
23/12/2009
Stabilisation of atlantoaxial subluxation in the dog through ventral arthrodesis
Os autores descrevem os resultados após a realização da cirurgia em 10 animais com subluxação atlantoaxial.
PEROSOMUS ELUMBUS EM CÃO BEAGLE
RESUMO - Perosomus elumbus é um defeito congênito de ocorrência rara e de etiologia desconhecida, cuja principal característica é agenesia de vértebras lombossacras e da medula espinhal. Ocorre como resultado do processo de ossificação desordenado, onde as vértebras permanecem em estado cartilaginoso, resultando em compressão e encurtamento da coluna vertebral. Este trabalho relata um caso em um cão Beagle, com três meses de idade, que apresentava encurvamento anormal e encurtamento da coluna vertebral lombar, além de deambulação incorreta dos membros posteriores. Suspeitando-se de malformação vertebral, foram realizados exames radiográficos simples e contrastado, que evidenciaram ausência de duas vértebras lombares e malformação das demais da região, com leve compressão medular, sendo o animal diagnosticado com Perosomus elumbus
28/10/2009
Associação de agenesia sacrococcígea e atresia anal em gato sem raça definida
Associação de agenesia sacrococcígea e atresia anal em gato sem raça definida
Felipe Purcell de Araújo, Bruno Martins Araújo, Bernardo Kemper,
Eduardo Alberto Tudury
O presente trabalho teve como objetivo descrever
o caso de um felino, que desde o nascimento apresentou atresia
anal, ausência de cauda e malformação dos membros pélvicos.
Ao exame radiográfico, pôde-se observar presença de agenesia
da sétima vértebra lombar, sacro e vértebras coccígeas, espinha
bífida, meningocele, hiperflexão dos joelhos e desvio valgo
dos tarsos, diagnosticando-se agenesia sacrococcígea
associada à atresia anal.
25/10/2009
Aplasia segmentar múltipla da medula espinhal em gato
Mônica Vicky Bahr Arias; Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense
Malformações congênitas da medula espinhal ocorrem em humanos e animais. Relata-se o caso de um gato sem raça definida de um mês de idade com histórico desde seu nascimento de malformação em membros posteriores. No exame neurológico constatou-se paraplegia, ausência de movimentação da cauda, analgesia e alteração do neurônio motor inferior. Radiografia simples da coluna vertebral lombosacra evidenciou aumento do canal vertebral em L3, L4, L5, L6 e distensão da vesícula urinária. Na necropsia e no exame histopatológico dessa região observou-se apenas resquícios do parênquima medular, raízes nervosas e leptomeninges, o que concluiu o diagnóstico de aplasia segmentar da medula espinhal.
Semina Ciências Agrárias, v.30, n.3, 2009
12/10/2009
Doença vestibular unilateral
Aubrey A. Webb, Chantal McMillan, Dave Szentimrey
A 19-year-old castrated, male domestic long-haired cat was
referred to the Western Veterinary Specialist Centre with a
history of an acute onset of leaning and falling, a horizontal
nystagmus with the fast phase towards the right, and seizurelike
episodes that had been occurring for approximately 1 wk
duration....
clique no título para abrir o link
CVJ / VOL 50 / FEBRUARY 2009
06/10/2009
Neuropatologia da cinomose canina: 70 casos (2005-2008)
Este estudo teve como objetivo realizar uma investigação anátomo-patológica detalhada das lesões e sua distribuição no sistema nervoso central (SNC) de cães com cinomose. Foram avaliadas secções padronizadas do encéfalo e da medula espinhal de 70 cães. Os casos foram agrupados de acordo com a idade dos cães e classificados conforme a evolução das lesões. Os resultados permitem concluir que: (1) encefalomielite induzida pelo vírus da cinomose canina é mais prevalente em filhotes e adultos; (2) lesões macroscópicas no SNC ocorrem com baixa freqüência; (3) o encéfalo é mais acometido do que a medula espinhal; (4) as cinco regiões anatômicas mais afetadas do encéfalo são, em ordem decrescente de freqüência, o cerebelo, o diencéfalo, o lobo frontal, a ponte e o mesencéfalo; (5) a região anatômica mais afetada da medula espinhal é o segmento cervical cranial (C1-C5); (6) lesões subagudas e crônicas são mais comuns do que lesões agudas; (7) desmielinização é a lesão mais prevalente e ocorre principalmente no cerebelo, na ponte e no diencéfalo, quase sempre acompanhada de astrogliose e inflamação não-supurativa; (8) na maior parte dos casos em que há astrogliose, observam-se astrócitos gemistocíticos, freqüentemente com formação de sincícios; (9) leptomeningite não-supurativa, malacia e necrose cortical laminar são lesões relativamente freqüentes no encéfalo, mas não na medula espinhal; (10) corpúsculos de inclusão no encéfalo são muito comuns, ocorrem principalmente em astrócitos e com freqüência menor em neurônios; no entanto, independentemente da célula afetada, são vistos predominantemente no núcleo; (11) uma classificação da encefalite na cinomose com base em síndromes clínicas relacionadas com a idade do cão é imprecisa.
