27 de jun. de 2007
DOENÇAS DA MENINGE E MEDULA ESPINHAL - aula cirúrgica
• Meningite :inflamação da meninge. Pode ter causa infecciosa ou inflamatória. Ocorre dor, sem sinais neurológicos. Há desconforto e rigidez da musculatura paraespinhal, diminuição da mobilidade vertebral, febre, andar rígido
•mielite: inflamação da medula, usualmente sem dor
•meningomielite: inflamação da meninge e medula
•meningoencefalomielite: acometimento das meninges, encéfalo e medula espinhal
MENINGITE/VASCULITE
• Acomete Beagle, Bernesiano, Pointer Alemão
•Necrose fibrinóide dos vasos e periarterite em meninges, infiltrado perivascular e meníngeo por mononucleares s neutrófilos
•Afeta principalmente animais com menos de 12 meses
•Apresentam febre rigidez cervical, anorexia
–Em casos mais raros e graves pode haver paresia a tetraplegia
•Hemograma: neutrofilia
•Líquor: pleocitose e aumento de proteínas
•Auto imune?
•Tratamento realizado com Corticóides
•Podem ocorrer recidivas
MENINGITE RESPONSIVA A ESTERÓIDES
•Meningite supurativa de origem desconhecida
•Afeta principalmente raças grandes, com menos de 2 anos
•Febre e dor cervical
•Hemograma: neutrofilia
•Líquor: pleocitose neutrofílica e aumento de proteínas
•Não apresentam doença sistêmica como hipotensão ou choque.
•Não responde a antibioticoterapia
•Tratamento com corticóides
–Prednisona, 2 a 4 mg/kg/dia, 1 a 2 semanas, redução gradativa
MIELOPATIA DEGENERATIVA
• Degeneração progressiva e lenta dos axônios e mielina da medula espinhal
• Causa desconhecida - várias etiologias já foram propostas
• Pastor alemão mais predisposto
– Outras raças e gatos também podem ser acometidas
• 4 a 14 anos – média 9 anos
• Lentamente progressivo
• Ataxia, paresia, sem dor
• Observa-se Síndrome toracolombar simétrica bilateral
• Radiografia, TC, mielo e RM – NDN
• Líquor- aumento proteínas
• Não há tratamento e o prognóstico é reservado
INFARTO FIBROCARTILAGINOS0
• Necrose isquêmica aguda da medula espinhal
• Êmbolo fibrocartilaginoso – disco?
• Raças grandes – 3 a 5 anos, machos
• Início agudo, após exercício, pode haver dor no início
• Qualquer segmento medular pode ser afetado
• Ataxia , para, tetra – paresia/plegia, mais comum haver lesão assimétrica
• Radiografia – NDN
• Mielografia
– Edema no início
• Líquor variável
• Tratamento
– SSMP (solumedrol) – até 8 horas após a lesão - controvérsias
– Fisioterapia
– manejo
25 de jun. de 2007
SÍNDROME DE WOBBLER
fatores mecânicos e genéticos levando à estenose do canal vertebral, instabilidade vertebral, protrusão de disco tipo II, hipertrofia do ligamento amarelo, hipertrofia do ligamento longitudinal dorsal, hipertrofia do anel fibroso dorsal, proliferação da cápsula articular e produção de osteofitos Os sinais clínicos refletem a lesão medular e/ou radicular: Pode haver andar cambaleante, mais acentuado nos membros pélvicos, ataxia progressiva, paresia. Em casos graves ocorre
tetraparesia. A dor cervical nem sempre está presente. Há ainda atrofia nos membros torácicos nos casos crônicos. Os sinais decorrem da lesão da coluna cervical caudal e conseqüente lesão da medula e/ou raízes, sendo que no Dogue as vértebras C4-C6 são as mais afetadas, enquanto que no Doberman a doença afeta mais comumente as vértebras C5-C7 Embora as alterações clínicas e a raça sejam sugestivas da doença, é importante realizar exame clínico e neurológico completo. Outras doenças devem ser consideradas, incluindo as neurológicas e não neurológicas.
Neurológico: Disco, Neoplasia, Neoplasia plexo braquial, Neurite do plexo braquial, Polimiosite, Discoespondilite, Meningite, Fratura/luxação, Embolismo fibrocartilaginoso
Não neurológico: Displasia coxo femoral, Ruptura de ligamento cruzado, Fraqueza generalizada, Hiperparatireoidismo nutricional, Poliartrite
•Radiografia simples (sob anestesia): Podem ser normais dependendo do tipo de lesão
•Mielografia (é essencial). Sempre coletar líquor para exame (antes da mielo), caso a mielografia
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seja normal , o material já terá sido coletado e não sofrerá interferência do contraste administrado. A mielografia é útil para definir o local e número de vértebras afetadas, a localização da lesão dentro do canal, o grau de compressão e a ocorrência de compressão dinâmica. Realizar a mielografia em 4 posições (lateral neutra, lateral flexionada, lateral estendida e ventro dorsal). Isto é importante para diferenciar entre lesões estáticas das dinâmicasO tratamento médico da ECC, basicamente através do uso de antiinflamatórios e repouso, promove melhora temporária, pois a ECC é uma doença crônica progressiva. Se houver piora do quadro, dor ou tetraparesia, o tratamento cirúrgico poderia ser considerado.
Tratamento cirúrgico: A maioria das técnicas existentes descomprimem a medula e estabilizam as vértebras cervicais com uma taxa de sucesso em torno de 70 a 80 % .
Para promover a descompressão medular nas lesões estáticas, podem ser utilizadas técnicas de descompressão ventral através de slot e fenestração e descompressão dorsal através de laminectomia, escolhidas de acordo com o resultado da mielografia. As técnicas de distração, estabilização e fusão das vértebras cervicais alinham os corpos vertebrais até que ocorra a fusão, sendo esta promovida pela remoção do disco e aplicação de enxerto ósseo.
