30 de nov. de 2010
Prevalence of radiographic detectable intervertebral disc calcifications in Dachshunds surgically treated for disc extrusion
Cecilia Rohdin, Janis Jeserevic, Ranno Viitmaa, and Sigitas Cizinauskas
An association between the occurrence of calcified discs, visible on radiographic examination (CDVR), and disc extrusions has been suggested in published literature over the past 10-20 years, mainly from Nordic countries. It has also been postulated that dogs without CDVR would not develop disc extrusions. Furthermore, inheritance of CDVR has been calculated and it has been postulated that, by selecting dogs for breeding with few, or no CDVR, the prevalence of disc extrusions in the Dachshund population may be reduced.
29 de nov. de 2010
Concurrent occipital hypoplasia, occipital dysplasia, syringohydromyelia, and hydrocephalus in a Yorkshire terrier
Magnetic resonance imaging of a 7.5-year-old neutered male Yorkshire terrier with mild generalized ataxia and intermittent neck scratching led to a diagnosis of caudal occipital malformation and syringohydromyelia. Surgical exploration led to a diagnosis of occipital dysplasia with concurrent occipital hypoplasia. Following a dorsal laminectomy of the first cervical vertebra there was no progression or improvement a month later.
28 de nov. de 2010
Diagnosis, treatment and prognosis of disc associated Wobbler syndrome in dogs
Disc associated wobbler syndrome (DAWS) is the most prevalent and most typical wobbler syndrome in dogs. It is typically seen in the middle-aged Dobermann Pinscher. Caudal cervical spinal cord compression is caused by protrusion of the annulus fi brosus of the intervertebral disc into the spinal canal, sometimes in combination with ligamentum fl avum hypertrophy and malformed vertebrae. Clinical signs vary from neck pain to tetraplegia. The diagnosis is generally made using myelography. There is a lot of controversy concerning the treatment of this disease. Many surgical techniques have been developed for it, but little is known about the results of conservative treatment. Objective data about the prognosis of this disease is scarce.
27 de nov. de 2010
Horner’s Syndrome Associated with Glioblastoma Multiforme in a Dog
Abstract
A 7-year-old, intact female Bulldog was presented to the veterinarian with ocular signs characteristic of Horner’s Syndrome: bilateral conjunctival hyperemia, enophthalmos, miosis, and protrusion of the third eyelid of left eye. A month later, the dog returned for recheck with marked neurologic signs: lethargy, circling, constant vocalizing, depressed mentation, and hyperesthesia. A neoplasm in the brain was suspected. Treatment was implemented in an attempt to reduce clinical signs. After initial clinical remission, the clinical condition got worse and the owner elected euthanasia. Necropsy revealed a large intracranial neoplasm affecting an extensive portion of the cerebral parenchyma. The neoplasm was histologically diagnosed as glioblastoma multiforme. Determination of the extent of the affected cerebral regions based on neurologic exam was useful in establishing the presumptive clinical diagnosis of intracranial neoplasm. Horner’s syndrome preceded the neurologic signs in this dog. Although intracranial neoplasms such as glioblastomas multiformes are a rare cause of this syndrome, it is important to include them in the list of differential diagnoses in dogs in which this syndrome is seen in conjunction with neurologic signs.
3 de out. de 2010
Fármacos utilizados no tratamento das afecções neurológicas de cães e gatos
Autores:Isabelle Valente Neves, Eduardo Alberto Tudury, Ronaldo Cassimiro da Costa
Resumo: Este trabalho compreende uma revisão da literatura, dos diferentes fármacos utilizados na terapêutica das afecções neurológicas de cães e gatos, assim como sua indicação, dosagens, e duração do tratamento. Nesse contexto incluíram-se analgésicos, antibióticos, anticonvulsivantes, barbitúricos, anticolinesterásicos, antifúngicos, antifibrinolíticos, antiinflamatórios esteróides e não esteróides, antineoplásicos, antipsicóticos, ansiolíticos, antidepressivos, antioxidantes e varredores de radicais livres, diuréticos, fármacos utilizados nos distúrbios da micção, fitoterápicos, modificadores do metabolismo articular (nutracêuticos), relaxantes musculares e vitaminas.
21 de set. de 2010
Doença do disco intervertebral cervical em cães: 28 casos (2003-2008),
O objetivo deste estudo foi identificar cães com doença do disco intervertebral (DDIV) cervical atendidos no Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) entre janeiro de 2003 e outubro de 2008 e obter informações a respeito de raça, sexo, idade, sinais neurológicos, resposta ao tratamento cirúrgico, complicações, tempo de recuperação funcional após a cirurgia e ocorrência de recidiva. Hiperestesia cervical foi observada em todos os cães (n=28). Quanto ao grau de disfunção neurológica foram verificados: grau I (8/28[28,5%]), grau II (3/28 [10,7%]), grau III (5/28[17,8%]) e grau V (12/2 [42,8%]). A duração dos sinais neurológicos antes da cirurgia em sete cães (25%) permaneceu por até 15 dias, em 14 cães (50%) entre 15 e 30 dias e nos outros sete cães (25%) por mais de 30 dias. A recuperação satisfatória e sem recidiva foi observada em todos os cães submetidos ao tratamento cirúrgico e que sobreviveram (n=21). Pode-se concluir que a DDIV cervical em nossa rotina acomete principalmente cães adultos, machos, de raças condrodistróficas e não condrodistróficas, incluindo as de grande porte; a hiperestesia cervical é a principal manifestação clínica; a técnica de fenda ventral promove recuperação funcional satisfatória e sem recidiva; as principais complicações trans-operatórias são a hemorragia do plexo venoso, a bradicardia e a hipotensão; e a duração dos sinais clínicos não interfere no tempo de recuperação pós-operatória dos cães.
