de sangue para exames laboratoriais e dosagem sérica dos antiepilépticos utilizados. Quando necessário, procedeu-se ao ajuste das doses dos mesmos. Os proprietários foram ainda orientados sobre o distúrbio, tratamento e possíveis efeitos colaterais dos antiepilépticos utilizados. Este trabalho permitiu avaliar a epidemiologia, resultados do tratamento, efeitos colaterais e motivos de falha terapêutica.

Abstract: The objective of this study was the monitoring of dogs with idiopathic or symptomatic epilepsy, treated at the Veterinary Hospital of Universidade Estadual de Londrina, from October 2008 to August 2010. These animals were subjected to clinical and neurological examination periodically, and to blood sampling for laboratory tests and for measurement of serum levels of antiepileptic used. When necessary, we adjusted the doses of antiepileptics drugs. The owners were also informed about the disturb, treatment and possible side effects of antiepileptic drugs used. This work allowed us to evaluate the epidemiology, treatment outcomes, side effects and reasons for treatment failure.

Introdução: Epilepsia é um distúrbio cerebral crônico, caracterizado por crises epilépticas recidivantes (1,2), sendo que entre os episódios o animal apresenta-se consciente (2). A epilepsia pode ser classificada como idiopática, sintomática, e provavelmente sintomática (2). Na epilepsia sintomática existe um processo patológico de base, enquanto que na epilepsia provavelmente sintomática este processo também existe, mas não é possível o seu diagnóstico (2). O clínico de pequenos animais constantemente enfrenta diversos problemas no tratamento da epilepsia em cães, pois poucos antiepilépticos são eficazes nesta espécie (3). Deve haver constância na administração dos medicamentos, o que requer grande dedicação do proprietário, havendo necessidade de reavaliações periódicas do paciente para controle do nível sérico dos antiepilépticos administrados, realização dos ajustes da dose quando necessário e detecção de possíveis efeitos colaterais (3,4). Assim, este trabalho teve como objetivo o acompanhamento de cães com epilepsia idiopática ou sintomática atendidos na rotina do Hospital Veterinário (HV) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com o propósito de avaliar dados epidemiológicos, resultados dos tratamentos, efeitos colaterais e motivos de falha terapêutica.

Material e Métodos: No período de outubro de 2008 a agosto de 2010 (22 meses), foram acompanhados 25 cães atendidos na rotina da Divisão de Animais de Companhia do HV da UEL, com diagnóstico de epilepsia idiopática ou sintomática, sendo 12 animais encaminhados por colegas devido a controle inadequado das crises epilépticas. Os cães foram submetidos a exame clínico, neurológico e laboratorial (hemograma, bioquímicos como fosfatase alcalina, alanina aminotransferase, creatinina, proteína total, albumina, glicemia, calcemia, colesterol, urinálise, citologia aspirativa em caso de nódulos cutâneos, radiografias de tórax, reação em cadeia da polimerase precedida de transcrição reversa (RT-PCR) para cinomose, coleta e análise de líquido cerebroespinal e ultra-sonografias de abdômen), e seus respectivos dados epidemiológicos, como sexo, idade do início das crises epilépticas, descrição da crise epiléptica, intervalo entre as mesmas e resultado dos exames foram devidamente computados.

A classificação da epilepsia foi realizada de acordo com a idade de aparecimento da primeira crise, raça, descrição da crise epiléptica, e resultados dos exames laboratoriais. Assim, o termo epilepsia idiopática foi utilizado quando nenhuma etiologia foi identificada, uma predisposição familiar foi presumida e a primeira crise ocorreu antes dos cinco anos de idade, enquanto que o termo epilepsia sintomática foi utilizado quando o paciente apresentava alterações no exame neurológico realizado entre as crises, apresentava mais de cinco anos de idade quando do aparecimento da primeira crise, ou suspeitou-se de doença infecciosa, inflamatória, vascular, neoplásica, traumática, degenerativa ou de má-formação como etiologia. Os animais foram acompanhados por meio de consultas/retornos pré-agendados e por ligações telefônicas feitas aos proprietários por somente um entrevistador, utilizando-se um questionário buscando informações sobre a administração dos medicamentos, se houve alteração na duração e intensidade das crises, efeitos colaterais dos medicamentos e para marcar os retornos.

