10 de jan. de 2011

TRATAMENTO CIRÚRGICO DE UM CASO DE MENINGIOMA CORTICAL FRONTAL EM CÃO – RELATO DE CASO

Vet. Zootec.2010 dez.; 17(4):443-607

Autores: Jorge Piovesan Conti, Victor José Vieira Rossetto, Mariana Isa Poci Palumbo Marco Antonio Zanini, Sheila Canavesse Rahal, Luiz Henrique de Araújo Machado Luiz Carlos Vulcano

Resumo: O meningioma é a neoplasia intracraniana mais comum em cães e gatos. A associação de tratamento cirúrgico e radioterapia é relatada como a terapia mais efetiva, porém nem sempre é possível. a intervenção cirúrgica vem sendo preconizada como opção de tratamento para o meningioma em medicina veterinária. O objetivo dopresente trabalho é relatar o tratamento cirúrgico de meningioma cortical frontal em um cão.

7 de jan. de 2011

MANIFESTAÇÃO INCOMUM DE PARALISIA DE MEMBROS PÉLVICOS EM FELINO COM HIDRONEFROSE DECORRENTE DE OVARIOECTOMIA – Relato de Caso

Ars Veterinaria, Vol. 26, No 1 (2010)


Autores:C. S. HONSHO, D. K. HONSHO, D. G. GERARDI, J. C. CANOLA, A. A. BOLZAN, F. F. SOUZA

ResumoNeste trabalho, descreve-se a ocorrência de hidronefrose iatrogênica em rim esquerdo, comprimindo artéria aorta abdominal em gato persa e provocando paralisia de membros pélvicos. O animal apresentava discreta desidratação, mucosas hipocoradas, extremidades frias e cianóticas, ausência bilateral de pulso da artéria femoral, bem como insensibilidade superficial e profunda, e presença de massa de consistência firme com seis centímetros de diâmetro, à palpação abdominal. Realizada celiotomia exploratória, verificou-se rim esquerdo aumentado comprimindo artéria aorta abdominal e a dilatação cranial do ureter esquerdo fixado ao corno uterino por meio de ligadura com fio não absorvível. Após nefrectomia, observou-se a restauração da circulação local. O animal foi a óbito, após oito horas.

16 de dez. de 2010

RESUMO DOS TRABALHOS PREMIADOS NO CBCAV - NEUROCIRURGIA

SEGUNDO LUGAR

Traumatismo cranioencefálico em um gato e 28 cães atendidos em um Hospital Veterinário . Estudo prospectivo
Craniocerebral trauma in 28 dogs and one cat seen at one Veterinary Hospital. Prospective study.

AUTORES:VIANNA, C.G.1; BAHR ARIAS, M.V.2

1 Graduanda do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina, bolsista PIBIC – UEL/CNPq
2 Prof.ª Associada do Departamento de Clínicas Veterinárias da Universidade Estadual de Londrina.

O traumatismo craniano (TCE) em cães e gatos é frequente na rotina clínica veterinária e na maior parte dos casos é decorrente de atropelamentos ou agressões. As lesões do tecido nervoso observadas neste tipo de trauma podem ser classificadas como primária quando decorrentes da força agressora no momento do traumatismo ou secundária quando diversos processos bioquímicos são deflagrados pela lesão primária culminando em lesão neuronal progressiva, o que reduz a pressão de perfusão cerebral e exacerba a hipóxia celular. O volume do cérebro pode então aumentar, possibilitando a ocorrência de herniação cerebral e óbito. O tratamento visa reverter o choque e evitar ou diminuir as lesões secundárias ao sistema nervoso e manter a perfusão cerebral adequada, existindo ainda poucos procedimentos e medicamentos eficazes com estas funções. O objetivo deste trabalho foi realizar o estudo epidemiológico e o acompanhamento intensivo dos casos atendidos, verificando a espécie, idade, sexo, peso, causa, tempo entre trauma e atendimento, medicações utilizadas por veterinários e proprietários antes do atendimento, local mais comum de lesão encefálica, escala de coma inicial, glicemia no momento do atendimento, presença de lesões concomitantes e evolução do caso. O trabalho foi desenvolvido através do acompanhamento dos pacientes atendidos no Hospital Veterinário (HV) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no período de 09/2008 a 04/2010, devido à ocorrência de traumatismo cranioencefálico. O tratamento incluiu principalmente a manutenção da volemia, a oxigenação do paciente e a elevação da cabeça a 30º. Manitol foi utilizado de acordo com os sinais clínicos e antibióticos foram utilizados quando haviam lesões penetrantes. Realizou-se ainda manejo adequado do paciente em decúbito, como limpeza, nutrição adequada e fisioterapia. Foi realizada avaliação diária dos parâmetros fisiológicos e do sistema nervoso desses animais, preenchendo-se uma ficha constando parâmetros clínicos, neurológicos, incluindo a pontuação na Escala de Coma Glasgow modificada, e exames complementares como glicemia. A avaliação final da funcionalidade dos pacientes como animais de estimação foi realizada da seguinte maneira: 1) disfunção severa - não interage quando chamado, incontinência urinária ou fecal, não ingere água e comida sem ajuda; 2) disfunção moderada – interage em alguns momentos, avisa para necessidades fisiológicas mas não se ergue, consegue ingerir água e alimentos sozinho; 3) disfunção leve – interage, ingere água e alimentos voluntariamente, realiza necessidades fisiológicas sem auxílio e em local correto e se movimenta, mas com dificuldade ou sequelas leves (exemplo head tilt, quedas). Foi considerado estado vegetativo quando os pacientes permaneceram inconscientes, porém com funções vitais intactas.
A maior ocorrência de TCE foi na espécie canina, com peso menor que 5 Kg e idade menor que cinco anos, porém estes fatores não interferiram na sobrevivência ou óbito. As principais causas de TCE foram atropelamentos e pancadas por objetos, sendo a maioria dos pacientes trazida para atendimento até 8 horas após o trauma, porém este fator, assim como a administração prévia de medicamentos não influenciou na sobrevivência dos pacientes. O tronco encefálico foi a porção mais acometida do encéfalo, havendo diferença significativa entre o número de animais sobreviventes considerando-se este fator. Hiperglicemia pós-traumática foi observada em 17 animais, mas este parâmetro não interferiu na taxa de sobrevivência. Foi observado maior número de óbitos em animais que apresentaram prognóstico moderado a grave na escala de coma de Glasgow modificada no atendimento inicial. A escala de coma modificada foi uma maneira objetiva de avaliar a gravidade do estado neurológico após o trauma, a severidade da lesão encefálica, a eficácia do manejo quando usada sequencialmente durante o tratamento e a probabilidade de sobrevivência, conforme citado em literatura. Quanto ao tratamento, foi utilizado manitol em 18 animais; sendo que destes 11 pacientes sobreviveram e sete foram à óbito. Dos 29 casos acompanhados, 14 pacientes sobreviveram, com recuperação total em nove e disfunção motora leve em cinco. Entre os 15 animais que não sobreviveram 13 foram à óbito por estarem em estado grave ou com disfunção severa que dificultaram a sobrevivência do animal. Em dois animais foi realizada eutanásia por estarem em estado vegetativo e não atenderem as expectativas dos proprietários como animais de estimação. Sugere-se a avaliação da funcionalidade dos pacientes como animais de estimação após a alta, pois sobrevivência após o trauma não necessariamente é um parâmetro que satisfaz ao proprietário. O número de sobreviventes foi menor do que o número de óbitos, pois a gravidade das sequelas do TCE nos animais de estimação é grande, existindo muitas limitações do tratamento na veterinária, como a realização de monitoração intensiva invasiva, incluindo monitoração da Pressão Intracraniana e uso de diagnóstico por imagem na emergência. Entretanto a abordagem e tratamento realizados neste trabalho foram úteis em vários casos, mesmo em animais com escala de coma inicial moderada e grave.