10 de ago. de 2010
Efeitos da infusão contínua de propofol ou etomidato sobre variáveis intracranianas em cães
RESUMO
Avaliaram-se os efeitos da infusão contínua de propofol ou de etomidato sobre as variáveis intracranianas em cães nomocapneicos. Foram utilizados 20 cães adultos distribuídos aleatoriamente em dois grupos: grupo propofol (GP) e grupo etomidato (GE). Para o GP, os animais foram induzidos à anestesia com propofol (10mg/kg) e, ato contínuo, iniciaram-se a infusão do fármaco (0,6mg/kg/min) e a ventilação controlada. No GE, o etomidato foi usado para indução (5mg/kg) e manutenção empregando-se a dose de 0,5mg/kg/min nos 10 minutos iniciais e, em seguida, de 0,2mg/kg/min. Após 30 minutos da implantação do cateter de fibra óptica do monitor de pressão intracraniana (PIC) na superfície do córtex cerebral direito, realizaram-se as primeiras mensurações (M1) da PIC, da pressão de perfusão cerebral (PPC), da temperatura intracraniana (TIC), de temperatura corpórea (TC), da pressão arterial média (PAM) e da frequência cardíaca (FC). As demais mensurações ocorreram em intervalos de 20 minutos (M2, M3 e M4). O propofol e o etomidato não ocasionaram alterações significativas nas variáveis estudadas com exceção da TC e TIC. Concluiu-se que a infusão contínua desses fármacos em cães mantém a perfusão cerebral e a autorregulação cerebral. Cães anestesiados com etomidato apresentam efeitos adversos intensos e redução gradativa da temperatura corpórea e intracraniana.
22 de jul. de 2010
Hemangiossarcoma cutâneo paravertebral em cão causando compressão medular
RESUMO
Um cão macho, scottish terrier, de sete anos foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina por apresentar paraplegia grau V e um nódulo em região dorso lombar direita de crescimento lento, com evolução de dois meses. Foi realizado mielografia, visibilizando-se interrupção na coluna de contraste entre as vértebras torácicas 11ª e 12ª. Assim, procedeu-se à hemilaminectomia nesta região, não sendo constatado compressão medular, procedendo-se a ampliação caudal da abertura
da lâmina vertebral T12. Na região da quarta vértebra lombar observou-se um desvio da medula espinhal para o lado esquerdo devido à presença de uma massa de coloração avermelhada proveniente do lado direito, diagnosticando-se infiltração tumoral em vértebras com compressão medular, não sendo possível sua remoção cirúrgica. Na histologia classificou-se o tumor como hemangiossarcoma. Este relato enfatiza a importância de considerar a possibilidade de neoplasias no diagnóstico diferencial de
paraplegias, mesmo em alterações clínicas agudas.
1 de jul. de 2010
Primary brain T-cell lymphoma in a cat
Braz J Vet Pathol, 2010, 3(1), 56-59
A 10-year-old, female, mixed-breed cat was presented for necropsy with history of incoordination, circling and nystagmus or fixed gaze. Grossly, slight asymmetry was observed in the right telencephalic hemisphere, mainly in the pyriform lobe. Histologically, sheets of small round neoplastic cells were observed in the pons, midbrain, thalamus and in the subcortical white matter of the parietal, occipital and pyriform lobes. Neoplastic cells were strongly labeled with anti-CD3 antibody by means of immunohistochemistry. Anti-BLA36, CD79a and MAC387 failed to label the neoplastic cells. Based on the histopathological findings and on the immunohistochemical results, a diagnosis of primary brain T-cell lymphoma was made.
Ultrassonografia duplex Doppler transcraniana em cães com hidrocefalia
Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. [online]. 2010, vol.62, n.1, pp. 57-63
Foi realizada a ultrassonografia duplex Doppler transcraniana em 32 cães, conscientes, que apresentavam ventriculomegalia previamente detectada ao exame modo-B, para obter as medidas dos ventrículos laterais e os parâmetros de resistência das artérias cerebrais antes e depois de 30 dias de tratamento clínico. Os animais foram distribuídos em dois grupos: 1 – formado por cães que apresentaram remissão ou diminuição dos sinais clínicos após tratamento; 2 – por cães que apresentaram piora dos sinais neurológicos ou estabilidade do quadro clínico. Todos os dados foram dispostos em tabelas e submetidos ao teste t pareado e a modelos de regressão logística para avaliar a influência da redução do índice de resistividade (IR). Não foi observada influência das variáveis em modo-B. Após o tratamento, a média do IR foi significantemente menor para o grupo que apresentou melhora clínica; não houve diferença significativa da média de redução do IR para a mesma artéria quando comparados os lados direito e esquerdo. Concluiu-se que o duplex Doppler transcraniano é um métodos de avaliação hemodinâmica capaz de monitorar mais precisamente o tratamento da hidrocefalia
em cães e verificar a resposta dos pacientes.