SÍNDROME DA CAUDA EQÜINA

• Doença neurológica ocasionada pela estenose congênita ou adquirida do canal vertebral lombo-sacro, levando a estreitamento do canal medular, canal das raízes espinhais e forames intervertebrais• Conseqüentemente há compressão, destruição ou deslocamento do cone medular, raízes espinhais L7, sacrais e caudais havendo alterações sensoriais, motoras e viscerais. Os animais podem apresentar dor à palpação e extensão da articulação lombosacra, paraparesia, atrofia da musculatura dos membros pélvicos, paresia da cauda, incontinência urinária e fecal, automutilação da cauda, períneo, genitália e membros.
CAUSAS da estenose lombo-sacra
• CONGÊNITAS
– Espondilolistese, má-formação vertebral, espinha bífida, estenose congênita,raças pequenas e médias
• ADQUIRIDAS
– Infecção, neoplasia, fratura/luxação, doença do disco, degenerativo
Fisiopatologia - degeneração
Causa desconhecida, movimento anormal na articulação, microtrauma acumulativo, substituição do tecido, osteofitos, degeneração do disco, alteração no forame, estenose, compressão
• Conseqüências
– Hérnia dos discos intervertebrais, má-alinhamento lombo-sacro
– hipertrofia do anel e ligamento dorsal
– hipertrofia do ligamento amarelo, artrose das articulações vertebrais verdadeiras
– exame ortopédico e neurológico
– exame radiográfico:
• radiografias simples
• radiografias dinâmicas
– mielografia dinâmica
– epidurografia dinâmica
– discografia
– (MRI, TC) se diponíveis
subluxação sacral, deformação do corpo de L7, fraturas/luxação, sacralização de L7, osteólise devido a discoespondilite ou neoplasia• Mielopatia degenerativa do PA
• displasia coxofemoral
• necrose asséptica da cabeça do fêmur
• ruptura do ligamento cruzado
• dor abdominal:
– prostatite, pielonefrite
– conservador
• dor: repouso, anti-inflamatórios, antibióticos se houver discoespondilite
• indicado quando há progressão dos sinais apesar do repouso, ou em caso de recidiva após tratamento médico, ou em caso de alterações neurológicas significativas
– CIRÚRGICO:Nos casos em que haja somente dor há 81% alívio, em até 6 semanas. Nos casos com alterações neurológicas mais graves a recuperação pode levar entre 8 e 30 semanas
22 de jun. de 2007
Subluxação Atlanto-Axial - aula de cirúrgica

•Congênito: A instabilidade atlanto-axial congênita, também conhecida como subluxação atlanto-axial congênita tem sido associada à agenesia, à malformação do processo odontóide, hipoplasia e má formação e rompimento dos ligamentos alares, apicais e transversos
•Trauma: pode ocorrer em qualquer idade e raça, após traumas graves
A articulação atlanto-axial normalmente é mantida pelo processo odontóide, que desempenha importante papel na estabilidade desta articulação, por estruturas ligamentares que se fixam no atlas e crânio e pela cápsula articular. O ligamento transverso do atlas fixa o processo odontóide ao corpo da primeira vértebra cervical. O processo odontóide está ligado à porção ventral do forâmen magno pelo ligamento apical e aos côndilos do occipital através dos ligamentos alares. O ligamento atlanto-axial dorsal une a região dorsal do arco do atlas e a porção crânio-dorsal do processo espinhoso do áxis
lateral da coluna cervical. O corpo do áxis apresenta-se deslocado dorsal e cranialmente em direção ao canal vertebral, havendo um aumento na distância entre o arco dorsal do atlas e o processo espinhoso do áxis. Deve-se tomar muito cuidado durante a manipulação da região cervical em pacientes com esta afecção, pois a flexão excessiva pode resultar em maior compressão medular, paralisia respiratória e óbito. Em projeções laterais oblíquas, o processo odontóide pode ser melhor visualizado. A ausência ou a hipoplasia do processo odontóide são bem evidenciadas em projeção ventro-dorsal ou dorso-ventral. –Repouso e confinamento por 3 a 4 semanas
–Anti inflamatórios e analgésicos
–Imobilização cervical - Imobilização externa - 1 a 2 meses: A principal função da imobilização com um colar é limitar a movimentação da coluna cervical, permitindo a formação de tecido fibroso para estabilizar a articulação atlanto-axial.–Pode ocorrer recidiva
CIRÚRGICO: O tratamento cirúrgico está indicado quando há disfunção neurológica moderada a severa ou quando a terapia conservadora não apresenta resposta. A cirurgia tem como objetivos a redução da luxação, descompressão medular e estabilização
–Acesso e técnicas
•Ventral- Fusão com parafusos ou pinos
•Dorsal- Fixação com fio de aço -técnica mais sujeita a complicações devido à lesão medular
13 de jun. de 2007
Doença do disco intervertebral - aula de cirúrgica
•Protrusão de disco engloba a hérnia de disco e a extrusão
•hérnia de disco: é o abaulamento sem ruptura, mais comum em raças não condrodistróficas, ocorre devido a degeneração fibrosa do disco intervertebral que sofre metaplasia fibróide - núcleo é invadido por fibrocartilagem, início tardio, acomete principalmente raças grandes
•extrusão de disco: ruptura do anel fibroso e saída de material do núcleo pulposo. Ocorre metaplasia condróide do disco intervertebral, é mais comum nas raças condrodistróficas, como o Dachshund, beagle, pequinês, Lhasa, Shih tzu, poodle, cocker, mas pode ocorrer em raças grandes. O disco sofre desidratação e o núcleo pulposo é invadido por cartilagem hialina e posterior calcificação. 60-70% dos discos estão calcificados em cães com mais de 2 anos, mas a calcificação do disco in situ não significa que a medula esteja comprimida, portanto atenção nos diagnósticos.