15 de dez. de 2010

RESUMO DOS TRABALHOS PREMIADOS NO CBCAV - NEUROCIRURGIA

PRIMEIRO LUGAR

Tratamento cirúrgico de meningoencefalocele congênita em cão – relato de caso
Surgical treatment of a canine congenital meningoencephalocele – case report


AUTORES:
ARAÚJO, B.M.1; SANTOS, C.R.O.2; SILVA JUNIOR, V.A.3; AZEVEDO, M.S4;
SILVA, A.C.4; FIGUEIREDO, M.L.5; TUDURY, E.A.6

1 Médico Veterinário (MV), Residente, UFRPE.
2 Graduanda em Medicina Veterinária, UFRPE;
3 MV, Professor, UFRPE;
4 MV, Mestranda, UFRPE;
5 MV, Doutoranda, DMV/UFRPE;
6 MV, Professor Associado II, UFRPE.


Meningoencefalocele é a protrusão do tecido encefálico e das meninges através de um defeito ósseo do crânio. Diretrizes para o tratamento ideal em cães não estão disponíveis, sendo o tratamento desta afecção adaptado da literatura humana, que recomenda a excisão cirúrgica do tecido herniado e o fechamento da dura-máter. O presente trabalho relata o procedimento cirúrgico de correção de meningoencefalocele congênita em uma cadela, Maltês, com dois meses de idade. Com o animal em decúbito esternal, cabeça elevada e fixa, mantendo-se alta a taxa de oxigenação e baixos níveis de CO2 e se evitando a compressão das veias jugulares, foi realizada incisão da pele com bisturi, através da qual foi feita a divulsão com tesoura de Metzembaum para expor e descolar do subcutâneo a dura-máter. Em seguida, por punção subdural, foram drenados dois mililitros de LCR de aspecto hemorrágico. Logo após, através da realização da durotomia, feita inicialmente com agulha hipodérmica 25x7 e concluída com tesoura oftálmica, foi exposto o tecido encefálico herniado. Para remoção deste, foi realizada uma ligadura em massa na base do mesmo, ao nível do defeito ósseo, com fio poliglecaprone e excisão do tecido sobressalente com tesoura oftálmica, sendo em seguida, realizada a hemostasia dos vasos cerebrais com eletro bisturi bipolar. Na síntese, suturou-se a dura-máter com poliglecaprone em pontos de Sultán, cobrindo-se as meninges mediante a sutura da musculatura temporal com pontos de Wolff. Na rafia cutânea, realizou-se remoção do excesso de pele, aproximação do tecido subcutâneo com sutura “zigue-zag”, todos com fio poliglecaprone e sutura da pele com fio de nylon em padrão isolado simples. A observação microscópica do tecido cerebral herniado identificou córtex cerebral, células piramidais, com alguns neurônios necróticos e outros vacuolizados mais meninges bem vascularizadas e congestas. A cirurgia realizada se mostrou simples e eficaz, uma vez que o procedimento cirúrgico ocorreu sem dificuldades e sem complicações trans e pós-operatórias, dando credibilidade aos autores que relatam que o tratamento cirúrgico realizado em humanos pode ser utilizado em cães.

12 de dez. de 2010

PREMIAÇÃO NO IX CONGRESSO BRASILEIRO DE CIRURGIA E ANESTESIOLOGIA VETERINÁRIA

CATEGORIA NEUROCIRURGIA (1º LUGAR) "TRATAMENTO CIRÚRGICO DE MENINGOENCEFALOCELE CONGÊNITA EM CÃO – RELATO DE CASO" Autores: BRUNO MARTINS ARAÚJO; CÁSSIA REGINA OLIVEIRA SANTOS; VALDEMIRO AMARO DA SILVA JUNIOR; MICHELE SUASSUNA AZEVEDO; AMANDA CAMILO SILVA; MARCELLA LUIZ DE FIGUEIREDO e EDUARDO ALBERTO TUDURY - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

CATEGORIA NEUROCIRURGIA (2º LUGAR) "TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO EM UM GATO E 28 CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA. ESTUDO PROSPECTIVO" Autores: CAROLINA GARROTE VIANNA e MÔNICA VICKY BAHR ARIAS
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA

7 de dez. de 2010

CARCINOMA SÓLIDO DE GLÂNDULA MAMÁRIA COM METÁSTASE EM MEDULA ESPINHAL

Ana Paula Iglesias Santin, Veridiana Dignani Moura, Naida Cristina Borges, Severiana Cândida Mendonça Cunha Carneiro, Denise Caroline Toledo, Regiani Nascimento Gagno Porto
Ciência Animal Brasileira, Vol. 10, No 4 (2009)

RESUMO


Neoplasias mamárias são comuns entre as fê­meas caninas e os carcinomas, dentre as formas malignas, ocorrem com maior frequência, particularmente o tipo sólido. Estes podem apresentar-se pequenos e incipientes à macroscopia, contudo são invasivos e pouco diferenciados, com possibilidade de produzir metástases que comprometem a sobrevida do animal. Assim, descreve-se o caso de uma cadela, da raça Fila Brasileiro, de seis anos, que apresentou tetraplegia consequente à metástase medular cervical de carcinoma sólido mamário.

2 de dez. de 2010

Revisão anatômica do seio venoso sagital dorsal no crânio de cães braquicéfalos

Thaís Fernanda S. Machado, Cássio Ricardo A. Ferrigno; Ângelo João Stopiglia; Ana Carolina B.C.F. Pinto

Pesq. Vet. Bras. vol.27 no.5 Rio de Janeiro May 2007

Os seios venosos do crânio realizam a drenagem do cérebro e da medula espinhal, a fim de manter a homeostasia e o perfeito funcionamento do sistema nervoso central. Lesões na rede venosa cerebral podem causar déficits severos tais como hemiplegia, hemorragia, coma e morte. Os seios venosos são importantes pontos de referência para a realização de técnicas cirúrgicas de acesso ao cérebro. Este estudo visou analisar o trajeto do seio venoso sagital dorsal no crânio de cães braquicéfalos. Os animais braquicéfalos possuem crânios curtos e com características biométricas específicas. Foram utilizados 8 crânios de cães da raça Boxer, que foram submetidos à injeção de látex com pigmento corado e sulfato de bário. Após a perfusão, foram feitas radiografias contrastadas e imagens de tomografia computadorizada para relacionar o seio venoso com a estrutura óssea e dimensões relativas da calota craniana. Os crânios apresentaram índice cefálico (IC) médio de 91,24±8,34mm e índice crânio-facial (ICF) médio de 2,89±0,23mm. As mensurações do seio venoso sagital dorsal, relativas à calota craniana, apresentaram os seguintes valores médios: Área = 10,18±4,69mm2; D1 = 11,84±2,35mm; D2 = 19,57±2,61mm; D3 = 17,88±2,31mm; D4 = 25,32±5,68mm; e D5= 24,84±4,40mm.

1 de dez. de 2010

Spinal cord injury I: A synopsis of the basic science

Aubrey A. Webb, Sybil Ngan, and J. David Fowler
Can Vet J. 2010 May; 51(5): 485–492.

Substantial knowledge has been gained in the pathological findings following naturally occurring spinal cord injury (SCI) in dogs and cats. The molecular mechanisms involved in failure of neural regeneration within the central nervous system, potential therapeutics including cellular transplantation therapy, neural plasticity, and prognostic indicators of recovery from SCI have been studied. This 2-part review summarizes 1) basic science perspectives regarding treating and curing spinal cord injury, 2) recent studies that shed light on prognosis and recovery from SCI, 3) current thinking regarding standards of care for dogs with SCI, 4) experimental approaches in the laboratory setting, and 5) current clinical trials being conducted in veterinary medicine. Part I presents timely information on the pathophysiology of spinal cord injury, challenges associated with promoting regeneration of neurons of the central nervous system, and experimental approaches aimed at developing treatments for spinal cord injury

30 de nov. de 2010

Prevalence of radiographic detectable intervertebral disc calcifications in Dachshunds surgically treated for disc extrusion

Acta Vet Scand. 2010; 52(1): 24.


Cecilia Rohdin, Janis Jeserevic, Ranno Viitmaa, and Sigitas Cizinauskas


An association between the occurrence of calcified discs, visible on radiographic examination (CDVR), and disc extrusions has been suggested in published literature over the past 10-20 years, mainly from Nordic countries. It has also been postulated that dogs without CDVR would not develop disc extrusions. Furthermore, inheritance of CDVR has been calculated and it has been postulated that, by selecting dogs for breeding with few, or no CDVR, the prevalence of disc extrusions in the Dachshund population may be reduced.