21 de jun. de 2010
cinomose em cães
Marcia C. Silva, Rafael A. Fighera, Juliana S. Brum, Dominguita L. Graça, Glaucia
D. Kommers, Luiz F. Irigoyen e Claudio S.L. Barros
RESUMO.- Os protocolos de 5.361 necropsias de cães realizadas
no Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade Federal
de Santa Maria de 1965 a 2006 foram revisados à procura de
casos de cinomose. Seiscentos e oitenta e três casos (12,7%) da
doença foram encontrados, dos quais 620 apresentavam sinais
neurológicos. Desses 620, os seguintes dados foram recuperados
para cada caso: idade, sinais clínicos, achados histopatológicos
e presença ou não de doença concomitante. Faixas etárias
foram classificadas como filhotes (até 1 ano), adultos (de 1 a 9
anos) e idosos (10 anos de idade ou mais). Lesões histológicas
foram observadas em 565 (91,1%) dos 620 casos com sinais neurológicos
de cinomose e em 554 desses casos a idade foi registrada
no protocolo com a seguinte distribuição por faixa etária: 45,9%
de filhotes, 51,4% de adultos e 2,7% de idosos. Os sinais neurológicos
compreendiam um largo espectro de distúrbios motores,
posturais e do comportamento, que podiam ocorrer juntos ou
individualmente. Os sinais clínicos mais freqüentes foram mioclonia
(38,4%), incooordenação motora (25,0%), convulsões (18,5%) e
paraplegia (13,4%). Em 98,4% dos 565 cães com alterações
histopatológicas no encéfalo, foram observadas desmieliniza-ção,
encefalite não-supurativa ou uma combinação dessas duas lesões.
Corpúsculos de inclusão foram observados em diferentes células
de 343 dos 565 cães com alterações histopatológicas no encéfalo.
Em 170 (49,6%) o tipo celular com inclusão não foi mencionado no
protocolo; nos restantes, as inclusões foram vistas em astrócitos
(94,8% dos casos), neurônios (3,5%), oligodendrócitos (1,1%) e células
do epêndima (0,6%). Levando em consideração o tipo de lesões
e as faixas etárias, casos com desmielinização e encefalite nãosupurativa
ocorreram em 40,0% dos filhotes, 51,2% dos adultos e
72,7% dos cães idosos. Somente desmielinização foi descrita em
48,4% dos filhotes, 41,3% dos adultos e 35,7% dos cães idosos. Somente
encefalite não-supurativa foi descrita em 11,6% dos filhotes,
7,5% dos adultos e 7,1% dos cães idosos.
Subluxação atlantoaxial em 14 cães (2003-2008)
Pesq. Vet. Bras. vol.30 no.2 Rio de Janeiro Feb. 2010
O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo retrospectivo dos casos de subluxação atlantoaxial em cães, por meio de consulta dos registros neurológicos do Hospital Veterinário Universitário (HVU), entre os anos de 2003 e 2008. Foram identificados a raça, o sexo, a idade, a etiologia, os sinais neurológicos, a duração dos sinais clínicos, o tratamento empregado, a resposta ao tratamento, o tempo de recuperação, a recidiva e a relação entre a duração dos sinais clínicos e a recuperação pós-operatória. Foram feitos o diagnóstico de subluxação atlantoaxial em 14 cães, sendo as raças Poodle (35,7%), Pinscher (21,4%) e Yorkshire Terrier (21,4%) as mais acometidas e a maioria (92,8%) com idade inferior a 24 meses. A principal causa da instabilidade foi a agenesia do processo odontoide do áxis (71,4%) e os sinais clínicos variaram desde hiperestesia cervical até tetraparesia não ambulatória. O tratamento predominante foi o cirúrgico, que demonstrou ser eficaz com recuperação satisfatória em 90% dos casos e menor possibilidade de recidiva, quando comparado ao trata,mento clínico. O tempo de recuperação predominante foi de 30-60 dias após a cirurgia, não existindo relação deste com a duração dos sinais clínicos.
7 de mar. de 2010
CORTICÓIDES - USO E ABUSO
http://www.caesegatos.com.br/imgs/revista/pdf/93690a444b192aaf0c85ecf0f58be70f.pdf
http://wvc.omnibooksonline.com/data/papers/2007_V206.pdf
http://www.ivis.org/proceedings/wsava/2007/pdf/lecouteur01.pdf
http://samedicine.acvsc.org.au/samedicine_assets/documents/2008%20proceedings/kenny%20steroids%202008.pdf
http://www.scielo.br/pdf/cr/v29n4/a17v29n4.pdf
23 de dez. de 2009
Stabilisation of atlantoaxial subluxation in the dog through ventral arthrodesis
Os autores descrevem os resultados após a realização da cirurgia em 10 animais com subluxação atlantoaxial.