FISIOPATOLOGIA
•EFEITOS
–Os sinais dependem da força e velocidade com que o material se dirige ao canal medular e também quantidade e volume
–Pode ocorrer desde compressão e concussão até inflamação, hemorragia, edema
–Há uma série de eventos bioquímicos com liberação de prostaglandinas e tromboxana, causando isquemia. Ocorrem também alterações de membrana e aumento do cálcio intracelular e liberação de radicais livres
•GRAU DE LESÃO MEDULAR
Pode ser leve a fatal, pois pode ocorrer desde desmielinização leve a necrose irreversível da substância branca e cinzenta
A doença do disco afeta principalmente as regiões cervical e toracolombar, entretanto a sintomatologia e tratamento tem algumas diferenças de acordo com a região afetada, portanto serão abordadas separadamente
DOENÇA DO DISCO INTERVERTEBRAL TORACOLOMBAR
-85% dos casos de DDIV, 75% entre 3 e 6 anos, dor, ataxia, paraparesia súbita, paraplegia, retenção ou incontinência urinária
EXAME NEUROLÓGICO
Sistemático e completo - localizar a lesão
Diferenciar NMS de NMI
Avaliar função da bexiga
Avaliar sensibilidade
Lembrando que existem outras causas de SÍNDROME TORACOLOMBAR
- AGUDO: Trauma, Infarto/ embolismo fibrocartilaginoso, Meningite, neoplasias, Cinomose, MEG, Discoespondilite, Toxoplasmose/neosporose, Hemorragia
- CRÔNICO: Mielopatia degenerativa do pastor alemão, Hemivértebra, Espinha bífida,. Neoplasias
–1. dor
–2. ataxia, diminuição da propriocepção
–3. paraplegia
–4. paraplegia com retenção ou incontinência urinária
–5. idem 4 e perda da sensibilidade profunda
DIAGNÓSTICO
–exame de líquor: pode haver aumento de proteinas e leucócitos
–mielografia: é indicada quando não se visualiza material na radiografia simples, quando a lesão incompatível com exame, quando há possibilidade de realização de cirurgia descompressiva. Técnica que determina local correto em 85-97% dos pacientes
ESCOLHA DO TRATAMENTO
–tratamento médico x cirúrgico: Ainda há controvérsias quanto à melhor forma de tratamento, mas vários autores concordam que a cirurgia descompressiva é benéfica e promove recuperação mais rápida em 60 a 95% dos casos
•grau 1 e 2
–tratamento médico
–recidiva de dor ou ataxia - tratamento cirúrgico
•grau 3,4,5
–tratamento cirúrgico
–emergência
•perda da sensibilidade profunda
–taxa de recuperação = 25-76%
–após 48 horas = 5%
•Proprietário
–expectativa
–custos
TRATAMENTO CONSERVADOR
•Médico: grau 1 e 2 - CONFINAMENTO
–Repouso absoluto por 3 semanas: diminui inflamação, reabsorção do material e fibrose do anel rompido
–defecação, alimentação, micção
–Limpeza, local acolchoado, Fisioterapia
–Após as 3 semanas iniciais, retorno gradativo as atividades
–Anti-inflamatórios - cuidado!!!!!
–custo e local
- recuperação é lenta ou pode ser incompleta
–pode haver piora súbita
–33% de recidiva
NUNCA ASSOCIAR CORTICÓIDES COM ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTERÓIDES!!!
TRATAMENTO CIRÚRGICO
Os objetivos do tratamento cirúrgico na DDIV são: a descompressão da medula espinhal, a remoção do material do interior do canal medular, a redução do edema, o alívio da dor e a prevenção de futuras extrusões. As técnicas descompressivas aplicadas na região toracolombar como a hemilaminectomia, mini-hemilaminectomia e laminectomia, e na região cervical como a hemilaminectomia e o “slot” ou fenda ventral, são usadas para remover o material do disco do interior do canal vertebral, principalmente em cães com alterações neurológicas severas, dor e presença de compressão diagnosticada na mielografia
PÓS OPERATÓRIO
•Determinante crítico do sucesso da cirurgia
•Analgesia por 48-72 horas
•Anti-inflamatórios não esteróides ou relaxantes musculares
•Esvaziamento vesical, manual ou cateterismo intermitente, até aparecer micção voluntária
•micção
–uso de fármacos que permitam a redução do tônus uretral e aumento da contratilidade do detrusor
–evitar cistite
•Decúbito, local acolchoado, limpeza
•Fisioterapia, massagem, exercícios
•suporte para locomoção
•Exames periódicos
PROGNÓSTICO
–Grau 1,2 e 3
• bom
–Grau 4: tratamento cirúrgico
• bom
–Grau 5, tratamento cirúrgico até 48 horas
• 50 % chance
•Exame neurológico preciso
•Cirurgia o mais rápido possível
•FENESTRAÇÃO?
–alivia a dor (discogênica)?
–não remove material do canal medular e não alivia compressão medular
–pode empurrar mais material para dentro do canal
DOENÇA DO DISCO INTERVERTEBRAL CERVICAL
–15 % dos problemas de disco em cães
–4 a 9 anos, agudo ou crônico
SINAIS CLÍNICOS
•pescoço rígido, cifose, espasmos musculares, anorexia, paresia, hemi, tetraparesia
•O aparecimento dos sinais pode ser agudo ou crônico, com ou sem progressão. Ocorre ainda relutância em se mover e rigidez ou flexão do pescoço, inclusive dificultando a alimentação, dependendo da altura do pote. Pode ocorrer ainda agressividade e alteração de comportamento, devido à dor e gritos
–sinal de raiz em membro torácico ( confunde com problema ortopédico) – o sinal de raiz é mais freqüente no envolvimento dos discos cervicais caudais
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: É importante lembra que a DOR CERVICAL pode ter várias origens, além da doença do disco:
•NÃO NEUROLÓGICA: Abscessos, miosite, corpo estranho, neoplasias em glândulas salivares, músculo...
•NEUROLÓGICA: INFECCIOSO/INFLAMATÓRIO (discoespondilite, ehrlichiose cinomose, toxoplasmose, neosporose, fungo, PIF MEG, meningites); •MÁ FORMAÇÃO (instabilidade atlanto axial, má formação atlanto-occipital); NEOPLASIA (vertebral, medular, raízes e meninges); TRAUMÁTICO (luxação e fratura)
As doenças vasculares como hemorragia medular e infarto fibrocartilaginoso podem causar tetraparesia ou hemiparesia e normalmente não há dor no pescoço. Muitas vezes os sinais são assimétricos, ou seja, um lado está mais afetado do que o outro.