Os pacientes foram medicados com fenobarbital e/ou brometo de potássio. Após 15 dias de tratamento, realizou-se coleta de sangue para dosagem sérica do fenobarbital, e no caso do brometo de potássio, após dois meses de tratamento. Para a dosagem sérica do fenobarbital os pacientes deveriam estar recebendo a medicação corretamente nos últimos 15 dias. A colheita de sangue foi realizada pela manhã, com o animal em jejum, imediatamente antes do horário da administração do medicamento. O sangue era colocado em tubo sem anticoagulante, centrifugado e o sobrenadante coletado e resfriado e enviado ao laboratório. Para a dosagem sérica de brometo de potássio, a coleta foi realizada pela manhã com o animal em jejum e o soro resfriado enviado ao laboratório

Os proprietários receberam orientações gerais sobre o distúrbio e seu controle, além de um calendário para anotações sobre a quantidade, frequência, intervalo das crises epilépticas e presença de possíveis fatores estressantes ou desencadeantes das crises. Foram também orientados sobre a importância da castração de seus animais, sendo este procedimento indicado na maioria dos casos. Avaliou-se então o resultado do tratamento quanto ao controle das crises, considerando-se remissão a interrupção dos episódios e responsivo quando ocorreu diminuição da intensidade e duração dos episódios e aumento do intervalo entre os mesmos, com o animal apresentando boa qualidade de vida com poucos efeitos colaterais dos antiepilépticos. Considerou-se o paciente não-responsivo ao antiepiléptico fenobarbital quando a concentração sérica estava no limite superior sem controle das crises e com a presença de efeitos colaterais. Quanto ao tempo para os pacientes apresentarem controle das crises, considerou-se controle rápido das crises quando este ocorreu em até 30 dias do início do tratamento e demorado quando demorou mais de 60 dias.

Resultados e Discussão: Foram avaliados 25 cães de diferentes idades e raças, com peso entre 2,4 Kg e 35 Kg (média de 10,3 Kg), sendo 18 fêmeas e sete machos.

A faixa etária destes animais esteve entre dois e 12 anos de idade (média de 5,9 anos), sendo que 18 cães apresentaram a primeira crise epiléptica com idade entre um e cinco anos e sete animais apresentaram a primeira crise epiléptica com idade superior a cinco anos . Segundo Chandler (3), Zimmermann (5) e Platt, Olby (6), cães que apresentam a primeira crise epiléptica entre seis meses e cinco anos de idade provavelmente apresentam epilepsia idiopática, enquanto animais que apresentam a primeira crise com idade superior aos cinco anos provavelmente apresentam epilepsia sintomática. Foram acompanhados oito cães sem raça definida (SRD), quatro Poodle, dois Pinscher, três Yorkshire, três Lhasa Apso, um São Bernardo, um Schnauzer, um Pastor Alemão, um Cocker Spaniel Inglês e um Dachshund . A epilepsia idiopática acomete principalmente cães de raças puras, como Pastor Alemão, São Bernardo, Collie, Poodle e Beagle, enquanto a epilepsia sintomática afeta cães de qualquer raça (2,3,5,6,7). Neste trabalho observou-se predomínio de animais com a ocorrência da primeira crise entre um e cinco anos, com predomínio de cães de raça, indicando que provavelmente estes pacientes apresentavam epilepsia idiopática (2,5) Portanto, neste trabalho, 20 animais tiveram diagnóstico provável de epilepsia idiopática e cinco animais de epilepsia sintomática. É importante lembrar que para o diagnóstico definitivo de epilepsia idiopática, necessita-se de exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, para exclusão de outras causas intracranianas de epilepsia, mas este exame não está disponível ainda para a maioria dos veterinários no Brasil. Outros exames, como coleta de líquido cerebroespinal, foram realizados, para descartar distúrbios infecciosos e inflamatórios e apresentavam-se normais (2).