PEROSOMUS ELUMBUS EM CÃO BEAGLE
RESUMO - Perosomus elumbus é um defeito congênito de ocorrência rara e de etiologia desconhecida, cuja principal característica é agenesia de vértebras lombossacras e da medula espinhal. Ocorre como resultado do processo de ossificação desordenado, onde as vértebras permanecem em estado cartilaginoso, resultando em compressão e encurtamento da coluna vertebral. Este trabalho relata um caso em um cão Beagle, com três meses de idade, que apresentava encurvamento anormal e encurtamento da coluna vertebral lombar, além de deambulação incorreta dos membros posteriores. Suspeitando-se de malformação vertebral, foram realizados exames radiográficos simples e contrastado, que evidenciaram ausência de duas vértebras lombares e malformação das demais da região, com leve compressão medular, sendo o animal diagnosticado com Perosomus elumbus
28 de out. de 2009
Associação de agenesia sacrococcígea e atresia anal em gato sem raça definida
Associação de agenesia sacrococcígea e atresia anal em gato sem raça definida
Felipe Purcell de Araújo, Bruno Martins Araújo, Bernardo Kemper,
Eduardo Alberto Tudury
O presente trabalho teve como objetivo descrever
o caso de um felino, que desde o nascimento apresentou atresia
anal, ausência de cauda e malformação dos membros pélvicos.
Ao exame radiográfico, pôde-se observar presença de agenesia
da sétima vértebra lombar, sacro e vértebras coccígeas, espinha
bífida, meningocele, hiperflexão dos joelhos e desvio valgo
dos tarsos, diagnosticando-se agenesia sacrococcígea
associada à atresia anal.
25 de out. de 2009
Aplasia segmentar múltipla da medula espinhal em gato
Mônica Vicky Bahr Arias; Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense
Malformações congênitas da medula espinhal ocorrem em humanos e animais. Relata-se o caso de um gato sem raça definida de um mês de idade com histórico desde seu nascimento de malformação em membros posteriores. No exame neurológico constatou-se paraplegia, ausência de movimentação da cauda, analgesia e alteração do neurônio motor inferior. Radiografia simples da coluna vertebral lombosacra evidenciou aumento do canal vertebral em L3, L4, L5, L6 e distensão da vesícula urinária. Na necropsia e no exame histopatológico dessa região observou-se apenas resquícios do parênquima medular, raízes nervosas e leptomeninges, o que concluiu o diagnóstico de aplasia segmentar da medula espinhal.
Semina Ciências Agrárias, v.30, n.3, 2009
12 de out. de 2009
Doença vestibular unilateral
Aubrey A. Webb, Chantal McMillan, Dave Szentimrey
A 19-year-old castrated, male domestic long-haired cat was
referred to the Western Veterinary Specialist Centre with a
history of an acute onset of leaning and falling, a horizontal
nystagmus with the fast phase towards the right, and seizurelike
episodes that had been occurring for approximately 1 wk
duration....
clique no título para abrir o link
CVJ / VOL 50 / FEBRUARY 2009
6 de out. de 2009
Neuropatologia da cinomose canina: 70 casos (2005-2008)
Este estudo teve como objetivo realizar uma investigação anátomo-patológica detalhada das lesões e sua distribuição no sistema nervoso central (SNC) de cães com cinomose. Foram avaliadas secções padronizadas do encéfalo e da medula espinhal de 70 cães. Os casos foram agrupados de acordo com a idade dos cães e classificados conforme a evolução das lesões. Os resultados permitem concluir que: (1) encefalomielite induzida pelo vírus da cinomose canina é mais prevalente em filhotes e adultos; (2) lesões macroscópicas no SNC ocorrem com baixa freqüência; (3) o encéfalo é mais acometido do que a medula espinhal; (4) as cinco regiões anatômicas mais afetadas do encéfalo são, em ordem decrescente de freqüência, o cerebelo, o diencéfalo, o lobo frontal, a ponte e o mesencéfalo; (5) a região anatômica mais afetada da medula espinhal é o segmento cervical cranial (C1-C5); (6) lesões subagudas e crônicas são mais comuns do que lesões agudas; (7) desmielinização é a lesão mais prevalente e ocorre principalmente no cerebelo, na ponte e no diencéfalo, quase sempre acompanhada de astrogliose e inflamação não-supurativa; (8) na maior parte dos casos em que há astrogliose, observam-se astrócitos gemistocíticos, freqüentemente com formação de sincícios; (9) leptomeningite não-supurativa, malacia e necrose cortical laminar são lesões relativamente freqüentes no encéfalo, mas não na medula espinhal; (10) corpúsculos de inclusão no encéfalo são muito comuns, ocorrem principalmente em astrócitos e com freqüência menor em neurônios; no entanto, independentemente da célula afetada, são vistos predominantemente no núcleo; (11) uma classificação da encefalite na cinomose com base em síndromes clínicas relacionadas com a idade do cão é imprecisa.