–radiografias simples, sempre sob anestesia geral
•pode-se bservar diminuição do espaço, material no forame, colapso das facetas articulares, material calcificado no canal
–líquor
–mielografia
TRATAMENTO
•Depende do estágio da doença
–Se for episódio único e o animal apresenta somente dor realizar somente tratamento médico
–vários episódios de dor , animal já foi tratado com medicamentos e houve recidiva realizar descompressão cirúrgica
–dor e alterações neurológicas como ataxia moderada ou tetraparesia indica-se descompressão cirúrgica
TRATAMENTO MÉDICO
•dor e ataxia
–repouso por 3 a 4 semanas
–retorno gradativo a atividade
–anti inflamatórios
–nunca associar anti inflamatórios não esteróides com corticóides
•Indicações:
– O tratamento cirúrgico é indicado quando houve falha do tratamento médico ou as alterações neurológicas são graves ou progressivas , ou quando há dor intratável
•objetivos: descomprimir medula ou raiz: promove alívio da dor e restaura função normal.
•técnicas
–descompressão ventral (slot)
–laminectomia ou hemilaminectomia
•SLOT VENTRAL
–alterações neurológicas, evidências de compressão medular na mielografia, permite entrar no canal
–promove descompressão e retirada do material
–Micção, defecação
–Controle de infecções secundárias, Fisioterapia, Local acolchoado, Mudar decúbito, Manter limpo e seco
5 de jun. de 2007
EXAMES COMPLEMENTARES EM NEUROLOGIA
É a injeção de contraste iodado não iônico no espaço subaracnóide através da cisterna cerebelomedular e vértebras lombares, para delinear a medula espinhal,
Técnica invasiva que não é inócua e o clínico deve minimizar os riscos com a experiência e atenção com detalhes .
INDICAÇÕES:
- exame neurológico indica lesão medular mas não há alteração na radiografia simples
- exame neurológico não condiz com achado radiográfico
- há mais de uma lesão nas radiografias simples
- estudo dinâmico
- indicação precisa das compressões (tipo de procedimento)
- Mas a principal pergunta que deve ser respondida é:
O DIAGNÓSTICO VAI ALTERAR O TRATAMENTO OFERECIDO AO PACIENTE?
SEMPRE REALIZAR EXAME NEUROLÓGICO MINUCIOSO, para uma correta localização da lesão, determinação da severidade e prognóstico
NÃO INDICADA:
- Risco na Anestesia geral
- aumento da pressão intra-craniana (trauma, neoplasias, abscessos )
- lesão medular ou piodermite no local da punção
- Pacientes com problemas de coagulação
- pacientes desidratados
- Doença inflamatória do SNC
- bacteremia ou viremia
RISCOS: Anestesia, contaminação e meningite bacteriana, hemorragia - problemas de coagulação, hérnias, lesão neurológica severa - penetração da medula
EFEITOS ADVERSOS : Convulsões , Fasciculação muscular, hipertermia, apnéia, Vômitos, Hiperestesia, rigidez cervical, Piora do quadro neurológico
TÉCNICA: trabalhe sempre em equipe, hidratação, anestesia geral , sonda endotraqueal, tricotomia, assepsia rigorosa, posição correta, material adequado
Punção na Cisterna Magna
- VANTAGENS:introdução da agulha é mais fácil, maior quantidade de líquor, menos contaminação com sangue
- DESVANTAGENS: lesão ao bulbo ou medula, perigoso se houver aumento da PIC, necessário manter paciente inclinado, pode não ser diagnóstica (lesão compressiva severa)
- VANTAGENS: fluxo de contraste é melhor, é indicada nas lesões toracolombares severas ou quando há risco na punção cisternal
- DESVANTAGENS: introdução da agulha é mais difícil, ocorrem mais artefatos, coleta de líquor é mais difícil e pode vir líquor contaminado com sangue
ATENÇÃO: MEIOS DE CONTRASTE IODADO IÔNICO
Usados para arteriografia e urografia, causam morte imediata por parada respiratória se injetados no espaço subaracnóide.
Contrastes indicados:
Iopamidol (Iopamiron 300 ®) e Iohexol (Omnipaque 240 ou 300 ®) , Ioversol 320 (Optiray®)
INTERPRETAÇÃO: Avaliar todas as projeções e posições, diagnosticar a presença ou ausência de lesões compressivas, classificar a lesão, combinar com história e sinais clínicos, entender a anatomia e aparência radiográfica do contraste em vários locais
Fatores que interferem: volume de contraste inadequado e posicionamento incorreto
Extradural: Estreitamento ou ausência da coluna de contraste
-Disco
-hemorragia, coágulos
-fratura/luxação
-neoplasias
-congênito,-discoespondilite
-osteomielite
Intramedular : Afastamento da linha de contraste
-edema medular por trauma
-Hemorragia/hematoma
-Neoplasia
-MEG ou outras doenças inflamatórias
LEITURAS SUGERIDAS
- http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782002000300010
- http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782002000400029&lng=pt&nrm=iso
- http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782005000600018&lng=pt
- http://www.editoraguara.com.br/cv/ano5/cv26/cv26.htm#radio1
28 de mai. de 2007
EXAMES COMPLEMENTARES EM NEUROLOGIA
O líquido cerebroespinhal (LCE) é formado nos plexos coróides dos ventrículos laterais, terceiro e quarto ventrículos, com contribuição da pia, aracnóide e camada ependimária. É absorvido nas granulações aracnoídeas, circulando em direção aos seios venosos, de onde volta para o sangue. Também é absorvido por vênulas no espaço subaracnoídeo, vasos linfáticos ao redor dos nervos espinhais e camada ependimária. O LCE é continuamente produzido e absorvido, circulando
dos ventrículos para o espaço subaracnoídeo, através de aberturas laterais existentes no quarto ventrículo. É um fluído normalmente claro e incolor, contendo pouca proteína em pequena quantidade e células mononucleares. Tem função de manter o encéfalo suspenso, diminuindo seu peso, além de proteger o sistema nervoso central contra impactos. Suas variações no volume ajudam a manter a pressão intracraniana constante, tendo ainda algumas funções nutricionais e metabólicas.A análise de LCE é importante na investigação de pacientes com problemas neurológicos tendo algumas limitações. O resultado anormal indica doença neurológica, mas é relativamente inespecífico.