28/09/2009
Ultrasound-guided fine needle aspiration in the diagnosis of peripheral nerve sheath tumors in 4 dogs
Abstract: Ultrasound-guided fine needle aspiration was used in establishing the diagnosis in 4 cases of malignant peripheral nerve sheath tumor. Sonographic and cytologic characteristics are discussed. Because of its availability and ease of use, axillary ultrasonography with fine needle aspiration can be an initial diagnostic step for suspected brachial plexus tumors.
http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2147701&blobtype=pdf
23/09/2009
Recuperação funcional de cães com doença do disco intervertebral toracolombar
RESUMO
O objetivo deste estudo foi avaliar a recuperação funcional de 33 cães com doença do disco intervertebral (DDIV) toracolombar submetidos ao tratamento cirúrgico, atendidos no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (HVU-UFSM), no período entre 2004 e 2006. Os dados dos animais incluíram raça, idade, sexo, estado neurológico antes da cirurgia, interpretação da radiografia simples e contrastada, duração das deficiências neurológicas até o procedimento cirúrgico, tempo de recuperação póscirúrgic o, função urinária e fecal e recidiva dos sinais clínicos. Quanto à duração dos sinais neurológicos antes da cirurgia, 27 (81,8%) permaneceram por um período inferior a 15 dias, 20 cães tiveram melhora dos sinais clínicos decorridos 30 dias do procedimento cirúrgico e seis, com mais de 30 dias, sendo que um desses demorou 60 dias para caminhar. Apenas um (3,8%) dos 26 cães que tiveram recuperação funcional satisfatória apresentou incontinência urinária e apenas um (3%) teve recidiva da DDIV. Pode-se concluir que o tratamento cirúrgico promove recuperação funcional satisfatória na maioria dos cães com DDIV toracolombar. O prognóstico para recuperação funcional após o tratamento cirúrgico é tanto melhor quanto menor for o grau de disfunção neurológica e o percentual de recidiva é baixo em animais submetidos a este tipo de terapia.
http://www.scielo.br/pdf/cr/v38n8/a22v38n8.pdf
11/09/2009
MAIS SOBRE HIPOTIREOIDISMO
atherosclerosis in a dog
Abstract — A 2-year-old, castrated male, Australian shepherd was presented with a history of chronic mild ataxia, obesity, and lethargy. The dog was treated with levothyroxine, but the ataxia worsened. Cranial nerve abnormalities developed and the dog was euthanized. Postmortem examination revealed marked thyroid gland atrophy and widespread, severe central nervous system atherosclerosis.
http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2465784&blobtype=pdf
20/08/2009
HIPOTIREOIDISMO E DOENÇAS NEUROLÓGICAS
Links:
http://www.fecava.org/files/ejcap/684.pdf
http://vetneuromuscular.ucsd.edu/cases/2009/Jan09.html
06/08/2009
PERITONITE INFECCIOSA EM GATOS – RELATO DE CASO
Resumo:
30/07/2009
Dicas essenciais para o controle da epilepsia em cães e gatos
25/07/2009
FISIOTERAPIA EM ANIMAIS DE COMPANHIA
Reabilitação em pacientes com doenças muscoloesquléticas e espinhais
http://www.fecava.org/files/ejcap/421.pdf
23/07/2009
Paraplegia aguda com perda da percepção de dor profunda em cães: revisão de literatura
21/07/2009
Cirurgia da coluna - disco intervertebral
http://files.meetup.com/545346/Article%20on%20invertebral%20disk%20surgery%20from%20Veterinary%20Focus.pdf
Modificação da técnica de abordagem ventral à articulação atlantoxial sem a secção do músculo esternotireóideo.
Palavras-chave : artrodese atlantoaxial; neurologia; cão.
27/06/2009
MIELOPATIA DEGENERATIVA EM CÃES
Esta doença não tem tratamento eficaz conhecido ainda, embora alguns medicamentos e fisioterapia possam retardar o curso da doença. Recentemente foi visto por mapeamento genético que há um forte componente genético para a doença e que a mesma pode ser comparada à esclerose amiotrófica lateral em humanos
Links relacionados:
http://www.pnas.org/content/106/8/2794.full.pdf+html
http://www.vetsci.org/2005/pdf/341.pdf
http://www.editoraguara.com.br/cv/ano3/cv16/cv16.htm#patologia
http://www.ivis.org/advances/Vite/braund19/chapter_frm.asp?LA=1#Degenerative%20Myelopathy
20/04/2009
CINOMOSE CANINA/ DISTEMPER IN DOGS
http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol15_n3/VZ15_3(2008)_416-427.pdf
Virus isolation and molecular characterization of canine distemper virus by RT–PCR from a mature dog with multifocal encephalomyelitis
http://www.scielo.br/pdf/bjm/v38n2/v38n2a31.pdf
Antemortem Diagnosis of CDV Infection by RT-PCR in Distemper Dogs with Neurological Deficits without the Typical Clinical Presentation http://www.springerlink.com/content/qtmq63x822w42132/fulltext.pdf?page=1
Toxoplasma gondii GENOTYPING IN A DOG CO-INFECTED WITH DISTEMPER VIRUS AND
EHRLICHIOSIS RICKETTSIA
http://www.scielo.br/pdf/rimtsp/v48n6/a12v48n6.pdf
Apoptose na cinomose
http://www.biosciencejournal.ufu.br/include/getdoc.php?id=602&article=192&mode=pdf
Aspectos clinicopatológicos de ....