29 de nov. de 2010

Concurrent occipital hypoplasia, occipital dysplasia, syringohydromyelia, and hydrocephalus in a Yorkshire terrier

Laura Cagle - Can Vet J. 2010 August; 51(8): 904–908.

Magnetic resonance imaging of a 7.5-year-old neutered male Yorkshire terrier with mild generalized ataxia and intermittent neck scratching led to a diagnosis of caudal occipital malformation and syringohydromyelia. Surgical exploration led to a diagnosis of occipital dysplasia with concurrent occipital hypoplasia. Following a dorsal laminectomy of the first cervical vertebra there was no progression or improvement a month later.

28 de nov. de 2010

Diagnosis, treatment and prognosis of disc associated Wobbler syndrome in dogs

S. De Decker, S. Bhatti,I. Gielen, L. Van Ham

Disc associated wobbler syndrome (DAWS) is the most prevalent and most typical wobbler syndrome in dogs. It is typically seen in the middle-aged Dobermann Pinscher. Caudal cervical spinal cord compression is caused by protrusion of the annulus fi brosus of the intervertebral disc into the spinal canal, sometimes in combination with ligamentum fl avum hypertrophy and malformed vertebrae. Clinical signs vary from neck pain to tetraplegia. The diagnosis is generally made using myelography. There is a lot of controversy concerning the treatment of this disease. Many surgical techniques have been developed for it, but little is known about the results of conservative treatment. Objective data about the prognosis of this disease is scarce.

27 de nov. de 2010

Horner’s Syndrome Associated with Glioblastoma Multiforme in a Dog

Aline de M. Viott , Roselene Ecco, Carla M.O. Silva, Gustavo O. Fulgêncio, Eliana G. Melo, Ingeborg M. Langohr

Abstract

A 7-year-old, intact female Bulldog was presented to the veterinarian with ocular signs characteristic of Horner’s Syndrome: bilateral conjunctival hyperemia, enophthalmos, miosis, and protrusion of the third eyelid of left eye. A month later, the dog returned for recheck with marked neurologic signs: lethargy, circling, constant vocalizing, depressed mentation, and hyperesthesia. A neoplasm in the brain was suspected. Treatment was implemented in an attempt to reduce clinical signs. After initial clinical remission, the clinical condition got worse and the owner elected euthanasia. Necropsy revealed a large intracranial neoplasm affecting an extensive portion of the cerebral parenchyma. The neoplasm was histologically diagnosed as glioblastoma multiforme. Determination of the extent of the affected cerebral regions based on neurologic exam was useful in establishing the presumptive clinical diagnosis of intracranial neoplasm. Horner’s syndrome preceded the neurologic signs in this dog. Although intracranial neoplasms such as glioblastomas multiformes are a rare cause of this syndrome, it is important to include them in the list of differential diagnoses in dogs in which this syndrome is seen in conjunction with neurologic signs.

3 de out. de 2010

Fármacos utilizados no tratamento das afecções neurológicas de cães e gatos

Semina: Ci. Agrárias, Londrina, v. 31, n. 3, 2010

Autores:Isabelle Valente Neves, Eduardo Alberto Tudury, Ronaldo Cassimiro da Costa


Resumo: Este trabalho compreende uma revisão da literatura, dos diferentes fármacos utilizados na terapêutica das afecções neurológicas de cães e gatos, assim como sua indicação, dosagens, e duração do tratamento. Nesse contexto incluíram-se analgésicos, antibióticos, anticonvulsivantes, barbitúricos, anticolinesterásicos, antifúngicos, antifibrinolíticos, antiinflamatórios esteróides e não esteróides, antineoplásicos, antipsicóticos, ansiolíticos, antidepressivos, antioxidantes e varredores de radicais livres, diuréticos, fármacos utilizados nos distúrbios da micção, fitoterápicos, modificadores do metabolismo articular (nutracêuticos), relaxantes musculares e vitaminas.

21 de set. de 2010

Doença do disco intervertebral cervical em cães: 28 casos (2003-2008),

autores: Santini G., Mazzanti A., Beckmann D.V., Santos R.P., Pelizzari C., Polidoro D & Baumhardt R

O objetivo deste estudo foi identificar cães com doença do disco intervertebral (DDIV) cervical atendidos no Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) entre janeiro de 2003 e outubro de 2008 e obter informações a respeito de raça, sexo, idade, sinais neurológicos, resposta ao tratamento cirúrgico, complicações, tempo de recuperação funcional após a cirurgia e ocorrência de recidiva. Hiperestesia cervical foi observada em todos os cães (n=28). Quanto ao grau de disfunção neurológica foram verificados: grau I (8/28[28,5%]), grau II (3/28 [10,7%]), grau III (5/28[17,8%]) e grau V (12/2 [42,8%]). A duração dos sinais neurológicos antes da cirurgia em sete cães (25%) permaneceu por até 15 dias, em 14 cães (50%) entre 15 e 30 dias e nos outros sete cães (25%) por mais de 30 dias. A recuperação satisfatória e sem recidiva foi observada em todos os cães submetidos ao tratamento cirúrgico e que sobreviveram (n=21). Pode-se concluir que a DDIV cervical em nossa rotina acomete principalmente cães adultos, machos, de raças condrodistróficas e não condrodistróficas, incluindo as de grande porte; a hiperestesia cervical é a principal manifestação clínica; a técnica de fenda ventral promove recuperação funcional satisfatória e sem recidiva; as principais complicações trans-operatórias são a hemorragia do plexo venoso, a bradicardia e a hipotensão; e a duração dos sinais clínicos não interfere no tempo de recuperação pós-operatória dos cães.

10 de ago. de 2010

Efeitos da infusão contínua de propofol ou etomidato sobre variáveis intracranianas em cães

AUTORES: D.P. Paula; N. Nunes,C.T.D. Nishimori; P.C.F. Lopes; R. Carareto; P.S.P. Santos

RESUMO

Avaliaram-se os efeitos da infusão contínua de propofol ou de etomidato sobre as variáveis intracranianas em cães nomocapneicos. Foram utilizados 20 cães adultos distribuídos aleatoriamente em dois grupos: grupo propofol (GP) e grupo etomidato (GE). Para o GP, os animais foram induzidos à anestesia com propofol (10mg/kg) e, ato contínuo, iniciaram-se a infusão do fármaco (0,6mg/kg/min) e a ventilação controlada. No GE, o etomidato foi usado para indução (5mg/kg) e manutenção empregando-se a dose de 0,5mg/kg/min nos 10 minutos iniciais e, em seguida, de 0,2mg/kg/min. Após 30 minutos da implantação do cateter de fibra óptica do monitor de pressão intracraniana (PIC) na superfície do córtex cerebral direito, realizaram-se as primeiras mensurações (M1) da PIC, da pressão de perfusão cerebral (PPC), da temperatura intracraniana (TIC), de temperatura corpórea (TC), da pressão arterial média (PAM) e da frequência cardíaca (FC). As demais mensurações ocorreram em intervalos de 20 minutos (M2, M3 e M4). O propofol e o etomidato não ocasionaram alterações significativas nas variáveis estudadas com exceção da TC e TIC. Concluiu-se que a infusão contínua desses fármacos em cães mantém a perfusão cerebral e a autorregulação cerebral. Cães anestesiados com etomidato apresentam efeitos adversos intensos e redução gradativa da temperatura corpórea e intracraniana.

