27 de ago de 2013

Estudo prospectivo de traumatismo cranioencefálico em 32 cães

Vianna C.G. & Bahr Arias M.V.

Rev. Bras. Med. Vet., 35(1):93-99, jan/mar 2013

Link: http://www.rbmv.com.br/pdf_artigos/21-08-2013_11-47RBMV%20015.pdf

O traumatismo cranioencefálico (TCE) em cães é causa comum de disfunção neurológica na rotina clínica veterinária. O objetivo deste trabalho foi avaliar os casos de traumatismo cranioencefélico em cães atendidos entre 2008 a 2010, com foco nos sinais clínicos e neurológicos, dosagem da glicemia  imediatamente após o trauma e nos dias subsequentes, as lesões concomitantes, o tratamento instituído,  a evolução do caso e avaliação da utilidade da Escala de Coma de Glasgow Modificada (ECGM) no  prognóstico destes pacientes. Para isso foram acompanhados 32 cães com trauma cranioencefálico em diferentes graus de severidade. A causa mais comum  de TCE foi o atropelamento e a maioria dos animais  acometidos pesava menos de 5 kg. Os fatores peso,  tempo entre ocorrência do trauma e atendimento,  presença de lesões associadas em outros sistemas,  medicação administrada previamente ao atendimento, local do sistema nervoso central comprometido,  presença de hiperglicemia no atendimento inicial e  uso de manitol não interferiram na sobrevivência  dos pacientes. A pontuação ECGM no atendimento inicial interferiu significativamente na evolução  dos pacientes, pois entre os animais sobreviventes,  a maioria chegou ao hospital com pontuação boa a  moderada e no grupo dos não sobreviventes metade apresentou pontuação grave no atendimento inicial. Entretanto, sobrevivência e boa pontuação final  na ECGM não significaram capacidade funcional  como animais de estimação, pois vários pacientes  apresentaram sequelas neurológicas importantes.

Prospective study of 32 dogs with traumatic brain injury

Traumatic brain injury (TBI) in dogs and cats is a common cause of neurologic dysfunction in the veterinary clinic’s routine. The aim of this study was to access the head trauma cases in dogs treated from 2008 to 2010, focusing on the clinical and neurologic signs. We also evaluated the glucose blood levels immediately after the trauma and in the following days, the presence of concomitant injuries, the efficacy of treatment instituted, the evolution of the case and the utility of the Glasgow Coma Scale Modified (ECGM) on the prognosis of these patients. To accomplish that, 32 dogs with head trauma in several degrees were evaluated. The most common cause of brain injury was being hit by a car and most of affected animals weighted less than 5 kg. The factors as weight, time between the occurrence of trauma and treatment, presence of associated injuries in other systems, medication administered prior to treatment, location of the lesion in the central nervous system, the presence of hyperglycemia in the initial care and use of mannitol did not predict survival of patients. The Modified Glasgow Coma Scale score (MGCS) in the initial care significantly interfered with the patient outcome, because among the group of survivors most come with a good score in the initial care, and in the group of no survivors, half presented serious score in the initial care. However, survival and good final score in ECGM did not meant functional capacity as pets, since many patients had significant neurological sequelae

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