Indicações de coleta: auxílio no diagnóstico de doenças no SNC, suspeita de doença intracraniana, suspeita de doença multifocal, doenças medulares quando raio X ou TC são normais, suspeita de polineuropatia
Contraindicações: quando há uma lesão medular no local da coleta, quando a anestesia geral é contraindicada; se houver aumento da pressão intracraniana ou herniação encefálica ( após trauma craniano, doença inflamatória severa). Os sinais indicativos de aumento da pressão intracraniana incluem estupor ou coma, depressão respiratória, disfunção locomotora, midríase e reflexos pupilares diminuídos ou ausentes. A coleta de LCE em presença de aumento da pressão intracraniana aumenta o risco de herniação cerebral.
TÉCNICA DE COLETA DE LÍQUIDO CEREBROESPINHAL
O animal deve estar anestesiado e entubado, devendo haver suporte ventilatório disponível; Anestesia Geral com DIAZEPAN + PROPOFOL e manutenção com isoflurano, dentre outras técnicas
-locais de coleta: A cisterna magna: mais fácil, menor probabilidade de contaminação com sangue
Da região lombar: coleta mais difícil, maior probabilidade de contaminação com sangue, porém como o LCE flui em direção caudal, as alterações são encontradas com mais intensidade caudalmente à lesão.
-cisterna magna: o paciente deve ser posicionado em decúbito lateral, e a cabeça deve ser flexionada em um ângulo de 90 graus, com a narina paralela à mesa.
Os pontos de referência são as margens laterais da asa do atlas e a protuberância occipital. Uma linha imaginária é traçada entre as asas do atlas. O local de coleta é a linha média do paciente, entre a protuberância occipital e a linha traçada entre as asas do atlas. -lombar: entre L5 e L6. O paciente deve estar em decúbito lateral. A agulha é inserida ao lado do processo espinhoso de L6 e direcionada cranialmente e ventralmente. O estilete é removodo intermitentemente para checar o progresso. Ao penetrar o espaço subaracnóide, o LCE irá fluir, porém mais lentamente do que na cisterna magna. Às vezes ocorre movimento da cauda e membros quando a agulha toca ou penetra o tecido neural. Coletar 1ml/5kg de peso.
1 ml é usado para contagem de células, citologia e proteínas, e 2 a 3 ml para cultura, eletroforese e títulos
PROBLEMAS DURANTE A COLETA1) a ponta da agulha atingiu osso: redirecionar a agulha
2) o LCE flui, mas vem tingido com um filete de sangue: um vaso da dura foi atingido. Este filete pode clarear após alguns segundos, então o LCE pode ser coletado. Remover a agulha e recomeçar.
3) Sangue venoso flui em grande quantidade: indica penetração de uma estrutura venosa, normalmente devido ao fato da agulha não estar na linha média. Remover a agulha e recomeçar.
4) o LCE não flui: verificar a profundidade da agulha. Se todos os procedimentos estiverem corretos, pode haver uma hérnia ou ocorreu penetração da medula espinhal. A agulha deve ser removida, o paciente colocado em uma posição normal e o padrão respiratório observado. Se estiver normal após vários minutos, o procedimento pode ser repetido.
5) o paciente se move subitamente: provavelmente ocorreu lesão medular. Remover a agulha e ventilar o paciente. É uma situação potencialmente séria, levando a deterioração neurológica. Pode ser necessário a aplicação de metilprednisolona (30 mg/kg, IV)
AnáliseDeve ser realizada em LCE fresco, no máximo após 30 minutos da coleta. O LCE normal é claro e incolor. As alterações de coloração mais frequentes são devido a hemorragia ou xantocromia. Hemorragia no SNC pode ser inferida através da presença de xantocromia ou eritrofagócitos (macrófagos contendo eritrócitos). A contagem celular é realizada com hemocitômetro, sem diluição. O diferencial deve ser realizado mesmo se a contagem estiver normal. As células devem ser concentradas por centrifugação (10 minutos, 500 rpm) ou sedimentação, montadas em lâmina e coradas. A maioria das células no LCE são mononucleares (linfócitos, monócitos) e ocasionalmente neutrófilos. Bactérias são vistas ocasionalmente no LCE. Isto pode ser patogênico, mas na ausência de pleocitose neutrofílica, pode ser resultado de contaminação durante a coleta. Células anormais sugestivas de neoplasia raramente são encontradas no LCE.
A quantidade de proteína existente no LCE é muito pouca e consiste quase que exclusivamente de albumina. Existem vários métodos para dosagem, inclusive das globulinas. A fita urinária só marca albumina. A proteína total pode estar aumentada em muitas doenças, mas é inespecífica. O aumento de proteína na ausência de pleocitose é comumente indicativo de doença não inflamatória. A eletroforese fornece mais informações a respeito da composição das proteínas.
As globulinas são medidas qualitativamente pelos testes de Nonne Apelt e Pandy
O nível de glicose no LCE equivale a 60 - 80% da glicemia. A hipoglicorraquia ocorre principalmente em infecções piogênicas, ocorrendo também por hipoglicemia e hemorragia subaracnóidea
-Microbiologia: realizada através de microscopia, coloração e cultura.
PARÂMETROS:
- Cor: Incolor
- Densidade: 1004-1006
- contagem céls. Brancas: <>proteína total
-proteína total lombar : 10-45 mg/dl
INTERPRETAÇÃO
- O LCE anormal é indicativo de lesão do SNC ou raízes nervosas.
- LCE turvo: ocorre quando há mais de 200 células ou 400 hemácias/mm3
- grande número de hemácias no líquido cerebroespinhal geralmente indica contaminação.
- pleocitose mononuclear comumente indica inflamação crônica como cinomose ou MEG
- pleocitose neutrofílica é vista mais comumente com meningoencefalomielite asséptica
- A presença de neutrófilos degenerados indica infecção bacteriana.
- aumento de proteína na ausência de pleocitose (dissociação albuminocitológica) comumente indica neoplasia, polirradiculoneurite, coleta repetida, toxicidade por metronidazol ou compressão extradural.
- as globulinas aumentam por produção local, demonstrando a ocorrência de inflamação no sistema nervoso central.