22 de jul. de 2010

Hemangiossarcoma cutâneo paravertebral em cão causando compressão medular

Rogério Anderson Marcasso; Mônica Vicky Bahr Arias;Paula Cava Rodrigues; Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense

RESUMO

Um cão macho, scottish terrier, de sete anos foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina por apresentar paraplegia grau V e um nódulo em região dorso lombar direita de crescimento lento, com evolução de dois meses. Foi realizado mielografia, visibilizando-se interrupção na coluna de contraste entre as vértebras torácicas 11ª e 12ª. Assim, procedeu-se à hemilaminectomia nesta região, não sendo constatado compressão medular, procedendo-se a ampliação caudal da abertura
da lâmina vertebral T12. Na região da quarta vértebra lombar observou-se um desvio da medula espinhal para o lado esquerdo devido à presença de uma massa de coloração avermelhada proveniente do lado direito, diagnosticando-se infiltração tumoral em vértebras com compressão medular, não sendo possível sua remoção cirúrgica. Na histologia classificou-se o tumor como hemangiossarcoma. Este relato enfatiza a importância de considerar a possibilidade de neoplasias no diagnóstico diferencial de
paraplegias, mesmo em alterações clínicas agudas.

1 de jul. de 2010

Primary brain T-cell lymphoma in a cat

Fabiano J. F. de Sant’Ana, Janildo L. Reis Junior, Corrie C. Brown, Ingeborg M. Langohr,Claudio S. L. Barros

Braz J Vet Pathol, 2010, 3(1), 56-59

A 10-year-old, female, mixed-breed cat was presented for necropsy with history of incoordination, circling and nystagmus or fixed gaze. Grossly, slight asymmetry was observed in the right telencephalic hemisphere, mainly in the pyriform lobe. Histologically, sheets of small round neoplastic cells were observed in the pons, midbrain, thalamus and in the subcortical white matter of the parietal, occipital and pyriform lobes. Neoplastic cells were strongly labeled with anti-CD3 antibody by means of immunohistochemistry. Anti-BLA36, CD79a and MAC387 failed to label the neoplastic cells. Based on the histopathological findings and on the immunohistochemical results, a diagnosis of primary brain T-cell lymphoma was made.

Ultrassonografia duplex Doppler transcraniana em cães com hidrocefalia

C.F. Carvalho1, M.C. Chammas, J.P. Andrade Neto, C.D. Jimenez4, S.A. Diniz, G.G. Cerri

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. [online]. 2010, vol.62, n.1, pp. 57-63

Foi realizada a ultrassonografia duplex Doppler transcraniana em 32 cães, conscientes, que apresentavam ventriculomegalia previamente detectada ao exame modo-B, para obter as medidas dos ventrículos laterais e os parâmetros de resistência das artérias cerebrais antes e depois de 30 dias de tratamento clínico. Os animais foram distribuídos em dois grupos: 1 – formado por cães que apresentaram remissão ou diminuição dos sinais clínicos após tratamento; 2 – por cães que apresentaram piora dos sinais neurológicos ou estabilidade do quadro clínico. Todos os dados foram dispostos em tabelas e submetidos ao teste t pareado e a modelos de regressão logística para avaliar a influência da redução do índice de resistividade (IR). Não foi observada influência das variáveis em modo-B. Após o tratamento, a média do IR foi significantemente menor para o grupo que apresentou melhora clínica; não houve diferença significativa da média de redução do IR para a mesma artéria quando comparados os lados direito e esquerdo. Concluiu-se que o duplex Doppler transcraniano é um métodos de avaliação hemodinâmica capaz de monitorar mais precisamente o tratamento da hidrocefalia
em cães e verificar a resposta dos pacientes.

21 de jun. de 2010

Aspectos clinicopatológicos de 620 casos neurológicos de
cinomose em cães


Marcia C. Silva, Rafael A. Fighera, Juliana S. Brum, Dominguita L. Graça, Glaucia
D. Kommers, Luiz F. Irigoyen e Claudio S.L. Barros

RESUMO.- Os protocolos de 5.361 necropsias de cães realizadas
no Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade Federal
de Santa Maria de 1965 a 2006 foram revisados à procura de
casos de cinomose. Seiscentos e oitenta e três casos (12,7%) da
doença foram encontrados, dos quais 620 apresentavam sinais
neurológicos. Desses 620, os seguintes dados foram recuperados
para cada caso: idade, sinais clínicos, achados histopatológicos
e presença ou não de doença concomitante. Faixas etárias
foram classificadas como filhotes (até 1 ano), adultos (de 1 a 9
anos) e idosos (10 anos de idade ou mais). Lesões histológicas
foram observadas em 565 (91,1%) dos 620 casos com sinais neurológicos
de cinomose e em 554 desses casos a idade foi registrada
no protocolo com a seguinte distribuição por faixa etária: 45,9%
de filhotes, 51,4% de adultos e 2,7% de idosos. Os sinais neurológicos
compreendiam um largo espectro de distúrbios motores,
posturais e do comportamento, que podiam ocorrer juntos ou
individualmente. Os sinais clínicos mais freqüentes foram mioclonia
(38,4%), incooordenação motora (25,0%), convulsões (18,5%) e
paraplegia (13,4%). Em 98,4% dos 565 cães com alterações
histopatológicas no encéfalo, foram observadas desmieliniza-ção,
encefalite não-supurativa ou uma combinação dessas duas lesões.
Corpúsculos de inclusão foram observados em diferentes células
de 343 dos 565 cães com alterações histopatológicas no encéfalo.
Em 170 (49,6%) o tipo celular com inclusão não foi mencionado no
protocolo; nos restantes, as inclusões foram vistas em astrócitos
(94,8% dos casos), neurônios (3,5%), oligodendrócitos (1,1%) e células
do epêndima (0,6%). Levando em consideração o tipo de lesões
e as faixas etárias, casos com desmielinização e encefalite nãosupurativa
ocorreram em 40,0% dos filhotes, 51,2% dos adultos e
72,7% dos cães idosos. Somente desmielinização foi descrita em
48,4% dos filhotes, 41,3% dos adultos e 35,7% dos cães idosos. Somente
encefalite não-supurativa foi descrita em 11,6% dos filhotes,
7,5% dos adultos e 7,1% dos cães idosos.

Subluxação atlantoaxial em 14 cães (2003-2008)

Diego V. Beckmann; Alexandre Mazzanti; Giancarlo Santini; Rosmarini P. Santos; Rafael Festugato; Charles R. Pelizzari; Dakir Polidoro Neto; Raquel Baumhardt

Pesq. Vet. Bras. vol.30 no.2 Rio de Janeiro Feb. 2010

O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo retrospectivo dos casos de subluxação atlantoaxial em cães, por meio de consulta dos registros neurológicos do Hospital Veterinário Universitário (HVU), entre os anos de 2003 e 2008. Foram identificados a raça, o sexo, a idade, a etiologia, os sinais neurológicos, a duração dos sinais clínicos, o tratamento empregado, a resposta ao tratamento, o tempo de recuperação, a recidiva e a relação entre a duração dos sinais clínicos e a recuperação pós-operatória. Foram feitos o diagnóstico de subluxação atlantoaxial em 14 cães, sendo as raças Poodle (35,7%), Pinscher (21,4%) e Yorkshire Terrier (21,4%) as mais acometidas e a maioria (92,8%) com idade inferior a 24 meses. A principal causa da instabilidade foi a agenesia do processo odontoide do áxis (71,4%) e os sinais clínicos variaram desde hiperestesia cervical até tetraparesia não ambulatória. O tratamento predominante foi o cirúrgico, que demonstrou ser eficaz com recuperação satisfatória em 90% dos casos e menor possibilidade de recidiva, quando comparado ao trata,mento clínico. O tempo de recuperação predominante foi de 30-60 dias após a cirurgia, não existindo relação deste com a duração dos sinais clínicos.

7 de mar. de 2010

CORTICÓIDES - USO E ABUSO

Os corticóides são frequentemente usados em neurologia e são essenciais no tratamento de algumas doenças, havendo controvérsias quanto ao seu uso em outras, como no trauma medular e encefálico. O médico veterinário deve estar ciente das funções doe corticóides e dos possíveis efeitos colaterais. Os links abaixos abordam vários aspectos do uso de corticóides. BOA LEITURA

http://www.caesegatos.com.br/imgs/revista/pdf/93690a444b192aaf0c85ecf0f58be70f.pdf

http://wvc.omnibooksonline.com/data/papers/2007_V206.pdf

http://www.ivis.org/proceedings/wsava/2007/pdf/lecouteur01.pdf

http://samedicine.acvsc.org.au/samedicine_assets/documents/2008%20proceedings/kenny%20steroids%202008.pdf

http://www.scielo.br/pdf/cr/v29n4/a17v29n4.pdf

23 de dez. de 2009

Stabilisation of atlantoaxial subluxation in the dog through ventral arthrodesis

EJCAP, V.19, 2009


Os autores descrevem os resultados após a realização da cirurgia em 10 animais com subluxação atlantoaxial.