http://www.scielo.br/pdf/pvb/v27n5/a06v27n5.pdf
Detecção do gene da nucleoproteína do vírus da cinomose canina por RT-PCR em urina de cães com sinais clínicos de cinomose
http://www.scielo.br/pdf/abmvz/v56n4/21985.pdf
Infecção simultânea por virus da cinomose e da parvovirose
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/331/33133623.pdf
The nervous form of canine distemper. http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol13_n2/VZ13_2(2006)_125-136.pdf
Achados patológicos e imuno-histoquímicos em cães infectados naturalmente pelo vírus da cinomose canina
http://www.scielo.br/pdf/pvb/v29n2/a10v29n2.pdf
Observações clínicas e laboratoriais em cães com cinomose nervosa
http://www.scielo.br/pdf/cr/v27n2/a10v27n2.pdf
Sorologia e histopatologia de Toxoplasma gondii e Neospora caninum em cães portadores de distúrbios neurológicos
http://www2.uel.br/proppg/semina/pdf/Semina_23_1_19_2.pdf
Vírus da cinomose canina e provável associação com a doença de Paget em humanos
http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol15_n1/VZ15_1(2008)_18-26.pdf
Campanha da Associação Americana de Veterinários frisando a importância da vacinação
http://www.celebratedouglascounty.com/view/global/viewdownload/&docid=2790&file=/Distemper%20Brochure.pdf
Campanha da Merial
http://www.wspabrasil.org/Images/folheto_cinomose_vet_tcm28-6535.pdf
15/04/2009
RESPOSTA DO QUAL O SEU DIAGNÓSTICO DO DIA 08/04
VASCULAR: não causam quadro sistêmico nem dor
ANOMALIA/CONGÊNITO – não causam quadro sistêmico

08/04/2009
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
Ao exame clínico há Temperatura de 40,5 oC, mucosas congestas, leve desidratação e paresia de posteriores. Ao exame neurológico você constata uma síndrome medular toracolombar, além de dor à palpação em coluna torácica caudal.
No hemograma há leucocitose (45000/mm3), com neutrofilia e 3% de bastonetes.
A radiografia simples é mostrada abaixo.

a) Qual o seu diagnóstico?
b) comente sobre a doença e o tratamento, alem das implicações dos medicamentos já utilizados.
24/03/2009
Alterações clínicas e de ressonância magnética em gatos com sinais de doença da medula espinhal
11/03/2009
Epilepsia em cães
The Veterinary Journal, 176 (2008), p.320-325
No trabalho de Smith, Talbot e Jeffery, cães com exame neurológico normal no período interictal foram aubmetidos a exame de ressonância magnética, e os achados corroboraram as afirmações de vários neurologistas de que cães jovens tem menor probabilidade de apresentarem lesões estruturais, enquanto que em cães idosos é o oposto.
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=MImg&_imagekey=B6WXN-4NPHMXK-1-5&_cdi=7163&_user=686187&_orig=search&_coverDate=06%2F30%2F2008&_sk=998239996&view=c&wchp=dGLzVlz-zSkWz&md5=a13c3625d69c496e3ebfba659a4a6740&ie=/sdarticle.pdf
20/01/2009
MENINGOENCEFALITES INFLAMATÓRIAS NÃO INFECCIOSAS
Doenças inflamatórias do SNC são difíceis de diagnosticar. A inflamação pode ser decorrente de um processo infeccioso ou representar uma doença auto imune. A avaliação clínica dos pacientes pode ser semelhante, mesmo com etiologias diferentes. Porém algumas doenças inflamatórias não infecciosas foram identificadas em algumas raças específicas: A meningoencefalite necrotizante, a leucoencefalite necrotizante e a meningoencefalite granulomatosa.
A meningoencefalite necrotizante (NME) causa necrose cavitária do parênquima e afeta o Pug e o Maltês principalmente. Os animais afetados podem apresentar convulsão focal, letargia, cegueira e andar em círculos entre outros. O líquor pode apresentar pleocitose linfocítica. Na Ressonância magnética as lesões no córtex e substância branca são limitadas quase que exclusivamente aos hemisférios.
A leucoencefalite necrotizante (NLE) afeta o Yorkshire principalmente. As lesões são vistas na substância branca do córtex, núcleos da base e tronco encefálico, havendo necrose do tecido nervoso. No líquor pode haver pleocitose moderada e as lesões são vistas na ressonância magnética.
A meningoencefalite granulomatosa (MEG) é uma doença inflamatória não supurativa que pode causar lesões focais ou multifocais do tecido nervoso, não ocorrendo necrose e cavitações, e sim infiltrado de células inflamatórias. Não há lesão topográfica distinta, e a doença afeta várias raças como Poodle, Cocker entre outras.
Todas estas doenças são descritas no exterior há bastante tempo. com certeza existem no Brasil, mas existem poucas publicações:
Astrocytic reaction in the canine granulomatous meningoencephalomyelitis
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352001000200010&lng=pt&nrm=iso
Meningoencefalite necrotizante de cão Maltês
http://www.scielo.br/pdf/cr/v38n3/a42v38n3.pdf
Meningoencefalomielite granulomatosa em cães. Clínica Veterinária, n. 68, p52-58, 2007
http://www.editoraguara.com.br/cv/ano12/cv68/cv68.htm#neuro
Necrotizing meningoencephalitis in a Yorkshire dog. Case report
Viott AM, Adeodato A, Ramos AT, Masuda EK, Martins TB, Graça DL. MEDVEP - Rev Cientif Vet Pequenos Anim Esti 2007; 4(16): 216-220.