- coagulação indica proteína alta, que pode ocorrer na meningita supurativa aguda, na hemorragia intracraniana, e se houver contaminação com sangue durante a coleta
Sem pleocitose
- com aumento de proteína: protrusão disco, embolismo fibrocartilaginoso, espondilomielopatia cervical, neoplasia, mielopatia do PA, cinomose, leucoenceflomielopatia dos rottweilers
- com aumento de % neutrófilos: protrusão disco, inflamação ou necrose por neoplasia. presença de eosinófilos: migração parasitária, protozoários
- glicose baixa: meningite bacteriana, encefalomielite por cinomose, neoplasia meníngea
- glicose alta: diabetes mellitus
- com aumento de proteína: meningite, encefalite
- com aumento % neutrófilos: meningite responsiva a corticóides, meningite bacteriana, PIF, encefalite viral aguda, após mielografia
- com aumento % linfócitos: infecções virais exceto PIF, MEG, linfoma, antibioticoterapia e corticoterapia
- com eosinófilos: parasitas, hipersensibilidade, neoplasia
- presença de misto de células: infecção crônica, MEG, meningioma, disco, mielomalácia, infarto cerebral, fungo, toxoplasmose, babesiose
23 de mai. de 2007
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO - RESPOSTA
Os diferenciais devem considerar doenças de início agudo, assimétricas, sem dor, como o Embolismo fibrocartilaginoso com infarto medular,
Gandini G, Cizinauskas S, Lang J, Fatzer R, Jaggy A. J Small Anim Pract. 2003 ,44(2):76-80.Fibrocartilaginous embolism in 75 dogs: clinical findings and factors influencing the recovery rate. http://www.blackwell-synergy.com/doi/pdf/10.1111/j.1748-5827.2003.tb00124.x
21 de mai. de 2007
Trauma medular em cães e gatos: revisão da fisiopatologia e do tratamento médico
10 de mai. de 2007
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
8 de mai. de 2007
SÍNDROMES NEUROLÓGICAS - CONTINUAÇÃO
MOTORA
– Paresia flácida de membros e músculo facial,
- comum: tetraparesia /tetraplegia flácida com início em membros posteriores e progredindo para anteriores


– Reflexos diminuídos ou ausentes
SENSORIAL
– Diminuição da resposta a dor (hipoalgesia) ou sensação (hipoestesia)
– Parestesia
– Automutilação
– Reflexos diminuídos ou ausentes sem atrofia muscular
AUTONÔMICA
•Anisocoria, pupilas dilatadas
Diminuição da secreção lacrimal
Salivação diminuída
Bradicardia
MISTA
CAUSAS DE POLINEUROPATIA MOTORA
AGUDO
– polirradiculoneurite
– toxoplasmose/neosporose
– Botulismo
– Paralisia por carrapato
– neuropatia do plexo braquial
– Avulsão do plexo braquial
– neoplasia do plexo braquial
CRÔNICO
– toxicidade por OP e carbamato
– intoxicação por chumbo
SÍNDROME MIOPÁTICA
-Fraqueza, intolerância ao exercício
-andar rígido
-atrofia muscular generalizada ou localizada
-hipertrofia muscular
-dor à palpação muscular
-contraturas

- Polimiosite
- Polimiosite por toxoplasma/neospora
- Miosite mastigatória
- Miosite por excesso de corticóides
- Miopatias congênitas e hereditárias (distrofia muscular entre outras)
SÍNDROME MULTIFOCAL
Sinais correspondentes a 2 ou mais síndromes
– Inflamatório/Infeccioso: meningoencefalomielite
• MEG
• cinomose
• raiva
• MEG
• toxoplasma/neospora
• fungo
• Babesia/Ehrlichia
– Intoxicação
• chumbo, OP, Carbamato
– Neoplasias
– Metabólico
-Trauma
–CRÔNICO
- neoplasias
- encefalopatia urêmica
- pif
1 de mai. de 2007
SÍNDROMES NEUROLÓGICAS - CONTINUAÇÃO
•Andar quase normal, reações posturais anormais
–círculos (geralmente para o lado da lesão)
–andar contínuo
–pressão da cabeça
•visão prejudicada (contralateral – Reflexo Pupilar normal)
•perda da resposta à ameaça com visão normal
•convulsões
•papiledema
•reações posturais diminuídas em membros contralaterais, hipoestesia contralateral
•CAUSAS DE SÍNDROME CEREBRAL
• AGUDO
–Trauma
–Encefalopatia hepática
–Encefalite
•bacteriana
•Ehrlichia
•Cinomose
•Toxoplasmose/neosporose
•Fungo
–Hemorragia
-Neoplasias
-MEG
•CRÔNICO
–Doenças do armazenamento
–hidrocefalia
–neoplasias
–Abscesso
-Encefalite
-PIF
SÍNDROME CEREBELAR
•Andar espástico com “passo de ganso”em todos os membros, principalmente torácicos
•tremor de intenção em cabeça, olhos
•estação com membros afastados
•ataxia em todos os membros, com preservação da força
•reações posturais retardadas e exageradas, porém presentes
•+/- alteração da reação à ameaça
•sinais vestibulares
•hipotonia muscular
•rigidez de decerebelação
•convulsões, nistagmo, anisocoria
CAUSAS DE SÍNDROME CEREBELAR
•Vascular : Infarto, hemorragia
•Inflamatório/Infeccioso: Abscesso, cinomose, ehrlichiose, PIF, MEG, fungo, parasitário, Toxoplasmose/neosporose, cerebelite
•Tóxico: metronidazol, micotoxima tremorgênica
•Traumático: Trauma craniano
•Nutricional: deficiência de tiamina
• Neoplasia
•Desenvolvimento: Má formação de Chiari, doença cerebelar congênita, cistos intra-aracnóides
•Degenerativo: abiotrofia, hipomielinização, distrofia neuroaxonal
SÍNDROME PONTOBULBAR
•Alterações em vários nervos cranianos
–paralisia mandibular, hipoalgesia facial (V)
–diminuição reflexo palpebral (V, VII)
–estrabismo medial (VI)
–paralisia facial, KCS (VII)
–inclinação da cabeça, quedas, rolamento, nistagmo (VIII)