Quanto ao tipo de manifestação clínica das crises epilépticas foram observados: 16 animais (64%) com crise epiléptica generalizada primária tônico-clônica, seis animais (24%) com crise epiléptica generalizada primária tônica, dois animais (8%) com crise epiléptica focal e um animal (4%) com crise epiléptica focal com generalização secundária (quadro 2 e 4). Em estudo realizado por Vianna, Vahia (8), houve predomínio de cães com crises epilépticas do tipo generalizada, o que também foi constatado neste trabalho. A crise epiléptica generalizada tem origem em ambos os hemisférios cerebrais, podendo ser decorrente de alterações extracranianas ou intracranianas, como a epilepsia idiopática (9). Atualmente, o fato da crise ser focalizada ou ocorrer generalização secundária não deve ser usado como critério para excluir a epilepsia idiopática, apesar de que a epilepsia sintomática é a classificação mais provável em cães cujas crises iniciem antes de um ano ou após os cinco anos, tenham início focal e existam anormalidades neurológicas detectadas no exame neurológico realizado entre as crises epilépticas (2). Os cães apresentaram de duas a 15 crises epilépticas antes do início do tratamento. Em dois pacientes que apresentaram somente duas crises epilépticas antes do tratamento, houve um rápido controle da epilepsia, enquanto em oito animais que apresentaram de três a cinco crises, houve controle rápido em quatro e controle demorado em quatro pacientes (quadro 2). Já nos pacientes que apresentaram mais de cinco crises antes do início do tratamento, em apenas três animais houve controle rápido, enquanto que em 11 animais o controle foi demorado e em um animal não houve controle das crises. Assim, nos cães em que o tratamento foi iniciado precocemente, houve controle mais rápido das crises epilépticas. Segundo Podell (10) o excesso de crises epilépticas antes do início do tratamento deve ser evitado, pois cães tratados precocemente apresentam um controle a longo prazo mais efetivo quando comparado com cães que apresentaram muitas crises epilépticas antes do início do tratamento, pois cada episódio pode desencadear um foco adicional e favorecer a ocorrência de uma nova crise epiléptica, fator conhecido também como efeito “Kindling” ou ignição (11).

O fenobarbital foi utilizado na dose de 2,5 a 10 mg/kg (média de 3,5 mg/kg) a cada 12 horas e o nível sérico encontrado variou de 8,91 µg/ml a 42,5 µg /ml. No presente trabalho, optou-se por utilizar inicialmente o fenobarbital, por tratar-se de um antiepiléptico seguro, de elevada eficácia, com baixo custo, mínima toxicidade e com poucos efeitos colaterais e que segundo a literatura consultada, controla as crises em 60 a 80% dos casos (2,12,13,14). Os principais efeitos colaterais descritos com o uso do fenobarbital são sedação, polidipsia, poliúria e polifagia (2). Pode ainda ser hepatotóxico, principalmente quando a concentração sérica é mantida por longo tempo acima de 35 µg/ml e mais raramente pode haver neutropenia e trombocitopenia (2). Efeitos colaterais temporários como polifagia, polidipsia, sedação, ataxia ou aumento de peso foram observados em 16 animais. Segundo Bahr Arias, Pedro Neto (17), os efeitos colaterais do fenobarbital costumam diminuir após duas semanas de tratamento e os proprietários devem ser orientados a não interromper o tratamento neste período. Neste trabalho, os efeitos colaterais cessaram em sete dias em dois animais, em 15 dias em sete cães, após 30 dias em três pacientes, e em dois meses em quatro animais após o inicio do tratamento. Em estudo realizado por Vianna, Vahia (8), os 74 cães acompanhados permaneceram com os efeitos colaterais durante os dois anos e cinco meses de estudo, tanto com o fenobarbital quanto com o brometo de potássio. Mas segundo Birchard e Sherding (1), os efeitos colaterais desaparecem em menos tempo, normalmente, em uma a duas semanas, conforme observado no presente estudo.

A porcentagem de controle das crises epilépticas próxima a 80%, descrito em literatura, foi observada no presente estudo, pois em 19 animais (76%) houve o controle das crises apenas com o uso de fenobarbital. O ajuste da dose foi realizado em 20 animais que apresentaram o nível sérico abaixo ou acima do intervalo recomendado. O conhecimento da concentração sérica de cada paciente permitiu que a dose fosse corrigida antes que ocorressem falhas ou reações adversas (15), evitando ainda o uso desnecessário ou precoce de outros antiepilépticos (4,16). Dessa forma, foi possível atingir a concentração sérica ideal com a menor dose possível, diminuindo a probabilidade de hepatotoxicidade (17). Dos 12 pacientes encaminhados por colegas, 11 animais recebiam fenobarbital e um recebia difenil-hidantoína sódica associado ao diazepam. Nos cães que já estavam sendo tratados com fenobarbital, coletou-se sangue para dosagem sérica do medicamento para posterior ajuste da dose, exceto em uma paciente que apesar desta indicação, retornou somente após três meses em estado epiléptico (EE), indo a óbito em seguida. Verificou-se nos 10 pacientes que cinco deles apresentaram concentração sérica abaixo da concentração terapêutica eficaz, ou seja, abaixo de 20 µg /ml e cinco apresentaram concentração sérica dentro do intervalo de eficácia, entre 20 e 45 µg /ml. Como existe uma grande variação na farmacocinética entre indivíduos de mesma espécie, a concentração sérica deve ser utilizada para avaliar o efeito do tratamento e possíveis efeitos tóxicos, sendo muito importante esta monitoração periodicamente (12). Já a difenil-hidantoína tem sua eficácia questionada como antiepiléptico em cães, devido a seu curto tempo de meia-vida e baixa absorção pelo trato gastrintestinal canino, não mantendo, portanto, a concentração sérica adequada (16). O diazepam apresenta, além do tempo de meia-vida curto, rápida tolerância após uma a duas semanas de tratamento, sendo indicado somente no EE e não no tratamento contínuo (18). Assim, o animal que recebia associação destes dois fármacos, passou a receber o fenobarbital e a associação foi retirada gradualmente. É importante ressaltar que a monoterapia deve ser o objetivo do tratamento da epilepsia, pois segundo Podell (9,10), deve-se utilizar um único fármaco inicialmente para que seus efeitos sejam maximizados, reduzindo os efeitos colaterais e evitando a interação medicamentosa.

