19 de set de 2007

Qual o seu diagnóstico?

Este Lhasa Apso de 6 anos ficou paraplégico subitamente, 24 horas antes do atendimento. O exame clínico está normal, e o exame neurológico está no vídeo (nervos cranianos normais, não mostrados).
1) Qual a localização da lesão (síndrome)?
2) Qual a lista de diagnósticos diferenciais e a suspeita principal?
c) Quais os exames indicados para confirmar ou excluir suas suspeitas?


video

Um comentário:

  1. Felipe Purcell - Residente DCV-UEL22 de setembro de 2007 18:51

    1)Este paciente possui uma síndrome toracolombar (T3-L3). Justifica-se pela paraplegia com reflexos segmentares presentes indicando uma lesão de neurônio motor superior.

    2)Avaliando a resenha clínica (Paciente de raça condrodistrófica de 6 anos), o histórico de sinais agudos de paraplegia, somados ao exame neurológico que revela um reflexo cutâneo do tronco presente a partir da região torácica caudal com presença de dor durante a palpação epaxial nesta mesma região, a minha principal suspeita é de doença do disco intervertebral (DDIV) do tipo I.

    Diagnóstico diferencial de paraplegia aguda:

    •Trauma

    •Tromboembolismo fibrocartilaginoso (A paraplegia normalmente é assimétrica e após 24 horas do início dos sinais não é mais detectada dor epaxial).

    •Meningoencefalite granulomatosa

    •Cinomose

    •Erliquiose

    •Criptococose

    •Toxoplasmose

    •Discoespondilite

    •Neoplasia

    •Infarto isquêmico

    •Migração parasitária

    3)A radiografia simples da região toracolombar poderia descartar algumas lesões grosseiras como fraturas e luxações vertebrais, mas não é o exame mais indicado para diagnosticar a DDIV. A mielografia serviria para confirmar a provável extrusão do disco e conseqüente compressão medular extradural. O LCE deveria ser analisado, submetido ao exame direto, cultura bacteriana e fungica para descartar as causas inflamatórias e infecciosas do diagnóstico diferencial.

    Obs. Se fosse possível realizar uma TC ou uma RM, estes exames logicamente seriam a primeira escolha para confirmar uma lesão compressiva da medula espinhal.

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