PEROSOMUS ELUMBUS EM CÃO BEAGLE

Bruno Martins ARAÚJO, Bernardo KEMPER, Marcella Luiz de FIGUEIREDO, Ricardo CHIORATTO, Eduardo Alberto TUDURY

RESUMO - Perosomus elumbus é um defeito congênito de ocorrência rara e de etiologia desconhecida, cuja principal característica é agenesia de vértebras lombossacras e da medula espinhal. Ocorre como resultado do processo de ossificação desordenado, onde as vértebras permanecem em estado cartilaginoso, resultando em compressão e encurtamento da coluna vertebral. Este trabalho relata um caso em um cão Beagle, com três meses de idade, que apresentava encurvamento anormal e encurtamento da coluna vertebral lombar, além de deambulação incorreta dos membros posteriores. Suspeitando-se de malformação vertebral, foram realizados exames radiográficos simples e contrastado, que evidenciaram ausência de duas vértebras lombares e malformação das demais da região, com leve compressão medular, sendo o animal diagnosticado com Perosomus elumbus

28 de out. de 2009

Associação de agenesia sacrococcígea e atresia anal em gato sem raça definida

Mais más formações em gatos!

Associação de agenesia sacrococcígea e atresia anal em gato sem raça definida

Felipe Purcell de Araújo, Bruno Martins Araújo, Bernardo Kemper,
Eduardo Alberto Tudury

O presente trabalho teve como objetivo descrever
o caso de um felino, que desde o nascimento apresentou atresia
anal, ausência de cauda e malformação dos membros pélvicos.
Ao exame radiográfico, pôde-se observar presença de agenesia
da sétima vértebra lombar, sacro e vértebras coccígeas, espinha
bífida, meningocele, hiperflexão dos joelhos e desvio valgo
dos tarsos, diagnosticando-se agenesia sacrococcígea
associada à atresia anal.

25 de out. de 2009

Aplasia segmentar múltipla da medula espinhal em gato

Autores: Elisângela Olegário da Silva1; Felipe Purcell de Araújo;
Mônica Vicky Bahr Arias; Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense

Malformações congênitas da medula espinhal ocorrem em humanos e animais. Relata-se o caso de um gato sem raça definida de um mês de idade com histórico desde seu nascimento de malformação em membros posteriores. No exame neurológico constatou-se paraplegia, ausência de movimentação da cauda, analgesia e alteração do neurônio motor inferior. Radiografia simples da coluna vertebral lombosacra evidenciou aumento do canal vertebral em L3, L4, L5, L6 e distensão da vesícula urinária. Na necropsia e no exame histopatológico dessa região observou-se apenas resquícios do parênquima medular, raízes nervosas e leptomeninges, o que concluiu o diagnóstico de aplasia segmentar da medula espinhal.

Semina Ciências Agrárias, v.30, n.3, 2009

12 de out. de 2009

Doença vestibular unilateral

Unilateral vestibular disease
Aubrey A. Webb, Chantal McMillan, Dave Szentimrey


A 19-year-old castrated, male domestic long-haired cat was
referred to the Western Veterinary Specialist Centre with a
history of an acute onset of leaning and falling, a horizontal
nystagmus with the fast phase towards the right, and seizurelike
episodes that had been occurring for approximately 1 wk
duration....

clique no título para abrir o link


CVJ / VOL 50 / FEBRUARY 2009

6 de out. de 2009

Neuropatologia da cinomose canina: 70 casos (2005-2008)

RESUMO.- Silva M.C., Fighera R.A., Mazzanti A., Brum J.S., Pierezan F. & Barros C.S.L. 2009 [Neuropathology of canine distemper: 70 cases (2005-2008).] Neuropatologia da cinomose canina: 70 casos (2005-2008). Pesquisa Veterinária Brasileira 29(8):643-652. Departamento de Patologia, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900 Santa Maria, RS, Brazil. E-mail: mctogni@yahoo.com.br

Este estudo teve como objetivo realizar uma investigação anátomo-patológica detalhada das lesões e sua distribuição no sistema nervoso central (SNC) de cães com cinomose. Foram avaliadas secções padronizadas do encéfalo e da medula espinhal de 70 cães. Os casos foram agrupados de acordo com a idade dos cães e classificados conforme a evolução das lesões. Os resultados permitem concluir que: (1) encefalomielite induzida pelo vírus da cinomose canina é mais prevalente em filhotes e adultos; (2) lesões macroscópicas no SNC ocorrem com baixa freqüência; (3) o encéfalo é mais acometido do que a medula espinhal; (4) as cinco regiões anatômicas mais afetadas do encéfalo são, em ordem decrescente de freqüência, o cerebelo, o diencéfalo, o lobo frontal, a ponte e o mesencéfalo; (5) a região anatômica mais afetada da medula espinhal é o segmento cervical cranial (C1-C5); (6) lesões subagudas e crônicas são mais comuns do que lesões agudas; (7) desmielinização é a lesão mais prevalente e ocorre principalmente no cerebelo, na ponte e no diencéfalo, quase sempre acompanhada de astrogliose e inflamação não-supurativa; (8) na maior parte dos casos em que há astrogliose, observam-se astrócitos gemistocíticos, freqüentemente com formação de sincícios; (9) leptomeningite não-supurativa, malacia e necrose cortical laminar são lesões relativamente freqüentes no encéfalo, mas não na medula espinhal; (10) corpúsculos de inclusão no encéfalo são muito comuns, ocorrem principalmente em astrócitos e com freqüência menor em neurônios; no entanto, independentemente da célula afetada, são vistos predominantemente no núcleo; (11) uma classificação da encefalite na cinomose com base em síndromes clínicas relacionadas com a idade do cão é imprecisa.

28 de set. de 2009

Ultrasound-guided fine needle aspiration in the diagnosis of peripheral nerve sheath tumors in 4 dogs

Ronaldo C. da Costa, Joane M. Parent, Howard Dobson, Kristiina Ruotsalo, David Holmberg, M. Carolina Duque, and Roberto Poma

Abstract: Ultrasound-guided fine needle aspiration was used in establishing the diagnosis in 4 cases of malignant peripheral nerve sheath tumor. Sonographic and cytologic characteristics are discussed. Because of its availability and ease of use, axillary ultrasonography with fine needle aspiration can be an initial diagnostic step for suspected brachial plexus tumors.

http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2147701&blobtype=pdf

23 de set. de 2009

Recuperação funcional de cães com doença do disco intervertebral toracolombar

FESTUGATTO, Rafael et al . Recuperação funcional de cães com doença do disco intervertebral toracolombar submetidos ao tratamento cirúrgico. Cienc. Rural, Santa Maria, v. 38, n. 8, nov. 2008 .