28 de set. de 2009
Ultrasound-guided fine needle aspiration in the diagnosis of peripheral nerve sheath tumors in 4 dogs
Abstract: Ultrasound-guided fine needle aspiration was used in establishing the diagnosis in 4 cases of malignant peripheral nerve sheath tumor. Sonographic and cytologic characteristics are discussed. Because of its availability and ease of use, axillary ultrasonography with fine needle aspiration can be an initial diagnostic step for suspected brachial plexus tumors.
http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2147701&blobtype=pdf
23 de set. de 2009
Recuperação funcional de cães com doença do disco intervertebral toracolombar
RESUMO
O objetivo deste estudo foi avaliar a recuperação funcional de 33 cães com doença do disco intervertebral (DDIV) toracolombar submetidos ao tratamento cirúrgico, atendidos no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (HVU-UFSM), no período entre 2004 e 2006. Os dados dos animais incluíram raça, idade, sexo, estado neurológico antes da cirurgia, interpretação da radiografia simples e contrastada, duração das deficiências neurológicas até o procedimento cirúrgico, tempo de recuperação póscirúrgic o, função urinária e fecal e recidiva dos sinais clínicos. Quanto à duração dos sinais neurológicos antes da cirurgia, 27 (81,8%) permaneceram por um período inferior a 15 dias, 20 cães tiveram melhora dos sinais clínicos decorridos 30 dias do procedimento cirúrgico e seis, com mais de 30 dias, sendo que um desses demorou 60 dias para caminhar. Apenas um (3,8%) dos 26 cães que tiveram recuperação funcional satisfatória apresentou incontinência urinária e apenas um (3%) teve recidiva da DDIV. Pode-se concluir que o tratamento cirúrgico promove recuperação funcional satisfatória na maioria dos cães com DDIV toracolombar. O prognóstico para recuperação funcional após o tratamento cirúrgico é tanto melhor quanto menor for o grau de disfunção neurológica e o percentual de recidiva é baixo em animais submetidos a este tipo de terapia.
http://www.scielo.br/pdf/cr/v38n8/a22v38n8.pdf
11 de set. de 2009
MAIS SOBRE HIPOTIREOIDISMO
atherosclerosis in a dog
Abstract — A 2-year-old, castrated male, Australian shepherd was presented with a history of chronic mild ataxia, obesity, and lethargy. The dog was treated with levothyroxine, but the ataxia worsened. Cranial nerve abnormalities developed and the dog was euthanized. Postmortem examination revealed marked thyroid gland atrophy and widespread, severe central nervous system atherosclerosis.
http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2465784&blobtype=pdf
20 de ago. de 2009
HIPOTIREOIDISMO E DOENÇAS NEUROLÓGICAS
Links:
http://www.fecava.org/files/ejcap/684.pdf
http://vetneuromuscular.ucsd.edu/cases/2009/Jan09.html
6 de ago. de 2009
PERITONITE INFECCIOSA EM GATOS – RELATO DE CASO
Resumo:
30 de jul. de 2009
Dicas essenciais para o controle da epilepsia em cães e gatos
25 de jul. de 2009
FISIOTERAPIA EM ANIMAIS DE COMPANHIA
Reabilitação em pacientes com doenças muscoloesquléticas e espinhais
http://www.fecava.org/files/ejcap/421.pdf
23 de jul. de 2009
Paraplegia aguda com perda da percepção de dor profunda em cães: revisão de literatura
21 de jul. de 2009
Cirurgia da coluna - disco intervertebral
http://files.meetup.com/545346/Article%20on%20invertebral%20disk%20surgery%20from%20Veterinary%20Focus.pdf
Modificação da técnica de abordagem ventral à articulação atlantoxial sem a secção do músculo esternotireóideo.
Palavras-chave : artrodese atlantoaxial; neurologia; cão.
27 de jun. de 2009
MIELOPATIA DEGENERATIVA EM CÃES
Esta doença não tem tratamento eficaz conhecido ainda, embora alguns medicamentos e fisioterapia possam retardar o curso da doença. Recentemente foi visto por mapeamento genético que há um forte componente genético para a doença e que a mesma pode ser comparada à esclerose amiotrófica lateral em humanos
Links relacionados:
http://www.pnas.org/content/106/8/2794.full.pdf+html
http://www.vetsci.org/2005/pdf/341.pdf
http://www.editoraguara.com.br/cv/ano3/cv16/cv16.htm#patologia
http://www.ivis.org/advances/Vite/braund19/chapter_frm.asp?LA=1#Degenerative%20Myelopathy
20 de abr. de 2009
CINOMOSE CANINA/ DISTEMPER IN DOGS
http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol15_n3/VZ15_3(2008)_416-427.pdf
Virus isolation and molecular characterization of canine distemper virus by RT–PCR from a mature dog with multifocal encephalomyelitis
http://www.scielo.br/pdf/bjm/v38n2/v38n2a31.pdf
Antemortem Diagnosis of CDV Infection by RT-PCR in Distemper Dogs with Neurological Deficits without the Typical Clinical Presentation http://www.springerlink.com/content/qtmq63x822w42132/fulltext.pdf?page=1
Toxoplasma gondii GENOTYPING IN A DOG CO-INFECTED WITH DISTEMPER VIRUS AND
EHRLICHIOSIS RICKETTSIA
http://www.scielo.br/pdf/rimtsp/v48n6/a12v48n6.pdf
Apoptose na cinomose
http://www.biosciencejournal.ufu.br/include/getdoc.php?id=602&article=192&mode=pdf
Aspectos clinicopatológicos de ....