Vários resumos de neurologia
http://www.ufrgs.br/favet/revista/35-suple-2/anclivepa%20artigo%20neurologia.pdf
Outras Leituras sugeridas:
A Canine Case of Necrotizing Meningoencephalitis for Long-Term Observation: Clinical and MRI Findings
http://www.jstage.jst.go.jp/article/jvms/69/11/1195/_pdf
Autoantiodies against glial …..
http://www.jstage.jst.go.jp/article/jvms/69/3/241/_pdf
Necrotizing Meningoencephalitis Associated with Cortical Hippocampal Hamartia in a Pekingese Dog
http://www.vetpathology.org/cgi/reprint/38/1/119
MRI and histopathology of encephalitis in a pug.
http://www.jstage.jst.go.jp/article/jvms/60/12/1353/_pdf
Epidemiology of Necrotizing Meningoencephalitis in Pug Dogs
J Vet Intern Med 2008;22:961–968
16/12/2008
VÍDEOS DE CASOS NEUROLÓGICOS
http://www.neurovideos.vet.cornell.edu/
com inúmeros casos neurológicos em vídeo. Estes vídeos são parte da terceira edição do livro
Veterinary Neuroanatomy and Clinical Neurology , de Alexander de Lahunta e Eric Glass,
publicado pela Elsevier em 2008.
10/11/2008
RESPOSTA DO QUAL O SEU DIAGNÓSTICO DO DIA 29/10

29/10/2008
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?


15/10/2008
Convulsões e epilepsia em cães e gatos
As causas extracerebrais mais comuns são as de origem exógena como intoxicações por organofosforados, carbamatos, estricnina e ingestão de plantas tóxicas. As causas extracerebrais de origem endógena passíveis de causar convulsão são hipoglicemia, hipocalcemia, encefalopatia urêmica, policitemia e hipóxia entre outras. São conhecidas também por convulsões reativas, não tem aura e o cérebro tem a capacidade de retornar ao normal após retirada da causa incitante.
A epilepsia é a ocorrência de convulsões recidivantes, entre as quais o animal fica consciente. É causada por fatores de origem intracraniana, que por sua vez podem ter causas primárias e secundárias. Na epilepsia idiopática (primária, verdadeira ou hereditária), que acomete 1% da população canina, normalmente não identifica-se uma causa, o início ocorre entre um e cinco anos de idade, o animal está normal entre os episódios, acomete principalmente raças puras como o Pastor, São Bernardo,Collie, Setter, Labrador, Golden, Husky, Cocker, Poodle, Beagle e o período inter-ictal é longo (> 4 semanas). Provavelmente tem origem neuronal e genética. Os felinos raramente tem epilepsia idiopática.
A epilepsia secundária (sintomática, estrutural ou adquirida) é decorrente de lesão estrutural, ocasionada por doença intracraniana progressiva ou não, acomete cães de qualquer raça ou idade e freqüentemente estão presentes lesões multifocais. Ela pode ser ativa, devido à encefalite, hidrocefalia ou tumores, ou então inativa, decorrente de trauma craniano, hipóxia ou encefalite. Embora estes dois tipos sejam tratados da mesma forma, é importante a diferenciação para orientar o proprietário corretamente inclusive sobre o prognóstico em algumas raças refratárias ao tratamento. Existe ainda a epilepsia provavelmente sintomática, também chamada de criptogênica ou adquirida, decorrente de lesão estrutural que não é identificada.
A anamnese é muito importante para diagnóstico, pois é o proprietário quem na maioria das vezes presencia o evento e os dados obtidos podem auxiliar no plano diagnóstico e terapêutico. Deve-se obter a descrição do quadro, as fases da convulsão, a época de início das mesmas, a freqüência, o padrão, a duração, o comportamento do animal entre as crises (se possível solicitar um vídeo do episódio), vacinação, exposição a drogas ou toxinas, alimentação, cio, doenças anteriores, ocorrência de trauma craniano, se o quadro ocorre durante ou após o sono, exercício, alimentação ou jejum.
É importante tentar identificar a causa das convulsões (Tabela 1), através da realização de exame clínico e neurológico minuciosos, com atenção especial aos sistemas cardiocirculatório, respiratório, digestório e urinário. Realizar os exames complementares adequados (hemograma, urinálise, coproparasitológico, enzimas hepáticas, uréia, creatinina, glicemia, calcemia, líquor, sorologias, PCR, radiografias torácicas, ultra-som abdominal, TC e RMI quando disponíveis).

O tratamento antiepiléptico obviamente só deve ser realizado nos pacientes com convulsões decorrentes de epilepsia verdadeira e secundária. Cães com outras causas de convulsão devem ter a doença desencadeante tratada. Quanto antes for iniciado o tratamento melhor o resultado. Cães tratados precocemente apresentam um controle mais efetivo quando comparado com cães que tiveram muitas convulsões antes do início do tratamento. Na decisão para o tratamento deve pesar a qualidade de vida do proprietário e do animal versus a capacidade de limitar a severidade, freqüência e duração dos eventos. Assim, a decisão deve ser baseada na etiologia, tipo de convulsão e freqüência das mesmas. Para facilitar esta decisão e também o acompanhamento do resultado do tratamento, o proprietário deve ter um calendário para anotar as ocorrências. O tratamento deve ser iniciado se houver qualquer das circunstâncias a seguir:
· Lesão estrutural presente
· o animal apresentou Status epilepticus ( atividade convulsiva contínua que dura mais de 15 minutos) ou convulsões seguidas, sendo que o animal não retorna ao normal após 30 minutos.
· Apresentou mais de três convulsões generalizadas em 24 hora, ou apresentou dois ou mais clusters (mais de duas convulsões em um período de 24 horas) em 1 ano.
· Já é a segunda vez que apresenta convulsão, com intervalo menor que seis a oito semanas entre os episódios, ou apresentou dois ou mais eventos isolados em seis meses.
· As convulsões iniciaram-se uma semana após ocorrência de trauma craniano,
· Apresentou um episódio que durou mais de cinco minutos.