–paralisia da faringe, laringe e esôfago (IX, X)
–paralisia da língua (XII)
•hemiparesia, a tetraplegia
•reflexos presentes em todos os membros
•respiração irregular
•+/- depressão mental
•perda de reações posturais
CAUSAS DE SÍNDROME PONTOBULBAR
•Inflamatório/Infeccioso:
–abscesso, babesia, cinomose, PIF, MEG, meningite bacteriana, fúngica, migração parasitária, riquétisa, toxoplasma, neospora
•Neoplasia
· Trauma
•Vascular:– infarto/hemorragia
SÍNDROME VESTIBULAR PERIFÉRICA
1.TORÇÃO DE CABEÇA

3. andar em círculos, rolar, quedas
4. nistagmo horizontal ou rotatório
5. nistagmo posicional que não muda de direção
6. estrabismo posicional
7. síndrome de horner (se a orelha média estiver afetada)
8. VII nervo craniano afetado – paralisia facial
9. sem alteração da consciência
•AGUDO
–otite média/interna
–Doença vestibular congênita
–Doença vestibular idiopática
–trauma (bulha timpânica)
– uso de aminoglicosídeos
–Hipotireoidismo
SÍNDROME VESTIBULAR CENTRAL
1. torção de cabeça
2. ataxia severa
3. andar e círculos, rolar e quedas
4. nistagmo horizontal, rotatório ou vertical
5. nistagmo posicional que pode mudar de direção
estrabismo posicional
hemiparesia ipsilateral ou tetraparesia
-pode haver hipermetria ipsilateral, ataxia cerebelar
“déficits” de propriocepção
6. V, VI, VII, IX, X ou XII nervo craniano podem estar afetados
7. desorientação, depressão, alterações de consciência
•CAUSAS DE SÍNDROME VESTIBULAR CENTRAL
–cinomose
–Toxoplasmose/neosporose
–Ehrlichia
–fungo
–MEG
–trauma craniano
–hemorragia
– Infarto
–Neoplasia
–Deficiência de tiamina
–Abscesso
23 de abr. de 2007
SÍNDROMES NEUROLÓGICAS MEDULARES
Conforme estudado na última aula, síndrome é um grupo uniforme de sinais clínicos, produzidos pelo mesmo mecanismo e que se repetem em várias afecções. Existem 4 síndromes medulares, e 6 síndromes encefálicas além das síndrome neuropáticas, miopáticas, episódicas e multifocal. A seguir serão descritos os sinais presentes nas síndromes medulares e as causas mais comuns.
•Hemiparesia, tetraparesia a plegia
•Reflexos aumentados, tônus aumentado sem atrofia
•Dor cervical, rigidez cervical
•Retenção urinária espástica, ±Dificuldade respiratória
•Síndrome de Horner

CAUSAS DE SÍNDROME CERVICAL
AGUDO
– doença de disco
– Meningoencefalite granulomatosa (MEG)
– Cinomose
– Toxoplasmose/Neosporose
– Ehrlichia
– Fungo
AGUDO com dor
– Trauma
– Subluxação atlanto axial
– Má formação occipito atlantoaxial/Luxação atlanto occipital
– MEG
- Cinomose
- Toxoplasmose/Neosporose
- Ehrlichia
- Fungo
CRÔNICO
– Doença de disco
– Subluxação atlanto axial
-Neoplasias
SÍNDROME CERVICOTORÁCICA
–Tetraparesia, hemiparesia ou tetraplegia, pior nos membros anteriores
–Reflexos e tônus muscular diminuído nos membros torácicos.
–Sinal de NMS nos posteriores
–Retenção urinária espástica
–Síndrome de Horner
–Panículo diminuído

CAUSAS DE SÍNDROME CERVICOTORÁCICA
• AGUDO
–Disco
– Trauma medular
– Infarto fibrocartilaginoso
– Hemorragia
–Neoplasias
- Cinomose
- Discoespondilite
- Ehrlichia
-Toxoplasmose/neosporose
-Fungo
• CRÔNICO
– Síndrome de Wobbler
– Doença de disco
– Neoplasias
– Abscessos
– Discoespondilite
SÍNDROME TORACOLOMBAR
- Ataxia de membros posteriores
- Paresia, paraplegia
- Perda ou diminuição das reações posturais nos membros posteriores, membros torácicos normais
- Reflexos normais a aumentados em membros posteriores, tônus aumentado
- Diminuição do reflexo do panículo
- Retenção urinária do tipo espástica
- +/-Schiff Sherrington

CAUSAS DE SÍNDROME TORACOLOMBAR
- AGUDO com dor, progressivo
– meningomielite infecciosa
- meningite responsiva a corticóides?
– Neoplasia
– Discoespondilite
– Doença de Disco
– Hemorragia?
–AGUDO, com dor, não progressivo
-trauma, fratura, luxação
-AGUDO, sem dor, não progressivo
-infarto fibrocartilaginoso
-CRÔNICO, progressivo, sem dor
– Mielopatia degenerativa
– Doença de disco
– Neoplasias
SÍNDROME LOMBOSACRA
• Reações posturais diminuídas nos membros pélvicos, normais nos torácicos
• Fraqueza, paralisia flácida de membros pélvicos e cauda
• Retenção ou incontinência urinária
• reflexos diminuídos, tônus muscular diminuído com atrofia de membros pélvicos
• esfíncter anal dilatado, reflexo bulbocavernoso diminuído, incontinência fecal
• priapismo, automutilação da cauda, relaxamento de esfíncter anal, parestesia, paresia da cauda
• Dor à pressão e movimentação da articulação lombo-sacra
• paresia, ataxia, cifose
• hiporreflexia ou pseudo-hiperrelexia do patelar
• atrofia muscular
• pode ser agudo, crônico, contínuo, intermitente

CAUSAS DE SÍNDROME LOMBOSACRA
AGUDO com dor
- inflamatório/Infeccioso
-Hemorragia
-Trauma
- doença de disco
AGUDO SEM DOR
– Infarto
Obs: não esquecer que a neuromiopatia isquêmica felina causa paraplegia aguda de membros posteriores, mas a causa é a obstrução da aorta
CRÔNICO
- discoespondilite
– Abscesso
– PIF
– MEG
20 de abr. de 2007
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO? RESPOSTA
Méd. Veterinário Residente II
Clínica-Cirúrgica de Animais de Companhia da U.E.L.
18 de abr. de 2007
QUAL O SEU DIAGNÓSTICO?
