8 de abr de 2009

QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?

Um Labrador macho de 5 anos foi trazido devido a quadro de apatia, diminuição do apetite há 15 dias e alteração da locomoção. Já foi medicado com dipirona, cetoprofeno e uma injeção intramuscular de dipropionato de betametasona.

Ao exame clínico há Temperatura de 40,5 oC, mucosas congestas, leve desidratação e paresia de posteriores. Ao exame neurológico você constata uma síndrome medular toracolombar, além de dor à palpação em coluna torácica caudal.

No hemograma há leucocitose (45000/mm3), com neutrofilia e 3% de bastonetes.

A radiografia simples é mostrada abaixo.








a) Qual o seu diagnóstico?

b) comente sobre a doença e o tratamento, alem das implicações dos medicamentos já utilizados.

Um comentário:

  1. O diagnóstico do caso em questão é de discoespondilite. Pode-se afirmar isso baseado nas alterações sistêmicas encontradas (leucocitose com neutrofilia e febre) que indicam um processo infeccioso/inflamatório, na alteração neurológica que indica o local da lesão e as alterações radiografia presente (lise e proliferação do corpo vertebral adjacentes a espaço intervertebral).
    A infecção tem geralmente etiologia bacteriana (mais comum) ou fúngica (mais raramente).
    Na grande maioria das vezes ela ocorre devido ao um foco primário de infecção em outro ponto do organismo como endocardite, cistite, prostatite, piometra, doença periodontal e etc.
    Os locais da coluna mais comumente acometidos são a coluna torácica, cervical caudal, toracolombar e lombosacra, sendo importante a exploração de toda a coluna, pois pode haver infecção de mais de um espaço intervertebral.
    O tratamento deve ser baseado no agente infeccioso envolvido se este puder ser identificado, através da hemocultura e urocultura.
    São indicados antibióticos atingem boa concentração em tecido ósseo, tal como cefalosporinas de 1º geração, amoxicilina com clavulanato e quinolonas.
    O tratamento deve ser prolongado podendo variar de 6 semanas até 6 meses.
    A principal complicação do caso em questão, foi o uso do AIE, que pode ter favorecido a progressão da doença, além de dificultar o tratamento.

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