Apesar da existência de inúmeros anticonvulsivantes no mercado, existem limitações na veterinária para o uso de muitos deles, devido à ocorrência de toxicidade e tolerância, farmacocinética inapropriada e também ao custo elevado de muitos deles. Assim, os anticonvulsivantes mais indicados para uso em cães são o Fenobarbital e o Brometo de Potássio, enquanto que em gatos podem ser usados o Diazepan e o Fenobarbital (o Brometo de Potássio não é indicado em gatos).
A monoterapia reduz a ocorrência de efeitos colaterais, evita a interação inadequada com outras drogas, facilita a colaboração do proprietário e diminui os custos do tratamento. Assim o fenobarbital e o brometo são os fármacos mais comumente utilizados em cães. Ambos tem potencial para causar efeitos colaterais e sedação e devem ser monitorados adequadamente para que se obtenha o melhor de cada um deles com poucos efeitos colaterais. O controle da atividade convulsiva e a toxicidade de um anticonvulsivante não são determinados pela dose fornecida, mas sim pela medição de sua concentração sérica. Este exame é o método ideal para assegurar o controle adequado das convulsões, detectando subdoses e diminuindo a ocorrência de toxicidade, sendo o substituto ideal para o critério clínico. Cada paciente apresenta uma resposta individual aos fármacos, assim deve-se saber se a concentração sérica está adequada, principalmente no pico inferior, pois há maior suscetibilidade para ocorrer convulsão neste momento. O conhecimento da concentração sérica permite ainda que a dose seja modificada antes que ocorram falhas ou reações adversas. O sucesso terapêutico só pode ser obtido quando o veterinário escolhe um medicamento eficaz, conhece a farmacologia clínica e a importância da monitorização da concentração sérica como guia para o tratamento. Nos casos em que houver falha do tratamento, o diagnóstico deve ser revisto ou o fármaco deve ser readequado para o paciente. Deve ser lembrado que cada paciente é único e a terapia deve ser individualmente ajustada.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAHR ARIAS, M. V., PEDRO NETO, O. Emprego do fenobarbital no controle da epilepsia canina - revisão. Clínica Veterinária. , p.25 - 28, 1999
BOOTHE, D.M. Management of refractory seizures. Proceeding of the American College of Veterinary Internal Medicine, Lake Buena Vista, Florida, p.88-90, 1997.
BOOTHE, D.M. Anticonvulsant therapy in small animals. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice. V.28, n.2, p.411-447, 1998.
BOOTHE, D.M. Anticonvulsant clinical pharmacology: improving management of refractory seizures. Proceeding of the American College of Veterinary Internal Medicine, Chicago, p. 319-21, 1999.
BRAUND, K.G. Clinical syndromes in veterinary neurology, 2ed St. Louis Mosby, 1994, 477p.
PARENT, J.M. Clinical Management of Canine Seizures. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, v. 18, n. 4, p.947-964, 1988.
23/09/2008
HIDROCEFALIA EM CÃES
Formação e circulação do líquor: O líquor é um fluído normalmente claro e incolor, contendo células em pequena quantidade e pouca proteína. Mantém o encéfalo suspenso, diminuindo seu peso, além de proteger o SNC mecanicamente contra impactos. Também permite variações no volume para manter a pressão intracraniana constante e tem algumas funções nutricionais e metabólicas. Produzido a partir do sangue pelos plexos coróides localizados dentro dos ventrículos, (cavidades dentro do sistema nervoso central). Os dois ventrículos laterais estão localizados na parte interna de cada hemisfério cerebral. Os ventrículos laterais comunicam-se através do forame interventricular com o terceiro ventrículo que está situado internamente no diencéfalo. O terceiro ventrículo comunica-se com o quarto ventrículo através de um ducto estreito, o aqueduto mesencefálico, localizado em um espaço entre o cerebelo e a ponte/bulbo. Pelas aberturas do IV ventrículo (forames de Luschka e Magendie) o líquor atinge a cisterna magna e o espaço subaracnóideo da medula e encéfalo, sendo então reabsorvido pelas granulações aracnoídeas, voltando ao sistema venoso.
Causas: A hidrocefalia pode ser congênita ou adquirida. Na Medicina Veterinária a forma congênita é mais comum, sendo as raças mais predispostas: Maltês, Yorkshire, Bulldog inglês, Chihuahua, Lhasa Apso, Pomerania, Poodle toy, Boston terrier e Pug. A forma congênita e considerada uma forma obstrutiva ou não comunicante, provavelmente decorrente da obstrução do aqueduto mesencefálico, por inflamações no período pré ou pós-natal. Malformações do cerebelo (hipoplasia do vermis, síndrome da máformação occipital caudal- Chiari tipo I) também podem ocasionar hidrocefalia congênitaA forma adquirida decorre de obstrução direta ou indireta da passagem do líquor (por neoplasias, cistos, inflamação, hemorragia), ou raramente por aumento da produção de LCR devido a neoplasia de plexo coróide. Pode ocorrer também o prejuízo da absorção do LCR devido a processos inflamatórios ou infecciosos (cinomose, PIF...), sendo neste caso a hidrocefalia classificada como comunicante. A perda de parênquima encefálico com subseqüente aumento dos ventrículos (hidrocefalia ex-vacuo, causada por exemplo por atrofia senil do encéfalo) é considerada hidrocefalia compensatória.