http://www.scielo.br/pdf/pvb/v27n5/a06v27n5.pdf
Detecção do gene da nucleoproteína do vírus da cinomose canina por RT-PCR em urina de cães com sinais clínicos de cinomose
http://www.scielo.br/pdf/abmvz/v56n4/21985.pdf
Infecção simultânea por virus da cinomose e da parvovirose
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/331/33133623.pdf
The nervous form of canine distemper. http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol13_n2/VZ13_2(2006)_125-136.pdf
Achados patológicos e imuno-histoquímicos em cães infectados naturalmente pelo vírus da cinomose canina
http://www.scielo.br/pdf/pvb/v29n2/a10v29n2.pdf
Observações clínicas e laboratoriais em cães com cinomose nervosa
http://www.scielo.br/pdf/cr/v27n2/a10v27n2.pdf
Sorologia e histopatologia de Toxoplasma gondii e Neospora caninum em cães portadores de distúrbios neurológicos
http://www2.uel.br/proppg/semina/pdf/Semina_23_1_19_2.pdf
Vírus da cinomose canina e provável associação com a doença de Paget em humanos
http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol15_n1/VZ15_1(2008)_18-26.pdf
Campanha da Associação Americana de Veterinários frisando a importância da vacinação
http://www.celebratedouglascounty.com/view/global/viewdownload/&docid=2790&file=/Distemper%20Brochure.pdf
Campanha da Merial
http://www.wspabrasil.org/Images/folheto_cinomose_vet_tcm28-6535.pdf
15 de abr. de 2009
RESPOSTA DO QUAL O SEU DIAGNÓSTICO DO DIA 08/04
VASCULAR: não causam quadro sistêmico nem dor
ANOMALIA/CONGÊNITO – não causam quadro sistêmico

8 de abr. de 2009
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
Ao exame clínico há Temperatura de 40,5 oC, mucosas congestas, leve desidratação e paresia de posteriores. Ao exame neurológico você constata uma síndrome medular toracolombar, além de dor à palpação em coluna torácica caudal.
No hemograma há leucocitose (45000/mm3), com neutrofilia e 3% de bastonetes.
A radiografia simples é mostrada abaixo.

a) Qual o seu diagnóstico?
b) comente sobre a doença e o tratamento, alem das implicações dos medicamentos já utilizados.
24 de mar. de 2009
Alterações clínicas e de ressonância magnética em gatos com sinais de doença da medula espinhal
11 de mar. de 2009
Epilepsia em cães
The Veterinary Journal, 176 (2008), p.320-325
No trabalho de Smith, Talbot e Jeffery, cães com exame neurológico normal no período interictal foram aubmetidos a exame de ressonância magnética, e os achados corroboraram as afirmações de vários neurologistas de que cães jovens tem menor probabilidade de apresentarem lesões estruturais, enquanto que em cães idosos é o oposto.
http://www.sciencedirect.com/science?_ob=MImg&_imagekey=B6WXN-4NPHMXK-1-5&_cdi=7163&_user=686187&_orig=search&_coverDate=06%2F30%2F2008&_sk=998239996&view=c&wchp=dGLzVlz-zSkWz&md5=a13c3625d69c496e3ebfba659a4a6740&ie=/sdarticle.pdf
20 de jan. de 2009
MENINGOENCEFALITES INFLAMATÓRIAS NÃO INFECCIOSAS
Doenças inflamatórias do SNC são difíceis de diagnosticar. A inflamação pode ser decorrente de um processo infeccioso ou representar uma doença auto imune. A avaliação clínica dos pacientes pode ser semelhante, mesmo com etiologias diferentes. Porém algumas doenças inflamatórias não infecciosas foram identificadas em algumas raças específicas: A meningoencefalite necrotizante, a leucoencefalite necrotizante e a meningoencefalite granulomatosa.
A meningoencefalite necrotizante (NME) causa necrose cavitária do parênquima e afeta o Pug e o Maltês principalmente. Os animais afetados podem apresentar convulsão focal, letargia, cegueira e andar em círculos entre outros. O líquor pode apresentar pleocitose linfocítica. Na Ressonância magnética as lesões no córtex e substância branca são limitadas quase que exclusivamente aos hemisférios.
A leucoencefalite necrotizante (NLE) afeta o Yorkshire principalmente. As lesões são vistas na substância branca do córtex, núcleos da base e tronco encefálico, havendo necrose do tecido nervoso. No líquor pode haver pleocitose moderada e as lesões são vistas na ressonância magnética.