RESUMO
O objetivo deste estudo foi avaliar a recuperação funcional de 33 cães com doença do disco intervertebral (DDIV) toracolombar submetidos ao tratamento cirúrgico, atendidos no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (HVU-UFSM), no período entre 2004 e 2006. Os dados dos animais incluíram raça, idade, sexo, estado neurológico antes da cirurgia, interpretação da radiografia simples e contrastada, duração das deficiências neurológicas até o procedimento cirúrgico, tempo de recuperação póscirúrgic o, função urinária e fecal e recidiva dos sinais clínicos. Quanto à duração dos sinais neurológicos antes da cirurgia, 27 (81,8%) permaneceram por um período inferior a 15 dias, 20 cães tiveram melhora dos sinais clínicos decorridos 30 dias do procedimento cirúrgico e seis, com mais de 30 dias, sendo que um desses demorou 60 dias para caminhar. Apenas um (3,8%) dos 26 cães que tiveram recuperação funcional satisfatória apresentou incontinência urinária e apenas um (3%) teve recidiva da DDIV. Pode-se concluir que o tratamento cirúrgico promove recuperação funcional satisfatória na maioria dos cães com DDIV toracolombar. O prognóstico para recuperação funcional após o tratamento cirúrgico é tanto melhor quanto menor for o grau de disfunção neurológica e o percentual de recidiva é baixo em animais submetidos a este tipo de terapia.

http://www.scielo.br/pdf/cr/v38n8/a22v38n8.pdf

11 de set. de 2009

MAIS SOBRE HIPOTIREOIDISMO

A case of primary hypothyroidism causing central nervous system
atherosclerosis in a dog

Abstract — A 2-year-old, castrated male, Australian shepherd was presented with a history of chronic mild ataxia, obesity, and lethargy. The dog was treated with levothyroxine, but the ataxia worsened. Cranial nerve abnormalities developed and the dog was euthanized. Postmortem examination revealed marked thyroid gland atrophy and widespread, severe central nervous system atherosclerosis.

http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=2465784&blobtype=pdf

20 de ago. de 2009

HIPOTIREOIDISMO E DOENÇAS NEUROLÓGICAS

Hipotireoidismo em cães pode estar relacionado a vários sinais neuromusculares, como polineuropatias, síndrome vestibular, miopatias e paralisia facial entre outras. É importante considerar esta doença na listagem de diagnósticos diferenciais em cães com alterações neurológicas, lembrando que inúmeros exames complementares são indicados antes de iniciar a reposição hormonal.

Links:
http://www.fecava.org/files/ejcap/684.pdf
http://vetneuromuscular.ucsd.edu/cases/2009/Jan09.html

6 de ago. de 2009

PERITONITE INFECCIOSA EM GATOS – RELATO DE CASO

Marcelo de Souza Zanutto, Departamento de Clínicas Veterinárias. Centro de Ciências Agrárias. Universidade Estadual de Londrina
Mitika Kuribayashi Hagiwara, Departamento de Clínica Médica. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, USP
Resumo:
A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma doença fatal em gatos, causada por uma reação de hipersensibilidade do tipo III e/ou IV induzida pelo vírus da PIF, um mutante do coronavírus entérico felino. A doença pode ter caráter sistêmico ou localizar-se em qualquer órgão, principalmente no sistema nervoso central, intestinos e olhos. Descreve-se um surto de PIF (forma não efusiva) em gatil com óbito de quatro animais, três irmãos com quadros neurológicos e outro de ninhada diferente com diarréia crônica. No quarto caso e nos demais contactantes utilizou-se interferon alfa recombinante humano (30U/gato VO) por 60 dias, avaliando-se a dinâmica dos títulos de anticorpos anti-coronavírus pela reação de Imunofluorescência Indireta. Após o óbito dos quatro gatos, nenhum outro animal adoeceu e seus títulos de anticorpos desceram a níveis que sugeriram a eliminação da infecção.

30 de jul. de 2009

Dicas essenciais para o controle da epilepsia em cães e gatos

Mônica Vicky Bahr Arias. Revista Clínica Veterinária, n.81, julho 2009
Resumo: A epilepsia é uma das alterações neurológicas mais frequentes na clínica de pequenos animais. As causas de convulsão no cão e no gato são variadas e o êxito do tratamento das desordens convulsivas se baseia no diagnóstico correto da síndrome neurológica quanto à sua origem idiopática, sintomática ou criptogênica. Aproximadamente 80% dos pacientes epilépticos tratados com anticonvulsivantes ficam livres das crises de forma permanente ou apresentam quadros de menor intensidade e frequência. As causas de falha terapêutica incluem doença progressiva, orientação inadequada do proprietário, seleção indevida de um anticonvulsivante, intolerância aos efeitos do medicamento e epilepsia resistente ao tratamento. Este artigo aborda a avaliação correta do paciente e os princípios da terapia farmacológica, com ênfase na monoterapia, para reduzir as interações e os efeitos colaterais.
Abstract: Epilepsy, one of the most common neurological disorders found in small animal practice, is characterized by the recurrence of seizures. The causes of convulsions in dogs and cats are varied and successful treatment of convulsive disorders depends on correct diagnosis. It is important to determine whether a seizure has occurred and to distinguish it from a syncopal episode, narcolepsy/cataplexy or episodic weakness. Epilepsy classification is based on its underlying etiology, including idiopathic epilepsy, symptomatic epilepsy, and probable symptomatic epilepsy. Seizures may be caused by extracranial and intracranial factors. Reactive epileptic seizures are not true epilepsy and result from an extracranial disease. Intracranial causes include neoplasia, infectious/inflammatory diseases, hydrocephalus, trauma, vascular disease, and primary epilepsy; extracranial causes include metabolic problems and toxicity. Seizure activity in young animals suggests congenital anomalies such as hepatic encephalopathy, infectious diseases, traumatic or metabolic disorders. Animals which are older than five years of age are more likely to have infectious diseases, neoplasia, degenerative diseases, trauma, metabolic disorders and acquired epilepsy. Idiopathic epilepsy may occur at any age, but it occurs most frequently in dogs or cats between six months and five years of age. Although idiopathic epilepsy in cats is an important cause of seizures, brain tumors and inflammatory diseases are more likely to cause seizures. A physical and complete neurological examination is very important in all animals with a seizure disorder. Animals with idiopathic epilepsy are expected to be neurologically normal during the inter-ictal period whereas animals with seizures from toxic, metabolic, congenital, neoplastic, and inflammatorydisorders may have neurological abnormalities between seizures. A description of an animal's seizures, their frequency and duration, and the animal's behavior between seizures may be helpful in determining the cause of a seizure disorder. Data on the environment, the nutritional status, immunizations, previous illnesses or injuries, age at onset of seizures, type and frequency of seizures provide important diagnostic information. A complete blood count, serum chemistry profile, including fasting blood glucose, calcium, BUN, albumin, total protein, cholesterol, triglycerides, urinalysis and radiographs of the thorax or abdomen should all be done for animals that have had one or more seizures. Cerebral spinal fluid analysis, electroencephalography, neuroradiography, and serum titres for infectious diseases may be helpful in determining etiology. The decision to start anti-epileptic drug therapy should be based on each individual case. Use of anti-epileptic drugs is indicated when a diagnosis of primary epilepsy is made, or when treatment of the underlying cause of the seizures in secondary epilepsy does not control seizures. General recommendations for initiating therapy include a single seizure occurring more than once every 4-6 weeks, cluster seizure activity or status epilepticus regardless of frequency. The primary goal of therapy is to balance adequate seizure control with acceptable drug adverse effects. Monotherapy is the initial goal of treating any seizuring dog or cat in order to reduce possible drug interactions and adverse effects. The most common drug used to treat seizures in veterinary medicine is phenobarbital, a relatively inexpensive, well-tolerated drug that can be administered two times per day to prevent seizures in dogs and cats. The appropriate starting dose of phenobarbital for dogs is 2.5 to 5mg/kg orally q12h. It is also the recommended first-line anticonvulsant drug in epileptic cats. Most cats can be treated with 1-2mg/kg/day. Monitoring of serum phenobarbital concentrations is important in the management of epileptic dogs treated with this drug, because seizure control in dogs and cats correlates best with serum phenobarbital concentration, not with the administered dose. The therapeutic range for serum phenobarbital concentration in dogs has been established at 15 to 45µg/mL, although concentrations above 35µg/mL are associated with an increased risk of hepatotoxicity. Dogs treated with phenobarbital should be monitored every 4-12 months with a physical examination, measurement of phenobarbital blood levels and a chemistry panel to check for signs of hepatotoxicity. Potassium bromide is used most commonly as a second anticonvulsant in dogs refractory to phenobarbital alone, or it can be used alone. As it is not metabolized in the liver, it is an ideal anticonvulsant for patients with liver disease. It is not recommended in cats due to the high prevalence of adverse respiratory problems. Diazepam, a very effective anticonvulsant; must be used primarily in emergency situations, due to its short duration of action and the fact that dogs develop tolerance to it. In refractory epileptic canine patients, other new antiepileptic drugs can be added to the standard treatment. However, pharmacokinetics and efficacy of many of these new drugs are not well known. The causes of treatment failure include the presence of progressive disease, inadequate guidance to the owner, inappropriate selection of an anticonvulsant, intolerance to effects of the drug and epilepsy resistant to treatment 4,16. This article discusses the correct assessment of the patient and the principles of pharmacological therapy, with emphasis on monotherapy to reduce interactions and side effects.
Resumen: La epilepsia es uno de los trastornos neurológicos más frecuentes en la clínica de pequeños animales. Las causas de las convulsiones en el perro y el gato son variadas y el éxito o el fracaso del tratamiento de los desórdenes convulsivos se basa en el correcto diagnóstico del síndrome epiléptico, en cuanto a su naturaleza idiopática, sintomática o criptogenética. Aproximadamente 80% de los pacientes epilépticos tratados con anticonvulsivantes quedan libres de crisis en forma permanente o presentan crisis en menor intensidad o frecuencia. Las causas de fallas terapéuticas incluyen la presencia de desórdenes subyacentes, deficiente educación al cliente, inapropiada selección del medicamento, intolerancia a los efectos del medicamento y a ataques que no responden al medicamento. En este artículo se revisan la evaluación adecuada del paciente, los principios de la farmacología antiepiléptica, con énfasis en la monoterapia para reducir las posibles interacciones farmacológicas y los efectos secundarios.
Leitura adicional