Sinais clínicos: a forma congênita é reconhecida em filhotes com 2 a 3 meses de idade. Além da deformidade em crânio (tamanho aumentado da cabeça e a presença de fontanelas abertas e palpáveis), e estrabismo ventrolateral (figura abaixo), observam-se sinais neurológicos variáveis como dificuldade de aprendizagem, episódios de comportamento anormal, demência, dificuldade de locomoção, tetraparesia em casos graves, cegueira cortical, surdez, estupor e convulsões. Os animais mais velhos, com hidrocefalia secundária mais comumente apresentam alterações decorrentes da causa primária.

Além do uso de medicamentos, o tratamento cirúrgico com o uso de derivações (shunts), é indicada em casos de excessivo acúmulo de LCR em pacientes refratários ao tratamento médico. Existem várias técnicas descritas, que variam principalmente em relação à cavidade para onde o LCR é drenado (peritônio, átrio, espaço pleural e até mesmo diretamente na veia jugular). A sonda ventriculoperitonial é a que apresenta melhor resultado, pois apresenta grande capacidade de volume e absorção. É contra indicado a colocação da sonda em animais com evidencias de infecção no LCR ou com peritonite. As complicações mais comuns associado ao uso de sonda são as obstruções e as infecções.
O prognóstico da doença é reservado a ruim, devido ao diagnóstico tardio, pois muitos dos sinais não regridem.
Leituras sugeridas:
Hidrocefalia associada a criptococus em cão: http://www.ufrgs.br/favet/revista/35-3/artigo754.pdf
Ultra-sonografia transcraniana em cães com distúrbios neurológicos de origem central - http://www.scielo.br/pdf/abmvz/v59n6/10.pdf
Application of ventriculoperitoneal shunt as a treatment for hydrocephalus in a dog with syringomyelia and Chiari I malformation - http://www.vetsci.org/2006/pdf/203.pdf
19/09/2008
MENINGOENCEFALITES INFECCIOSAS

–outras causas de síndrome cerebral - meningoencefalites inflamatórias não infecciosas, principalmente meningoencefalomielite granulomatosa (MEG), encefalopatia metabólica, hemorragia, neoplasia, doenças do armazenamento, trauma e hidrocefalia,
–outras causas de síndrome multifocal, - intoxicações, trauma e doenças metabólicas
–outras causas de síndrome vestibular central - MEG, neoplasias, trauma, hemorragia e deficiência de tiaminaDeve-se realizar exames clínico e neurológico minuciosos, oftalmoscopia para identificar lesões em retina (cinomose, toxoplasmose, criptococose, ehrliquiose) e exames complementares adequados (hemograma, urinálise, enzimas hepáticas, uréia, creatinina, glicemia, sorologias, eletroforese de proteínas, PCR, radiografias torácicas, ultra-som abdominal, TC e RMI quando disponíveis). A coleta de líquor é contra-indicada em caso de aumento da PIC. Podem ser identificadas as seguintes alterações nos exames complementares.

A TOXOPLASMOSE pode afetar cães imunossuprimidos causando febre, tonsilite, dispnéia, diarréia, vômito, icterícia, retinite, uveíte, iridociclite, convulsões, tremores, ataxia, paresia, paralisia, miosite, tetraplegia (NMI) e em gatos anorexia, letargia, febre, perda de peso, morte súbita (neonatos), diarréia, vômito, icterícia, pneumonia, efusão abdominal, hiperestesia muscular, ataxia, alterações de comportamento, tremores, uveíte e descolamento de retina. No hemograma podem ser detectados anemia arregenerativa, leucocitose neutrofílica, linfocitose, monocitose e eosinofilia e nos casos crônicos leucopenia, linfopenia, neutropenia, eosinopenia e monocitopenia. Devido às lesões hepáticas pode haver hipoalbuminemia, aumento da ALT E AST. O LCR pode ser normal ou há pleocitose mononuclear mista. Na sorologia a IgM pode elevar-se 2 semanas após a infecção e persistir por 3 meses. O tratamento é feito com Sulfadiazina + trimetoprim, 15 mg/kg, BID, 4 semanas ou Clindamicina: 3-13 mg/kg/, VO ou IM, TID 2 a 6 semanas.
A PERITONITE INFECCIOSA FELINA é uma doença viral (coronavírus) sistêmica, de morbidade baixa e mortalidade alta. Afeta felinos entre 12 semanas e 13 anos, com incidência maior entre 6 meses e 2 anos. Compromete fígado, rins, intestinos, pulmão, sistema nervoso e oftálmico. Classicamente ocorre a forma efusiva (úmida), não efusiva (seca) ou mista. Há perda gradativa de peso, febre, anorexia, icterícia, efusão pleural e/ou abdominal, massas à palpação abdominal, uveíte, paresia, ataxia, tetraparesia, hiperestesia toracolombar, nistagmo, anisocoria e convulsões. No hemograma pode haver leucopenia, depois neutrofilia, linfopenia, eosinopenia e anemia. Aumento de proteínas plasmáticas (globulina) pode ser detectado na eletroforese de proteínas. No líquor, que pode estar bem viscoso na coleta, pode ser visto aumento de proteínas e neutrófilos e hipergamaglobulinemia. Não há tratamento eficaz, o uso de drogas imunossupressoras tem sucesso limitado, assim como o uso de interferon.
A CRIPTOCOCOSE esporadicamente causa quadro de meningoencefalomielite em cães e gatos. Os sinais clínicos podem ser respiratórios, neurológicos, oculares e cutâneos. Na suspeita de criptococose no sistema nervoso central a infecção é diagnosticada após identificação do agente no líquido cefalorraquidiano (LCR) por microscopia direta com coloração de Gram ou tinta nanquim e isolamento fúngico a partir de cultura do LCR. O tratamento da criptococose no SNC com fármacos como anfotericina B, cetoconazol e flucitosina individualmente ou em conjunto não mostraram bons resultados, mesmo com triazóis mais recentes, como o itraconazol e o fluconazol e o prognóstico é reservado.