A meningoencefalite granulomatosa (MEG) é uma doença inflamatória não supurativa que pode causar lesões focais ou multifocais do tecido nervoso, não ocorrendo necrose e cavitações, e sim infiltrado de células inflamatórias. Não há lesão topográfica distinta, e a doença afeta várias raças como Poodle, Cocker entre outras.
Todas estas doenças são descritas no exterior há bastante tempo. com certeza existem no Brasil, mas existem poucas publicações:
Astrocytic reaction in the canine granulomatous meningoencephalomyelitis
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352001000200010&lng=pt&nrm=iso
Meningoencefalite necrotizante de cão Maltês
http://www.scielo.br/pdf/cr/v38n3/a42v38n3.pdf
Meningoencefalomielite granulomatosa em cães. Clínica Veterinária, n. 68, p52-58, 2007
http://www.editoraguara.com.br/cv/ano12/cv68/cv68.htm#neuro
Necrotizing meningoencephalitis in a Yorkshire dog. Case report
Viott AM, Adeodato A, Ramos AT, Masuda EK, Martins TB, Graça DL. MEDVEP - Rev Cientif Vet Pequenos Anim Esti 2007; 4(16): 216-220.
Vários resumos de neurologia
http://www.ufrgs.br/favet/revista/35-suple-2/anclivepa%20artigo%20neurologia.pdf
Outras Leituras sugeridas:
A Canine Case of Necrotizing Meningoencephalitis for Long-Term Observation: Clinical and MRI Findings
http://www.jstage.jst.go.jp/article/jvms/69/11/1195/_pdf
Autoantiodies against glial …..
http://www.jstage.jst.go.jp/article/jvms/69/3/241/_pdf
Necrotizing Meningoencephalitis Associated with Cortical Hippocampal Hamartia in a Pekingese Dog
http://www.vetpathology.org/cgi/reprint/38/1/119
MRI and histopathology of encephalitis in a pug.
http://www.jstage.jst.go.jp/article/jvms/60/12/1353/_pdf
Epidemiology of Necrotizing Meningoencephalitis in Pug Dogs
J Vet Intern Med 2008;22:961–968
16 de dez. de 2008
VÍDEOS DE CASOS NEUROLÓGICOS
http://www.neurovideos.vet.cornell.edu/
com inúmeros casos neurológicos em vídeo. Estes vídeos são parte da terceira edição do livro
Veterinary Neuroanatomy and Clinical Neurology , de Alexander de Lahunta e Eric Glass,
publicado pela Elsevier em 2008.
10 de nov. de 2008
RESPOSTA DO QUAL O SEU DIAGNÓSTICO DO DIA 29/10

29 de out. de 2008
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?


15 de out. de 2008
Convulsões e epilepsia em cães e gatos
As causas extracerebrais mais comuns são as de origem exógena como intoxicações por organofosforados, carbamatos, estricnina e ingestão de plantas tóxicas. As causas extracerebrais de origem endógena passíveis de causar convulsão são hipoglicemia, hipocalcemia, encefalopatia urêmica, policitemia e hipóxia entre outras. São conhecidas também por convulsões reativas, não tem aura e o cérebro tem a capacidade de retornar ao normal após retirada da causa incitante.
A epilepsia é a ocorrência de convulsões recidivantes, entre as quais o animal fica consciente. É causada por fatores de origem intracraniana, que por sua vez podem ter causas primárias e secundárias. Na epilepsia idiopática (primária, verdadeira ou hereditária), que acomete 1% da população canina, normalmente não identifica-se uma causa, o início ocorre entre um e cinco anos de idade, o animal está normal entre os episódios, acomete principalmente raças puras como o Pastor, São Bernardo,Collie, Setter, Labrador, Golden, Husky, Cocker, Poodle, Beagle e o período inter-ictal é longo (> 4 semanas). Provavelmente tem origem neuronal e genética. Os felinos raramente tem epilepsia idiopática.
A epilepsia secundária (sintomática, estrutural ou adquirida) é decorrente de lesão estrutural, ocasionada por doença intracraniana progressiva ou não, acomete cães de qualquer raça ou idade e freqüentemente estão presentes lesões multifocais. Ela pode ser ativa, devido à encefalite, hidrocefalia ou tumores, ou então inativa, decorrente de trauma craniano, hipóxia ou encefalite. Embora estes dois tipos sejam tratados da mesma forma, é importante a diferenciação para orientar o proprietário corretamente inclusive sobre o prognóstico em algumas raças refratárias ao tratamento. Existe ainda a epilepsia provavelmente sintomática, também chamada de criptogênica ou adquirida, decorrente de lesão estrutural que não é identificada.
A anamnese é muito importante para diagnóstico, pois é o proprietário quem na maioria das vezes presencia o evento e os dados obtidos podem auxiliar no plano diagnóstico e terapêutico. Deve-se obter a descrição do quadro, as fases da convulsão, a época de início das mesmas, a freqüência, o padrão, a duração, o comportamento do animal entre as crises (se possível solicitar um vídeo do episódio), vacinação, exposição a drogas ou toxinas, alimentação, cio, doenças anteriores, ocorrência de trauma craniano, se o quadro ocorre durante ou após o sono, exercício, alimentação ou jejum.