Houve remissão das crises epilépticas em quatro pacientes, sendo eles: uma Lhasa Apso, fêmea inteira com sete anos de idade; uma SRD, fêmea inteira com cinco anos; uma Pinscher, fêmea inteira com dois anos e outra Pinscher, fêmea castrada com dois anos. Nestes casos, os proprietários foram assíduos no comparecimento às consultas previamente agendadas, os check ups foram regulares assim como o ajuste das doses e a concentração sérica estava em níveis ideais. Para garantir a eficácia e a evolução do tratamento, é necessário, além do agendamento de retornos, também a realização de exames laboratoriais a cada três a seis meses para verificar a concentração sérica do fármaco e possível desenvolvimento de hepatotoxicidade, que pode ocorrer em 14% dos cães tratados com fenobarbital (19,20). Em cinco pacientes que apresentavam concentração sérica próxima do limite superior e ainda apresentavam muitas crises epilépticas, foi associado o brometo de potássio, na dose de 30 mg/kg a cada 24 horas. Antiepilépticos adicionais só devem ser utilizados quando as crises epilépticas não são controladas com monoterapia utilizada por no mínimo dois meses e cujo nível sérico terapêutico máximo tenha sido alcançado (15). Assim, neste trabalho o brometo de potássio foi associado com fenobarbital em 20% dos casos, obtendo-se controle das crises epilépticas, pois as crises reduziram de frequência e intensidade, além de aumentar o intervalo entre as crises em todos os pacientes com esta associação. O nível sérico do brometo de potássio foi mensurado em apenas dois pacientes, sendo que os valores encontrados estão presentes no quadro 3, pois os demais proprietários não permitiram realizar a dosagem do brometo de potássio devido ao custo elevado deste exame.

Falhas no tratamento da epilepsia também podem ser decorrentes de erros na administração dos medicamentos e inconstância na administração dos mesmos (quadro 2) (4,15). Ocorreu subdose ou sobredose em quatro pacientes e interrupção do tratamento em seis cães. Mesmo com a orientação adequada aos proprietários, houve interrupção temporária do tratamento, evidenciando que há dificuldade no entendimento das recomendações por parte de muitos proprietários, mostrando que o veterinário deve confirmar várias vezes durante o tratamento se as instruções estão sendo realmente seguidas. A redução ou excesso da dose do antiepiléptico ocorreu por erro na administração do medicamento pelos proprietários. O uso de fenobarbital em gotas em nove animais foi associado com alto índice de falha terapêutica. Dos nove cães que receberam o fenobarbital em gotas, sete apresentaram problemas devido a salivação excessiva, pois os proprietários administraram a medicação gota a gota diretamente na cavidade oral, havendo perda do medicamento administrado, sendo necessário mudar a apresentação do medicamento para comprimido, obtendo-se assim um controle eficaz das crises epilépticas.

Sete proprietários não trouxeram seus animais às consultas previamente agendadas, sendo um proprietário do paciente pertencente ao grupo de controle rápido das crises, cinco proprietários dos animais que apresentaram controle demorado dos episódios e um proprietário de um animal que não apresentou controle das crises (quadro 1). No inicio do tratamento deve-se fazer retornos com intervalos menores, para a determinação da dose terapêutica eficaz e reavaliação do animal (4). Após estabilização do quadro, devem ser realizados retornos a cada três ou seis meses, para monitoração do paciente (20,21).

Duas pacientes vieram a óbito: uma cadela Poodle com 12 anos de idade, tratada com fenobarbital há seis anos, cujas crises estavam controladas, apresentou quadro de êmese e anorexia. Após exame de ultra-sonografia suspeitou-se de neoplasia hepática, e devido à piora do quadro clínico foi submetida à eutanásia, porém não foi permitido a necropsia. Fenobarbital administrado de forma crônica pode causar lesão hepática (19), mas esta não é frequente se a monitoração do tratamento for adequada (4). Nos exames bioquímicos anteriores deste paciente, a única alteração encontrada foi o aumento de fosfatase alcalina (106,2 U/l), o que é esperado devido à indução das enzimas hepáticas pelo fenobarbital (20).