MENINGITE BACTERIANA é rara, mas pode estar associada com endocardite bacteriana e outros focos no organismo, extensão direta de seios nasais e orelha e após trauma craniano perfurante. Pode haver rigidez cervical, febre, bradicardia, convulsões e hipoglicemia devido a sepse. No LCR há intensa pleocitose neutrofílica com presença de neutrófilos degenerados e aumento de proteínas. Indica-se o uso de antibióticos que penetrem a barreira hematoencefálica (sulfa + trimetropim, enrofloxacina + metronidazol) associado a tratamento agressivo para o choque séptico, anti-convulsivantes e diuréticos osmóticos em caso de aumento da PIC, porém o prognóstico é reservado.
A EHRLICHIOSE em cães pode levar a meningoencefalite em até 1/3 dos animais afetados, havendo convulsões, paraparesia, tetraparesia, sinais vestibulares, hiperestesia, febre e alterações oculares. Pode haver anemia, trombocitopenia, hiperproteinemia, alterações em líquor como elevação moderada de proteína e pleocitose mononuclear. Atualmente a técnica de PCR é útil para o diagnóstico e monitorização do tratamento que pode ser feito com doxiclina por 21 dias. O prognóstico é reservado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BRAUND, K.G. Clinical syndromes in veterinary neurology, 2ed St. Louis Mosby, 1994, 477p.
2. DE LAHUNTA, A. Veterinary Neuroanatomy and Clinical Neurology. 2 ed. Philadelphia,1983.
3. GREENE, C. Infectious Diseases of the Dog and Cat, 3 ed, Elsevier Health Sciences, 1397 p. 2006.
15/08/2008
RESPOSTA DO CASO ANDAR ESPINHAL NO GATO
06/08/2008
MAIS SOBRE CAMINHAR ESPINHAL
08/07/2008
Resposta do qual o seu diagnóstico do dia 24/06
2.ataxia, diminuição da propriocepção
3.paraplegia
4.paraplegia com retenção ou incontinência urinária
5.idem 4 e perda da sensibilidade profunda
Esta classificação está de acordo com o tipo e localização das fibras:
O caminhar espinhal, apresentado pela paciente 1, é observado principalmente em filhotes de felinos, dias à semanas após a ocorrência da lesão medular, mas também pode se desenvolver em cães após secção completa da medula na região toracolombar, devido à plasticidade do sistema nervoso em desenvolver novas conexões, mas sem participação de centros superiores. Existem controvérsias sobre o desenvolvimento deste tipo de locomoção em cães adultos, mas alguns artigos antigos (que atualmente certamente seriam condenados pelos comitês de ética em pesquisa) mostram e explicam esta ocorrência.
Link para caminhar espinhal em cães:
24/06/2008
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
Observe os exames neurológicos das pacientes 1 e 2. Qual o significado dessas alterações? (não o diagnóstico da doença, e sim a localização da lesão, classificação da lesão medular, diferença entre os quadros clínicos e significado clínico)
1) Paciente SRD, encontrada abandonada há 2 meses, paraplégica. Havia sido diagnosticado fratura compressiva entre vértebras T13-L1. Foi tratada e agora foi trazida para consulta por apresentar um andar incoordenado. Observa-se no exame que apesar da paciente caminhar, há ataxia e diminuição das reações posturais em membros posteriores. Os reflexos são difícies de serem realizados nestes membros, pois a paciente apresenta espasticidade e extensão dos mesmos em momentos aleatórios. Reflexo interdigital presente e sensibilidade profunda ausente.
2) Teckel de 5 anos, com paraplegia aguda há 2 dias. Reações posturais ausentes em membros posteriores, reflexos espinhais presentes nos posteriores, reflexo interdigital e sensibilidade profunda presentes em membros posteriores.
18/06/2008
DOENÇA DO DISCO INTERVERTEBRAL EM CÃES - CONTROVÉRSIAS
-se existirem vários discos calcificados (como na figura ao lado, onde a mielografia não evidenciou compressão medular, apesar de vários discos calcificados estarem presentes >),
Assim, as radiografias simples auxiliam na determinação de outra causa para a paralisia, como discoespondilite, fraturas ou neoplasias ósseas. Se o grau de lesão (determinado clinicamente) indicar que o tratamento será clínico, não há diferença saber se a extrusão ocorreu em T13-L1 ou L2-L3.
Tratamento:
Uso de corticóides - O tratamento médico de cães com lesão medular é controverso, envolvendo o uso de protocolos adotados da medicina humana, pois faltam resultados de estudos prospectivos em medicina veterinária. Os glicocorticóides são usados extensivamente desde 1960 no tratamento clínico do trauma medular, com o intuito de reduzir o edema, a inflamação e as lesões vasculares que ocorrem após o trauma agudo à medula espinhal. Em dosagens mais altas, os corticóides parecem atuar melhorando o fluxo sangüíneo e protegendo o tecido neuronal contra os efeitos citotóxicos dos radicais livres . Apesar do uso amplo e empírico dos corticóides, os benefícios deste fármaco são conflitantes. A avaliação dos seus efeitos torna-se complicada pela variação nas dosagens utilizadas, inclusive com momentos de administração e duração do tratamento diferentes, além de existirem controvérsias quanto a eficácia observada e mecanismo de ação.