É importante tentar identificar a causa das convulsões (Tabela 1), através da realização de exame clínico e neurológico minuciosos, com atenção especial aos sistemas cardiocirculatório, respiratório, digestório e urinário. Realizar os exames complementares adequados (hemograma, urinálise, coproparasitológico, enzimas hepáticas, uréia, creatinina, glicemia, calcemia, líquor, sorologias, PCR, radiografias torácicas, ultra-som abdominal, TC e RMI quando disponíveis).

O tratamento antiepiléptico obviamente só deve ser realizado nos pacientes com convulsões decorrentes de epilepsia verdadeira e secundária. Cães com outras causas de convulsão devem ter a doença desencadeante tratada. Quanto antes for iniciado o tratamento melhor o resultado. Cães tratados precocemente apresentam um controle mais efetivo quando comparado com cães que tiveram muitas convulsões antes do início do tratamento. Na decisão para o tratamento deve pesar a qualidade de vida do proprietário e do animal versus a capacidade de limitar a severidade, freqüência e duração dos eventos. Assim, a decisão deve ser baseada na etiologia, tipo de convulsão e freqüência das mesmas. Para facilitar esta decisão e também o acompanhamento do resultado do tratamento, o proprietário deve ter um calendário para anotar as ocorrências. O tratamento deve ser iniciado se houver qualquer das circunstâncias a seguir:
· Lesão estrutural presente
· o animal apresentou Status epilepticus ( atividade convulsiva contínua que dura mais de 15 minutos) ou convulsões seguidas, sendo que o animal não retorna ao normal após 30 minutos.
· Apresentou mais de três convulsões generalizadas em 24 hora, ou apresentou dois ou mais clusters (mais de duas convulsões em um período de 24 horas) em 1 ano.
· Já é a segunda vez que apresenta convulsão, com intervalo menor que seis a oito semanas entre os episódios, ou apresentou dois ou mais eventos isolados em seis meses.
· As convulsões iniciaram-se uma semana após ocorrência de trauma craniano,
· Apresentou um episódio que durou mais de cinco minutos.
Apesar da existência de inúmeros anticonvulsivantes no mercado, existem limitações na veterinária para o uso de muitos deles, devido à ocorrência de toxicidade e tolerância, farmacocinética inapropriada e também ao custo elevado de muitos deles. Assim, os anticonvulsivantes mais indicados para uso em cães são o Fenobarbital e o Brometo de Potássio, enquanto que em gatos podem ser usados o Diazepan e o Fenobarbital (o Brometo de Potássio não é indicado em gatos).
A monoterapia reduz a ocorrência de efeitos colaterais, evita a interação inadequada com outras drogas, facilita a colaboração do proprietário e diminui os custos do tratamento. Assim o fenobarbital e o brometo são os fármacos mais comumente utilizados em cães. Ambos tem potencial para causar efeitos colaterais e sedação e devem ser monitorados adequadamente para que se obtenha o melhor de cada um deles com poucos efeitos colaterais. O controle da atividade convulsiva e a toxicidade de um anticonvulsivante não são determinados pela dose fornecida, mas sim pela medição de sua concentração sérica. Este exame é o método ideal para assegurar o controle adequado das convulsões, detectando subdoses e diminuindo a ocorrência de toxicidade, sendo o substituto ideal para o critério clínico. Cada paciente apresenta uma resposta individual aos fármacos, assim deve-se saber se a concentração sérica está adequada, principalmente no pico inferior, pois há maior suscetibilidade para ocorrer convulsão neste momento. O conhecimento da concentração sérica permite ainda que a dose seja modificada antes que ocorram falhas ou reações adversas. O sucesso terapêutico só pode ser obtido quando o veterinário escolhe um medicamento eficaz, conhece a farmacologia clínica e a importância da monitorização da concentração sérica como guia para o tratamento. Nos casos em que houver falha do tratamento, o diagnóstico deve ser revisto ou o fármaco deve ser readequado para o paciente. Deve ser lembrado que cada paciente é único e a terapia deve ser individualmente ajustada.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAHR ARIAS, M. V., PEDRO NETO, O. Emprego do fenobarbital no controle da epilepsia canina - revisão. Clínica Veterinária. , p.25 - 28, 1999
BOOTHE, D.M. Management of refractory seizures. Proceeding of the American College of Veterinary Internal Medicine, Lake Buena Vista, Florida, p.88-90, 1997.
BOOTHE, D.M. Anticonvulsant therapy in small animals. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice. V.28, n.2, p.411-447, 1998.
BOOTHE, D.M. Anticonvulsant clinical pharmacology: improving management of refractory seizures. Proceeding of the American College of Veterinary Internal Medicine, Chicago, p. 319-21, 1999.
BRAUND, K.G. Clinical syndromes in veterinary neurology, 2ed St. Louis Mosby, 1994, 477p.
PARENT, J.M. Clinical Management of Canine Seizures. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, v. 18, n. 4, p.947-964, 1988.