- reações posturais - ausentes nos membros posteriores e presentes nos anteriores
- nervos cranianos normais,
- tônus nos membros posteriores normal
- reflexos normais nos membros anteriores
- cauda sem movimentação voluntária
- reflexo perineal e bulbocavernoso presente
- reflexos nos posteriores:
patelar aumentado, extensor cruzado presente, reflexo interdigital presente, sensibilidade superficial ausente, sensibilidade profunda ausente - conforme mostrado na foto abaixo.
- Explique o que está acontecendo com este animal.
- Qual o prognóstico para o retorno à locomoção normal?
16 de abr. de 2007
EMPREGO DO FENOBARBITAL NO CONTROLE DA EPILEPSIA CANINA
Mônica Vicky Bahr Arias & Otávio Pedro Neto, publicado na revista Clínica Veterinária. , p.25 - 28, 1999
Um dos problemas mais comuns no tratamento da epilepsia canina é o uso inadequado de anticonvulsivantes para esta espécie. Algumas fármacos utilizados em seres humanos são metabolizados tão rapidamente pelos cães que a concentração sérica terapêutica não pode ser alcançada. Poucas medicações eficazes em seres humanos podem ser usadas em cães, sendo o fenobarbital o mais indicado. O problema mais comum com uso do fenobarbital é a subdose, que ocorre pelo receio de causar efeitos colaterais como sedação e hepatotoxicidade. Só se obtém o controle das convulsões quando a concentração sérica do medicamento é consistentemente mantida dentro do nível sérico adequado, o que está relacionado à meia vida do fármaco em questão. Ainda, a meia vida difere consideravelmente entre as várias espécies, o que torna muitos anticonvulsivantes utilizados em humanos inapropriados para uso em cães.
Sob o nome barbitúrico, há uma gama de substâncias depressoras do sistema nervoso central com propriedades farmacológicas semelhantes, porém, diferentes entre si na duração e rapidez de sua ação, bem como em sua potência. O ácido barbitúrico ou 2,4,6-trioxo-hexa-hidropirimidina origina a fórmula dos compostos mais propriamente chamados barbitúricos ou oxi-barbitúricos dos quais, os que tem o substituto 5-fenil possuem uma atividade seletiva anticonvulsivante. Neste grupo, encontra-se o fenobarbital, um dos primeiros barbitúricos a ser desenvolvido e reconhecido por sua atividade anticonvulsivante. É uma medicação eficaz, segura, barata e com poucos efeitos colaterais além da sedação. A despeito do surgimento de novos antiepilépticos, permanece como fármaco de primeira escolha em cães e gatos. Controla as convulsões em 60-80% dos cães epilépticos, se a concentração sérica for mantida dentro da faixa adequada. A sua ação decorre da elevação do limiar convulsivo e facilitação da inibição sináptica mediada pelo ácido gama amino butírico, reduzindo a excitabilidade neuronal. Também inibe a difusão do foco epiléptico para outras áreas encefálicas, reduz a intensidade das convulsões, diminui sua duração e freqüência, prevenindo efeitos colaterais como degeneração ou morte neuronal decorrentes de atividade convulsiva repetida.
MONITORIZAÇÃO DO TRATAMENTO
O controle da atividade convulsiva e a toxicidade de um anticonvulsivante não são determinados pela dose fornecida mas sim pela medição de sua concentração sérica. Este exame é o método ideal para assegurar o controle adequado das convulsões, detectando subdoses e diminuindo a ocorrência de toxicidade, sendo o substituto ideal para o critério clínico. A concentração sérica do fenobarbital só pode ser medida após a obtenção de níveis séricos estáveis, aproximadamente 14 dias após o início do tratamento ou da alteração da dose. Este exame deve ainda ser realizado a cada quatro ou seis meses em terapias prolongadas; imediatamente após qualquer atividade convulsiva em animais tratados regularmente; após alterações na dose; quando ocorrer doença sistêmica simultaneamente ou possibilidade de interações com outras fármacos; quando houver sinais de toxicidade, ou quando suspeitar-se de administração inadequada do medicamento. Este procedimento auxilia na determinação da dose mínima necessária que proporcione concentrações séricas terapêuticas.
A concentração sérica do fenobarbital em animais que recebem a medicação regularmente apresenta flutuações, se mantendo porém acima de um valor mínimo. Assim, para a descrição da variação da concentração sérica do fenobarbital deveriam ser coletadas 6 amostras em um período de 24 horas. Clinicamente, porém, esta avaliação pode ser feita com uma dosagem. A amostra é coletada imediatamente antes da administração da segunda dose (11-12 horas após a primeira dose), quando a concentração cai em seu nível mínimo. Caso o nível sérico de fenobarbital esteja abaixo dos valores recomendados, é necessário um ajuste na dose, que pode ser estimado através da seguinte fórmula
Nova dose = velha dose x concentração sérica desejada / Concentração sérica medida
As convulsões só podem ser consideradas refratárias ao fenobarbital quando o nível sérico terapêutico máximo for obtido e o animal ainda apresentar convulsões. Outras causas de falha no tratamento devem ser descartadas, inclusive falha no diagnóstico. Considerar a utilização de um segundo anticonvulsivante somente após esgotar as possibilidades com o fenobarbital. Se esta necessidade for comprovada, é importante ressaltar que a terapia jamais deve ser cessada subitamente, devido ao risco do desenvolvimento de “status epiléptico” grave. Assim, o próximo passo é a adição de um segundo anticonvulsivante, sendo o brometo de potássio o mais indicado, reduzindo-se então o fenobarbital gradativamente.
Nenhum outro anticonvulsivante foi estudado tão extensamente em cães a ponto de ser considerado tão eficaz e seguro no tratamento da epilepsia canina como o fenobarbital. Como a concentração sérica não pode ser prevista com base na dose administrada e como o efeito terapêutico é função da concentração sérica, este exame deve se tornar rotina na clínica veterinária, para que o regime terapêutico seja corretamente estabelecido. A obtenção dos níveis séricos adequados reduz a necessidade de combinações de fármacos anticonvulsivantes, prática esta que deve ser reservada aos cães comprovadamente resistentes ao fenobarbital.