- O uso da dexametasona em doses altas foi associada ao aparecimento de úlceras e hemorragias gastrointestinais (15% dos pacientes), perfuração colônica, pancreatite, imunossupressão e morte (2%).
- O succinato sódico de metilpredinisolona (SSMP) é até o presente momento considerado o fármaco de eleição no tratamento da lesão medular aguda, devido aos seus efeitos neuroprotetores contra a cascata dos eventos secundários que se desenvolvem após o trauma medular. O SSMP foi selecionado em detrimento de outros esteróides, pois o radical succinato atravessa as membranas celulares mais rapidamente do que outros radicais. Ocorre inibição da peroxidação lipídica, prevenção da isquemia progressiva, diminuição da concentração de cálcio intracelular, prevenção da degradação do tecido nervoso e inibição da hidrólise lipídica da membrana celular, via ácido araquidônico e conseqüente formação da prostaglandina PGF2a e tromboxano A2. Estes efeitos do SSMP foram observados somente com dosagens altas (30 mg/kg), muito maiores do que a dosagem anti-inflamatória (0,5 mg/kg). Preconiza-se sua administração dentro das primeiras 8 horas após o início dos sintomas, não devendo ser usados após este tempo. Uma revisão extensa dos II e III Consensos do tratamento de trauma medular em humanos concluiu que o uso do SSMP pode não ser recomendado, pois a evidência de sua eficácia é pequena. No III consenso, observa-se uma taxa seis vezes maior de morte por complicações respiratórias. Há ainda o potencial para outras complicações, como sepse, pneumonia e miopatia. Os benefícios relatados originalmente foram para os membros superiores dos humanos, não tendo ocorrido retorno à deambulação. Relata-se ainda que a utilização de doses muito altas de SSMP pode interferir na proteção neuronal normal, pela inibição da atividade das células do sistema imunológico, incluindo os macrófagos. Neste caso haveria inibição do processo de regeneração neuronal e brotamento axonal. Na experiência da autora deste blog, muitos cães recuperam-se após a cirurgia descompressiva mesmo sem o uso deste fármaco.
Uso de anti-inflamatórios não esteroidais: como a DDIV não é uma doença inflamatória, os medicamentos desta classe não tratam diretamente o problema, e sim aliviam a dor causada pela compressão das meninges ou a dor discogênica
ATENÇÃO: NÃO ASSOCIAR CORTICÓIDES COM AINEs
outro trabalho, com 229 casos de DDIV toracolombar observados por mais de 3 anos (Mayhew, 2004), 19,2% apresentaram novo quadro de DDIV. Na figura ao lado está esquematizado a hemilaminectomia e retirada do material do interior do canal medular (1) e a fenestração (2). 16/06/2008
Síndrome vestibular periférica congênita
Não há tratamento específico para esta enfermidade e o seu prognóstico é reservado devido à persistência dos sinais vestibulares severos em alguns casos.
Outro distúrbio congênito que ocorre esporadicamente em filhotes é o nistágmo espontâneo sem doença vestibular. Este tipo de nistágmo pode estar associado com o desenvolvimento incompleto do quiasma óptico em cães, ou com a síndrome de Chediak-Higashi em gatos. Também não há tratamento específico para esta enfermidade.
04/06/2008
PÓS OPERATÓRIO EM NEUROCIRURGIA
• RESPIRATÓRIAS: Dificuldade respiratória (lesões cervicais), pneumonia, dispnéia (pneumotórax)
• GASTROINTESTINAIS: Diarréia, vômito, hemorragia, ulcerações, alteração na cor das fezes, pancreatite
• OUTRAS: Convulsão (pós mielografia), automutilação, torção gástrica, mielomalácia, úlceras de decúbito
- Analgesia: repouso adequado, uso de analgésicos opióides, anti-inflamatórios não esteroidais, relaxantes musculares e acupuntura
- Cuidados de enfermagem do paciente em decúbito: mantendo-se o animal limpo, seco e sobre local acolchoado, realizando a troca de decúbito a cada 2 a 3 horas.
- Controle da micção: esvaziamento periódico da bexiga, ou uso de sondas de espera, associado ou não ao controle farmacológico da micção
- Fisioterapia
- Hidratação e Nutrição
- Análise de todos os fármacos que o animal esteja recebendo, suas interações e efeitos colaterais
13/05/2008
RESPOSTA QUAL O SEU DIAGNÓSTICO DE 24/04
24/04/2008
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
No exame neurológico constatou-se midríase bilateral não responsiva à luz e cegueira.
Pergunta-se:
a) qual a localização neuroanatômica da lesão?
b) quais os diagnósticos diferenciais?
c) quais os exames complementares indicados?
14/04/2008
Mieloma múltiplo em cão
É uma neoplasia maligna rara derivada do tecido hematopoiético, ocorrendo proliferação clonal de plasmócitos que secretam imunoglobulinas em excesso.
- Como conseqüência, o tecido ósseo é afetado - observa-se áreas de lise, principlamente na coluna vertebral, pelve, e ossos do crânio, e raramente ossos longos.
- As células plasmáticas podem afetar tecidos moles, como baço, fígado, linfonodos e rins
- Pode ocorrer hiperviscosidade pela secreção de imunoglobinas afetando sistema nervoso, respiratório e cardíaco.
- Para o diagnóstico é necessário encontrar: gamopatia monoclonal, células plasmáticas neoplásicas na medula óssea, lesóes ósseas líticas e proteinúria de Bence Jones.
http://www.bjvp.org.br/files/pdf/01/08%2001%20005.pdf