25 de jul. de 2009

FISIOTERAPIA EM ANIMAIS DE COMPANHIA

A fisioterapia é parte importante do tratamento de pacientes com doenças neurológicas. O trabalho abaixo revisa aspectos importantes dest amodalidade terapêutica:

Reabilitação em pacientes com doenças muscoloesquléticas e espinhais

http://www.fecava.org/files/ejcap/421.pdf

23 de jul. de 2009

Paraplegia aguda com perda da percepção de dor profunda em cães: revisão de literatura

Autores: Bruno Martins Araújo, Mônica Vicky Bahr Arias, Eduardo Alberto Tudury
Revista Clínica Veterinária, n.81, 2009
Resumo: A paraplegia aguda com perda da percepção de dor profunda indica lesão medular grave, capaz de lesionar fibras bastante resistentes à lesão e localizadas profundamente na medula espinhal. Várias enfermidades são consideradas no diagnóstico diferencial de cães com essa alteração, em que na maioria dos casos, a lesão ocorre por extrusão de disco intervertebral, fraturas/luxações vertebrais e embolismo fibrocartilaginoso. O diagnóstico baseia-se na resenha clínica, na anamnese, na evolução aguda dos sinais clínicos e nos resultados do exame neurológico e de exames complementares, como imagens da coluna vertebral e da medula espinhal. O tratamento deve ser direcionado na prevenção da destruição neuronal bioquímica, na descompressão da medula espinhal e/ou na estabilização da coluna vertebral. O prognóstico varia de reservado a desfavorável, dependendo da etiologia da lesão e das opções de tratamento disponíveis.
Abstract: Acute paraplegia with loss of deep pain perception (DPP) indicates severe spinal injury, capable of damaging resistant fibers that are deeply situated in the spinal cord. Several conditions are considered for the differential diagnosis of dogs with this alteration. In most cases, the lesion occurs by intervertebral disk extrusion, vertebral fractures/luxations and fibrocartilaginous embolism. The initial mechanisms of acute spinal lesion correspond to the primary injury. They occur at the moment of injury, with the partial or complete rupture of nervous tissue and the loss of medullary tissue, which are considered untreatable lesions. Afterwards, a series of vascular and metabolic alterations take place, which constitute the events referred to as secondary lesions. The diagnosis is based on patient signalment, history, on the acute evolution of clinical signs and on the results of the neurological exam and complementary exams, such as imaging of the vertebral column and the spinal cord. The treatment must be directed towards preventing biochemical neuronal destruction, with the use of neuroprotectors (substances which prevent or limit the mechanisms of secondary injury to the spinal cord). Corticosteroids have been the most frequently employed drugs in trauma and decompression of the spinal cord, both in animals and human beings. They are frequently associated with gastrointestinal complications like hemorrhage, pancreatitis, ulcers and/or gastric perforations. The medical management of the intervertebral disk disease (IVDD) with loss of DPP still consists, for some authors, in the administration of methylprednisolone sodium succinate (MPSS) during the eight hours following trauma, and in the referral for emergency decompression. Surgical treatment of these animals must be readily arranged, as it is considered a neurological emergency, and must entail: decompression of the spinal cord (hemilaminectomy or laminectomy), removal of the disk material extruded into the vertebral canal, decrease of medullary edema and ischemia, macroscopic evaluation and intraoperatory irrigation of the spinal cord. Animals that present with spinal trauma and suspected vertebral instability must be placed in a firm surface to avoid movement and additional injury to the spinal cord, while proper treatment is initiated. Hypotension must be controlled through the use of fluids, and followed by treatment with MPSS as soon as possible, within the first eight hours after trauma. Surgery is indicated for cases presenting with vertebral instability, in which animals must be evaluated through mielography or magnetic ressonance to detect evidence of spinal cord transection or extensive necrosis. If none of these alterations are present, the surgeon may perform a hemilaminectomy, to decompress (in cases where there is extradural compression) and identify a possible progressive hemorrhagic myelomalacia (PHM). If the spinal cord is intact, surgical fixation takes place. There is no specific treatment for FCE, nor is there evidence that any treatment possesses more value than the general nursing care for patients that remain recumbent. The prognosis varies from guarded to unfavorable, depending on the etiology of the lesion and on the available treatment options. In IVDD, the main factor to be considered is the presence or absence of DPP. Among dogs without DPP, the main parameters to be evaluated are speed of occurrence and duration of analgesia, and the recovery time frame to pain perception. Animals which have lost deep pain perception after suffering exogenous vertebral trauma usually present an unfavorable prognosis for recovery, because in this type of injury, the lack of nociception is frequently associated with the transection of the spinal cord or to the rapid onset of PHM. For dogs suffering medullary infarction due to FCE, prognosis in terms of recovery of function is very unpredictable, reflecting the varying severity of the characteristic lesion of this disease. It is important to point out that some animals manage to regain the ability to walk without recovering DPP. In these animals, the occurrence of involuntary motor activity may indicate the development of spinal cord reflex walk, which originates from the mechanism of neural plasticity and the formation of local circuits 53. Paraplegic animals need intensive nursing care during their recovery period or during their entire life (in cases where there isirreparable spinal cord injury). Attention must be given to the emptying of the bladder and intestines, by means of abdominal massage or urinary catheter, and the use of an appropriate diet; to the prevention of skin sores and decubitus ulcers, by constantly cleaning the skin of urine and feces and changing position every four hours; to the treatment of trauma related wounds (usually in case of car accidents) and to the use of passive and active physical therapy, to avoid muscle atrophy and contracture and loss of articular and neuromuscular function.
Resumen: La paraplejia aguda con pérdida de la percepción del dolor profundo indica lesión medular severa, capaz de lesionar fibras muy resistentes a lesiones y situadas profundamente en la médula espinal. Varias enfermedades deben ser consideradas en el diagnóstico diferencial de esta alteración, que en la mayoría de los casos, tienen lesiones por extrusión del disco intervertebral, fracturas / dislocaciones vertebrales o embolismo fibrocartilaginoso. El diagnóstico se basa en la reseña, la anamnesis, los signos clínicos agudos, los resultados del examen neurológico y pruebas adicionales como la obtención de imágenes de la columna vertebral y médula espinal. El tratamiento debe ser dirigido a la prevención de la destrucción neuronal bioquímica, la descompresión de la médula espinal y/o en la estabilización de la columna vertebral. El pronóstico varía de reservado a desfavorable, dependiendo de la etiología de las lesiones y las opciones de los tratamientos disponibles.
Links relacionados:

21 de jul. de 2009

Cirurgia da coluna - disco intervertebral

O autor Pierre Méheust apresenta uma revisão sobre técnicas cirúrgicas e indicações:

http://files.meetup.com/545346/Article%20on%20invertebral%20disk%20surgery%20from%20Veterinary%20Focus.pdf

Modificação da técnica de abordagem ventral à articulação atlantoxial sem a secção do músculo esternotireóideo.

