28 de jun de 2011

CONSEQUÊNCIAS DO TRAUMA PÉLVICO EM CÃES

Bernardo Kemper1, Ludimila Passos Gonçalves2, Michelle Oliveira Vieira2, Marcella Luiz Figueiredo3, Maíra Santos Severo3, Eduardo Alberto Tudury4
1 – Departamento de Medicina Veterinária Cirurgia de pequenos animais - UFRPE
2 – Aluna de graduação em medicina veterinária (UFRPE)
3 – Pós-graduanda do PPGCV/UFRPE
4 – Doutor, Professor Associado I, DMV/UFRPE



RESUMO
As fraturas da pelve são comuns e têm recomendação de tratamento conservador ou cirúrgico podendo estar acompanhadas de lesões em estruturas vitais. Objetivou-se avaliar as consequências do trauma pélvico em cães e os resultados do tratamento. Foram utilizados 20 animais com fratura na pelve, nos quais a implantação de tratamento, cirúrgico ou conservador, baseou-se no tipo de fratura, extensão das lesões e disponibilidade de recursos. Em 85% dos animais houve fratura ilíaca, envolvendo estruturas bilaterais em 80%, sendo observados vários transtornos concomitantes como: lesões cutâneas; disquesia; fratura em membros ou de coluna; ruptura de reto, diafragmática ou vias urinárias; trauma crânio encefálico e óbito. Nos operados houve um retorno à deambulação, verificando-se recuperação total após noventa dias. Resultado que não se repetiu nos pacientes tratados conservativamente, sendo observada claudicação persistente, após 90 dias. A estabilização cirúrgica proporcionou redução evidente da dor após sete dias, elevando a qualidade de vida e reduzindo as necessidades de enfermagem, enquanto que 55% dos não operados vieram a óbito. Dois tiveram que ser operados para corrigir complicações consequentes da falta de correção anterior. Os resultados assinalam que em cães com trauma pélvico deve-se procurar primariamente a resolução cirúrgica e a presença de outras lesões orgânicas concomitantes incapacitantes ou com potencial de induzir ao óbito.
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ABSTRACT
CONSEQUENCES OF PELVIC TRAUMA IN DOGS
Fractures of the pelvis are common and may be accompanied by injuries to vital structures. Conservative treatment or surgery is usually recommended. The aim of this study was to evaluate the consequences of pelvic trauma in dogs and the results of clinical and surgical treatment. Twenty animals with fracture of the pelvis were used. The treatment, surgical or conservative, was primarily based on the type of fracture, extent of injuries and resources availability. 85% of the animals showed iliac fracture; 80% of the cases were bilateral pelvic fracture, and concurrent disorders, such as skin lesions, dyschesia, limb and column fracture, colon, urinary tract or diaphragm rupture, head trauma and death, were observed. In patients who underwent surgery there was recovery of ambulation, with full recovery after 90 days. This result was not repeated in patients which underwent conservative treatment. The surgical stabilization of bone segments provided clear pain reduction after seven days, increasing life quality and reducing the need for nursing, while 55% of the animals that were not operated died and other two had to be operated to correct complications as a result of the lack of previous surgical correction. The results indicate that, in dogs with pelvic trauma, surgical resolution should be primarily sought, and the presence of other concomitant organic disabling injuries or with the potential to lead to death should be verified

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