O segundo paciente, uma cadela Poodle de 12 anos tratada há sete meses com o mesmo medicamento, com as crises também sob controle, apresentou êmese e diarreia com sangue, sendo a ultrasonografia sugestiva de pancreatite aguda. Realizou-se laparotomia exploratória que permitiu a confirmação da suspeita e mesmo com o tratamento indicado para pancreatite, houve piora do estado geral e óbito. A pancreatite é relatada em cães recebendo fenobarbital associado ao brometo de potássio (22), entretanto neste caso esta associação não foi feita.

Em uma paciente Cocker Spaniel Inglês de cinco anos de idade não castrada, com histórico de crises epilépticas há um ano, encaminhada por colega, e já medicada com fenobarbital na dose de 3mg/kg a cada 12 horas, não houve sucesso no tratamento. Realizou-se check up, manteve-se a dose do medicamento e solicitou-se retorno para coleta de sangue para dosagem sérica, o que não foi feito pelo proprietário, culminando no atendimento do paciente em EE três meses após o atendimento inicial, ocorrendo então o óbito. Segundo Berendt et al (23), o diagnóstico de epilepsia em cães implica em um risco maior de óbito prematuramente, em média aos sete anos, sendo o prognóstico o resultado da combinação da capacidade do veterinário, sucesso terapêutico e motivação do proprietário, sendo que a mortalidade parece ser maior nos dois primeiros anos após o diagnóstico (23). A colaboração do proprietário é primordial para o sucesso terapêutico (4), e para facilitar esta interação os clínicos poderiam usar um sistema mais eficaz para agendar o retorno desses pacientes, para garantir que as reavaliações sejam realizadas adequadamente.

Entre as fêmeas, quatro eram castradas e três foram submetidas à ovariosalpingohisterectomia (OSH) durante o acompanhamento por indicação terapêutica (quadro 1). Os machos atendidos não eram castrados e apesar da indicação da cirurgia, apenas um animal foi submetido à orquiectomia (quadro 2). A esterilização até recentemente era indicada como parte do tratamento, pois durante o estro as alterações hormonais diminuem o limiar para ocorrência de crises epilépticas (15), o que também é observado em mulheres (24,25). No caso dos machos o estresse e hormônios também favorecem a ocorrência de crises epilépticas (4). Após a orientação, apenas quatro proprietários concordaram com a esterilização, havendo bastante dificuldade em convencer os proprietários a autorizarem este procedimento. Entretanto, Zimmemann et al. (5) observaram em um grupo de 394 cães que fêmeas esterilizadas apresentavam maior chance de EE quando comparado a fêmeas intactas e à população hospitalar, porém nenhuma explanação conclusiva foi feita com base nesta constatação (5), sendo ainda a esterilização recomendada com base em outros estudos (24).

Por se tratar de um hospital escola com um número elevado de profissionais envolvidos no atendimento destes casos, algumas dificuldades foram observadas, mas pretende-se com os resultados obtidos melhorar o tratamento dos pacientes. Assim, após o acompanhamento destes casos, sugere-se a implantação de: 1) uma ficha própria para o atendimento de cães com epilepsia, incluindo uma tabela para anotação dos resultados de todos os exames realizados periodicamente, o que permite verificar e acompanhar alterações súbitas do estado do paciente facilitando o atendimento do paciente quando há rodízio dos veterinários do setor; 2) entrega de uma cópia desta ficha ao proprietário para que em caso de emergência, o veterinário plantonista possa ter acesso rápido às informações; 3) realização de aulas de educação continuada do corpo clínico envolvido no atendimento destes casos.

Conclusão: Cães epilépticos e seus proprietários requerem atenção especial do clínico veterinário de pequenos animais, para que haja um correto esclarecimento sobre o distúrbio e seu tratamento, devendo-se realizar vários atendimentos até que a dose ideal do antiepiléptico seja estabelecida e o proprietário compreenda todas as recomendações e implicações do tratamento. As falhas observadas estiveram relacionadas à administração inadequada da medicação, principalmente na apresentação em gotas e ao não comparecimento nas consultas agendadas, por isso é importante ressaltar que um controle rápido e eficaz das crises epilépticas não depende apenas do clínico veterinário, mas da interação e comunicação do veterinário com o proprietário para que essas falhas sejam evitadas.

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