Cienc. Rural [online]. 2009, vol.39, n.4, pp. 1227-1230.

O objetivo deste trabalho foi apresentar uma variação na técnica de acesso ventral à articulação atlantoaxial para tratamento da instabilidade atlantoaxial sem a secção do músculo esternotireóideo. Foram utilizados 15 cães, pesando entre oito e 12kg, sem raça definida, independente do sexo, distribuídos aleatoriamente em três grupos iguais de acordo com o período pós-operatório (PO) denominados de I (30dias), II (60 dias) e III (90 dias) para avaliações clínicas diárias. A articulação atlantoaxial foi submetida à artrodese por meio do acesso ventral utilizando pinos de Steinmann associados à resina acrílica autopolimerizável. O acesso e a exposição da articulação atlantoaxial sem a secção do músculo esternotireóideo foram realizados sem complicações ou limitações adicionais. Nenhum cão desta pesquisa apresentou tosse, dispnéia, regurgitação, paralisia laríngea ou Síndrome de Horner. Pode-se concluir que a secção do músculo esternotireóideo é um procedimento desnecessário e que não interfere na exposição da articulação atlantoaxial e na realização da artrodese em cães por meio do acesso ventral.
Palavras-chave : artrodese atlantoaxial; neurologia; cão.

27 de jun. de 2009

MIELOPATIA DEGENERATIVA EM CÃES

A mielopatia degenerativa é uma doença de etiologia desconhecida, que afeta principalmente cães com mais de 8 anos, de raças grandes, principalmente PA e Boxer, embora tenha sido descrita em Poodles e gatos. É uma doença de início gradativo, lentamente progressiva, que iniclamente leva a ataxia, progredindo para paraplegia e nos casos mantidos pelos proprietários por mais tempo, ocorre tetraplegia. É importante o diferencial com Doença de disco intervertebral (DDIV), Síndrome da Cauda equina e displasia coxo femural. Alguns animais podem ter várias dessas doenças simultaneamente, o que leva a complicações, tais como um animal ser operado devido a suspeita de DDIV ou displasia e não apresentar melhora do quadro.

Esta doença não tem tratamento eficaz conhecido ainda, embora alguns medicamentos e fisioterapia possam retardar o curso da doença. Recentemente foi visto por mapeamento genético que há um forte componente genético para a doença e que a mesma pode ser comparada à esclerose amiotrófica lateral em humanos

Links relacionados:


http://www.pnas.org/content/106/8/2794.full.pdf+html
http://www.vetsci.org/2005/pdf/341.pdf
http://www.editoraguara.com.br/cv/ano3/cv16/cv16.htm#patologia
http://www.ivis.org/advances/Vite/braund19/chapter_frm.asp?LA=1#Degenerative%20Myelopathy

20 de abr. de 2009

CINOMOSE CANINA/ DISTEMPER IN DOGS

Canine distemper virus (CDV) is a morbilivirus and it´s a devastating highly contagious pathogen. CDV causes a multisystemic disease in dogs, often with severe neurological signs. Dogs have an encephalomyelitis that appears with, after or in the absence of the systemic phase of the disease. A variety of clinical parameters and different types of assays are used for antemorten diagnosis of distemper. However, due to variable course od disease, the final diagnosis in some cases remain uncertain. The prognosis of nervous distemper is generally poor, and no effective treatment exists, although some dogs can recover from this disease. So, veterinarians must enphasize adequate prophylatic methods and vaccination to prevent dissemination of this disease.
LEITURAS RECOMENDADAS:
Neuropatologia da cinomose
http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol15_n3/VZ15_3(2008)_416-427.pdf

Virus isolation and molecular characterization of canine distemper virus by RT–PCR from a mature dog with multifocal encephalomyelitis

http://www.scielo.br/pdf/bjm/v38n2/v38n2a31.pdf

Antemortem Diagnosis of CDV Infection by RT-PCR in Distemper Dogs with Neurological Deficits without the Typical Clinical Presentation http://www.springerlink.com/content/qtmq63x822w42132/fulltext.pdf?page=1

Toxoplasma gondii GENOTYPING IN A DOG CO-INFECTED WITH DISTEMPER VIRUS AND
EHRLICHIOSIS RICKETTSIA
http://www.scielo.br/pdf/rimtsp/v48n6/a12v48n6.pdf

Apoptose na cinomose

http://www.biosciencejournal.ufu.br/include/getdoc.php?id=602&article=192&mode=pdf

Aspectos clinicopatológicos de ....

http://www.scielo.br/pdf/pvb/v27n5/a06v27n5.pdf

Detecção do gene da nucleoproteína do vírus da cinomose canina por RT-PCR em urina de cães com sinais clínicos de cinomose

http://www.scielo.br/pdf/abmvz/v56n4/21985.pdf

Infecção simultânea por virus da cinomose e da parvovirose
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/331/33133623.pdf

The nervous form of canine distemper. http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol13_n2/VZ13_2(2006)_125-136.pdf

Achados patológicos e imuno-histoquímicos em cães infectados naturalmente pelo vírus da cinomose canina
http://www.scielo.br/pdf/pvb/v29n2/a10v29n2.pdf

Observações clínicas e laboratoriais em cães com cinomose nervosa
http://www.scielo.br/pdf/cr/v27n2/a10v27n2.pdf

Sorologia e histopatologia de Toxoplasma gondii e Neospora caninum em cães portadores de distúrbios neurológicos
http://www2.uel.br/proppg/semina/pdf/Semina_23_1_19_2.pdf

Vírus da cinomose canina e provável associação com a doença de Paget em humanos
http://www.fmvz.unesp.br/revista/volumes/vol15_n1/VZ15_1(2008)_18-26.pdf

Campanha da Associação Americana de Veterinários frisando a importância da vacinação
http://www.celebratedouglascounty.com/view/global/viewdownload/&docid=2790&file=/Distemper%20Brochure.pdf

Campanha da Merial
http://www.wspabrasil.org/Images/folheto_cinomose_vet_tcm28-6535.pdf

15 de abr. de 2009

RESPOSTA DO QUAL O SEU DIAGNÓSTICO DO DIA 08/04

A) Inicialmente é importante salientar que se trata de um cão de raça grande com sinais sistêmicos associados aos sinais neurológicos e dor. Assim, lembrar da listagem de diagnósticos diferenciais (VITAMINA D) e das doenças que podem causar um quadro compatível:

VASCULAR: não causam quadro sistêmico nem dor
INFECCIOSO/INFLAMATÓRIO – As doenças infecciosas que afetam a medula espinhal, coluna vertebral e/ou as meninges podem estar associadas a sinais sistêmicos como febre, apatia, hiporexia.
A doença infecciosa mais provável considerando a raça, idade, cronicidade, piora após corticóides, dor e febre é a discoespondilite, infecção do disco intervertebral e corpos vertebrais adjacentes.

TRAUMA - não causam quadro sistêmico, crônico e progressivo
ANOMALIA/CONGÊNITO – não causam quadro sistêmico
METABÓLICO - NÃO CAUSAM DOR EM COLUNA
NEOPLÁSICO - neoplasias da meninges ou medula espinhal - podem afetar cães e gatos de todas as idades, podem ter sinais sistêmicos e dor
DEGENERATIVO – não causam quadro sistêmico

O hemograma é compatível com quadro infeccioso/inflamatório
Na radiografia simples observa-se lise em corpo vertebral e diminuição do tamanho do corpo da vértebra, compatível com a suspeita.





O tratamento é a antibioticoterapia com o uso de AB com boa penetração em tecido ósseo, como cefalosporinas principalmente. Se houver suspeita de Brucelose indica-se tetraciclinas + aminoglicosídeos.
Como a discoespondilite é mais comumente secundária a infecção em outro foco, deve-se procurar e tratar a causa. No paciente em questão havia infecção urinária associada.

b) os corticóides potencializam as infecções bacterianas, principalmente os de longa ação como o que foi utilizado. Não recomenda-se a associação de corticóides e antiinflamatórios não esteróides devido ao risco maior de ulceração gástrica.
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